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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Prazo para cadastro no Cnart é estendido até 31 de março

Obra de arte sacra do Museu de Arte Sacra de Alagoas, em Marechal DeodoroOs comerciantes de obras de arte e antiguidade terão até o dia 31 de março para entrar no Cadastro Nacional de Negociantes de Obras de Arte e Antiguidades (Cnart). A decisão de prorrogar o prazo foi publicada no dia 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelo cadastro. Os comerciantes não cadastrados até essa data estarão sujeitos a multa
A obrigação de cadastro no Cnart para todos os negociantes de obras de arte e antiguidades foi definida pela Portaria Iphan nº 396/2016, assinada em 15 de setembro, que regula os procedimentos a serem observados pelas pessoas físicas ou jurídicas que comercializem esses bens. O objetivo é garantir maior proteção às atividades de compra e venda de obras de arte e antiguidades. A norma fortalece os mecanismos de controle sobre essas operações, pelo Poder Público, e esclarece aos comerciantes e leiloeiros quais as situações são consideradas indícios de envolvimento com atividades ilegais. 
A medida complementa as atribuições previstas no Decreto-Lei nº 25/1937, principal marco legal relativo à preservação do patrimônio cultural no país, e vem regulamentar a Lei nº 9.613/1998, que dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, e cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A elaboração da portaria contou com a participação da sociedade por meio de consulta pública realizada pelo Iphan entre junho e julho deste ano.
O Iphan elaborou um conjunto de manuais para orientar os administradores que deverão atuar na fiscalização dos procedimentos a serem observados por pessoas físicas e jurídicas, além do uso do Cadastro por negociantes e usuários externos pertencentes a outros órgãos do governo, fornecendo informações para utilização correta do sistema que respondam às principais dúvidas do público, durante o primeiro contato com o Cnart. Os manuais estão disponíveis para consulta e donwload: 
Manual do Administrador
Manual do Negociante
​Manual - Outros Órgãos do Governo

80 anos: Iphan e Museu Nacional de Belas Artes celebram juntos oito décadas de criação

Cerimônia de lançamento do livro Criados em 13 de janeiro de 1937, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), celebraram juntos a data em lançamento do livro Alegoria às Artes - Léon Pallière, nesta sexta-feira, 13 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ). A obra, de múltipla autoria, retrata o processo de restauração e a pesquisa histórica da monumental tela “Alegoria às Artes”, restaurada pelo PAC Cidades Históricas, dirigido pelo Iphan, e atualmente em exposição no MNBA.
A presidente Kátia Bogéa destacou a parceria de longa data entre o Iphan e Museu, que esteve integrado à estrutura do Iphan até 2009, quando foi incorporado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 
“Se cruzarmos as histórias das duas instituições, veremos que o princípio de preservar e resgatar a beleza histórica de tantos bens, pensando nas gerações atuais e futuras, nos brasileiros e estrangeiros, em permitir que o acesso à cultura não seja limitado a uma determinada época e público, é um ponto que sempre tivemos em comum. O Iphan e o Museu trabalharam juntos em diversas ações, como em seu tombamento em 1973, a restauração de suas instalações e, por último, a restauração da tela Alegoria às Artes, de Jean Léon Pallière, que envolveu também o Instituto Brasileiro de Museus e o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro. É um orgulho para o Iphan ter como parceiro o Museu de Belas Artes. Esperamos que nossa parceria se perpetue e que nos próximos aniversários tenhamos ainda mais motivos para celebrar”, afirmou Kátia.
A restauração completa da obra prima de Jean Leon Pallière intitulada Alegoria às Artes, datada de 1855, conta com dimensões de 3,5m x 4,15m, e recebeu investimento de R$ 578 mil do PAC Cidades Históricas. Os técnicos mapearam as áreas danificadas, como rasgos, perda de pintura, entre outras atividades. Todo o processo iniciado em 2014 resultou no livro lançado no MNBA. 
A cerimônia contou também com a presença do presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araújo, da diretora do Museu, Mônica Xexéo, do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, entre outras autoridades. Outros dois trabalhos de Pallière – Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens também foram restaurados por meio do PAC Cidades Históricas e estão disponíveis para visitação até 12 de março deste ano no MNBA.

Capa do livro O livro
A pesquisa histórica do livro, que começou a ser elaborado em paralelo ao restauro da tela,  iniciado em 2014, foi desenvolvida pelos pesquisadores Pedro Xexéo e Adriana Clen.  Entre outras descobertas,  a dupla confirmou que a tela não foi pintada na Itália e sim sob a supervisão do então diretor da Academia Imperial de Belas Artes,  o critico de arte e artista plástico Araujo Porto Alegre, aqui no Rio de Janeiro.
Outro levantamento dos pesquisadores concluiu que provavelmente a tela foi deslocada no 1º semestre de 1909 para o prédio da Escola Nacional de Belas Artes,  que atualmente abriga o Museu Nacional de Belas Artes. 
Um capítulo importante da publicação,  de autoria da restauradora Larissa Long,  aborda a história da criação do laboratório da restauração do MNBA,  no tempo da diretora Maria Elisa Carazzoni, no inicio dos anos 1970.
Para o museólogo Pedro Xexéo,  esta obra e mais os retratos que foram feitos por Leon Pallière representam as únicas obras sobreviventes que decoravam o prédio da AIBA, e representam “um importante testemunho desta época do século XIX,  de grande relevância para a formação da cultura brasileira”.
O livro “Alegoria às Artes –  Leon Pallière”,  foi escrito por Pedro Xexéo,  Adriana Clen,  Wallace e Denise Guiglemeti, Guadalupe Campos, Antonieta Middea, Fernando Vasques e Larissa Long.  A publicação da Contra-capa editora e possui 218 páginas.

Jean Leon Pallière Grandjean Ferreira
Nascido no Rio de Janeiro em 1823, o litógrafo, aquarelista, decorador e professor era filho do pintor Arnaud Julien Pallière (1784 - 1862) e neto do arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850). 
Mudou-se para Paris em 1830, retornando ao Brasil em 1848 passando a estudar na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba). Com nova estadia na Europa e de volta ao continente americano em 1855, Pallière realiza a série Alegoria das Artes Plásticas para o teto da biblioteca da Aiba, no Rio de Janeiro. Na década de 1860, percorre o litoral brasileiro publicando em 1864 o Album Pallière. Escenas Americanas. Reducción de Cuadros, Aquarelles y Bosquejos, composto de cerca de 50 litografias de trabalhos realizados em suas viagens. 

PAC Cidades Históricas
O programa é um avanço nas políticas culturais no Brasil, atuando em 44 cidades, de 20 estados da federação, com a disponibilização de R$ 1,6 bilhões para obras públicas. O PAC Cidades Históricas vai além da recuperação de monumentos, utilizando a preservação do patrimônio como eixo indutor para geração de renda, agregação social e afirmação da identidade cultural.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Iphan promove concurso para seleção do
Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

Em 2017 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atuação e, como parte das comemorações, lança no dia 13 de janeiro o edital do concurso nacional para a escolha do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O objetivo da seleção é criar uma identidade visual para os bens do Patrimônio Cultural Brasileiro, valorizando sua condição especial e apoiando sua promoção. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre 16 de janeiro a 02 de março de 2017. O prêmio para o trabalho vencedor será de R$ 30 mil.
Além do emblema, o vencedor deverá desenvolver um Manual de Identidade Visual e Aplicação. As regras e definições para participação estão disponíveis no edital do concurso. Poderão participar do concurso apenas pessoas físicas, individualmente, com apenas uma proposta inédita por participante.
Cada participante poderá inscrever apenas uma proposta, a ser enviada uma única vez e sem possibilidade de alteração. A ficha de inscrição, bem como o edital, estão disponíveis no portal do Iphan (www.iphan.gov.br) e o interessado deverá enviá-la para o e-mail emblema.patrimonio@iphan.gov.br, juntamente com os arquivos digitalizados (jpg ou pdf): carteira de identidade e CPF (frente e verso); certidão de quitação eleitoral emitida pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); a sugestão da marca do Patrimônio Cultural Brasileiro, conforme os requisitos estabelecidos no edital; Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II do edital), devidamente preenchido e assinado; e Declaração (Anexo III do edital), preenchida e assinada, informando que o design não caracteriza, no todo ou em parte, plágio ou autoplágio. 
As propostas serão avaliadas por uma comissão julgadora, que será constituída por até nove membros nomeados pela presidente do Iphan. O resultado preliminar do concurso será divulgado no portal do Iphan em meados de maio de 2017 e o lançamento oficial do Emblema está previsto 17 de agosto de 2017, dia nacional do Patrimônio no Brasil.

Iphan 80 anos
Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral de seus povos, o Iphan foi criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, completando oito décadas de atividade e, além de recordar sua trajetória, projeta os seus próximos 80 anos.
Tido como uma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, a história do Iphan se confunde com a formação cultural do Brasil. Em oito décadas de atividade, o Instituto, que nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e Saúde Pública, tem trabalhado arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.
Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais – atuando desde o poder de polícia até a educação –, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. 

Reconhecimento do patrimônio
Nesses 80 anos de atividade foram protegidos 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta – na forma de obras de qualificação – quanto indiretamente – por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais –, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana. 
Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.
Com o passar do tempo houve um alargamento do sentido sobre o que é o Patrimônio – na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo –, o que possibilitou que a proteção do Estado se estendesse desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), bem como da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.

Mais informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br / Ananda Rope – ananda.figueiredo@iphan.gov.br 
(61) 2024-5512- 2024-5504 - 2024-5511 / (61) 99381-7543  

Atividades em todo o Brasil celebram 80 anos do Iphan

Iphan 80 anosO Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi criado em janeiro de 1937. E ao longo desses 80 anos muitas coisas mudaram, diversos desafios foram enfrentados e, principalmente, inúmeras conquistas foram alcançadas no propósito firme da preservação e promoção do patrimônio cultural brasileiro. Um desafio que se tornou uma importante realização foi a descentralização do Instituto que, atualmente, está presente em todas as unidades da Federação, com 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais.
Para celebrar essas oito décadas de políticas públicas para o patrimônio cultural, fundamentais para a construção da identidade nacional e a proteção de bens acautelados em todo o país, uma agenda repleta de programações especiais vai ilustrar a riqueza e a diversidade cultural nos quatro cantos do país. 
O Iphan convida a todos para comemorarmos, juntos, esse marco em sua história e na memória nacional.

Política de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro completa 80 anos


Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco de Andrade promoveram a consolidação jurídica do Patrimônio Cultural no País e a criação do IphanUma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atividade no dia 13 de janeiro e sua história se confunde com a formação cultural do Brasil. Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral, o Iphan comemora oito décadas de atuação e projeta os próximos 80 anos.
“No Brasil, poucas instituições chegaram onde o Iphan chegou. De 1937 aos dias de hoje, muita coisa mudou. No Brasil e no Patrimônio. Nascido da mente privilegiada de intelectuais comprometidos com o futuro do País, o Instituto consolidou-se e fortaleceu-se com ações corajosas, amplamente reconhecidas e respaldas pela sociedade, conquistando legitimidade e a aprovação da população brasileira e, simultaneamente, protegendo um gigantesco conjunto de bens materiais e imateriais. A pressão de preservar e recuperar o patrimônio, apesar da carência de recursos humanos e financeiros, é vivida pelo Iphan desde sua criação. Queremos que esse aniversário seja um marco. Além de comemorarmos os feitos, queremos projetar os próximos 80”, afirma a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.
Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais –atuando desde o poder de polícia até a educação–, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. 
O Bumba meu boi é um bem que está enraizado na cultura maranhense e que reflete valores essenciais de sua formação socialNesses 80 anos de atividade foram tombados 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta –na forma de obras de qualificação– quanto indiretamente –por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais–, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana. 
Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.
Para Kátia Bogéa, entre os desafios para os próximos 80 anos do Iphan estão a ampliação do quadro funcional e o de demostrar que o Patrimônio Cultural é um ativo para o desenvolvimento social do Brasil, estimulando a economia, gerando empregos e renda, impactando positivamente na autoestima dos brasileiros. 
“As cidades brasileiras enfrentam inúmeros problemas. Muitos dos quais atingem diretamente os núcleos com valores patrimoniais, comprometendo as características que, ao longo dos anos, buscamos preservar, além da própria qualidade de vida dos cidadãos.  Para reverter este quadro e continuar a cumprir com sua missão, o Iphan entende que é fundamental inserir as questões relacionadas com a preservação na pauta das políticas públicas prioritárias para o Brasil”, defende.
Comemorações
Selo comemorativo pelos 80 anos do IphanComo parte das celebrações pelos 80 anos do Iphan, foi lançado no dia 12 de janeiro, na sede do Instituto em Brasília (DF), o selo comemorativo pelos Correios, criado pelo designer Vitor Corrêa. O selo aponta para uma simbologia que envolve os principais elementos culturais do Brasil, expressos nas artes, edificações, manifestações culturais e paisagens, que ajudam a contar a história e a construção da identidade nacional. Participaram da cerimônia a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, acompanhado pela primeira dama e colaboradora do governo, Márcia Rollemberg, o ministro da Cultura, Roberto Freire, o superintendente do Iphan-DF, Carlos Madson, e o diretor regional dos Correios, Ricardo Curado.
As comemorações seguem em todo o Brasil e podem ser conferidas nesta programação.
Atuação
Igreja Matriz do Divino Espírito Santo em Jaguarão (RS)Cerca de 40 mil imóveis estão localizados em conjuntos urbanos tombados, o que implica acompanhamento, autorização de intervenções e fiscalização; o licenciamento ambiental prevê a participação do Iphan visando minimizar impactos sobre o patrimônio cultural, o que representa mais de mil processos de licenciamento por ano, envolvendo desde as grandes obras de infraestrutura até intervenções urbanas de menor porte; a cada ano, são analisados cerca de 50 mil bens em processo de transferência, permanente ou temporária, para o exterior, visando o combate ao tráfico ilícito de objetos de bens de valor cultural. Com a extinção da Rede Ferroviária Federal, o Iphan, após 2007, tornou-se responsável pelo patrimônio ferroviário, presente em mais de 1200 municípios, incluindo edifícios, bens móveis e acervos documentais. 
O Iphan conta hoje com 1.090 servidores, dos quais apenas 696 compõem o quadro permanente, distribuídos em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. O quantitativo que responde por toda a gama de atribuições constitucionais e legais do Instituto, dentre as quais: identificação, reconhecimento, salvaguarda e fiscalização do Patrimônio Cultural Nacional e Mundial, proteção dos Sítios Arqueológicos e Reservas Técnicas, preservação de acervos documentais e bibliográficos, identificação da diversidade linguística, gestão do Patrimônio Genético, execução de projetos e obras de intervenção em bens e conjuntos tombados, gerenciamento do Programa PAC Cidades Históricas, aprovação, fiscalização e apuração de prestação de contas de Convênios e processos de Lei de Incentivo à Cultura, ações educativas, assistência técnica e monitoramento do Patrimônio Mundial, e definição da Política de Patrimônio Cultural no Brasil. 
Hoje, 46% dos servidores do Iphan possui mais de 51 anos de idade e 27% encontra-se em abono de permanência. Dentro de cinco anos, 296 servidores terão condições plenas de se aposentar. Nesse sentido, caso não haja ingresso de novos servidores muito em breve, o quadro funcional do Iphan poderá ficar restrito a somente 224 servidores já em 2021.

O Palácio Gustavo Capanema (1936 e 1947) é um dos primeiros arranha-céus com fachada toda de vidro construído no mundo.História
Criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, o Iphan nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e da Saúde, trabalhou arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.
Os primeiros anos do Iphan foram voltados à sensibilização da população, quanto ao valor e à importância do acervo cultural representado pelos edifícios que compunham os núcleos tombados e pelos bens móveis neles existentes, com o desejo de proteger o que fosse possível, principalmente os bens excepcionais de “pedra e cal”, ou seja, a arquitetura monumental e as chamadas cidades históricas.  As ações levaram o órgão a alcançar significativo prestígio internacional e deixaram como legado um volumoso número de bens culturais salvos do desaparecimento.
Nos anos heroicos, quando a Instituição foi dirigida pelo advogado Rodrigo Melo Franco de Andrade, cabia proteger aquilo que se entendia por patrimônio histórico e artístico nacional, numa tarefa ou obra civilizadora de reconhecimento e afirmação de uma identidade nacional. 
Fachada e jardins do Museu de Arte da Pampulha
Na década de 1970, discutiu-se muito a relação entre o turismo e patrimônio e em 1980, quando o designer Aloísio Magalhães assumiu a direção da Fundação Pró-Memória, houve uma grande inflexão conceitual. Aloísio usou sua experiência no Centro Nacional de Referência Cultural, introduzindo um viés antropológico na Instituição. Hoje, é possível afirmar que ele substituiu o patrimônio histórico e artístico de Rodrigo, pela noção de bens culturais. Se, até então, o Patrimônio trabalhava com as ideias de “civilização” e “tradição”, passou a considerar as noções de “desenvolvimento” e “diversidade cultural”.
Tal mudança desembocou nas discussões para a elaboração da Constituição Federal (CF) de 1988, que representou um avanço para o campo do Patrimônio. De 1982 a 2006, treze personalidades sucederam-se na presidência do Iphan, de modo que os avanços da CF só começaram a ser respondidos em 2000, com o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial; e em 2009, com a Chancela da Paisagem Cultural Brasileira.
A partir de 2006, o Iphan esteve sob a presidência do arquiteto Luiz Fernando de Almeida. Período em que a Instituição vivenciou o seu terceiro grande momento conceitual, desta vez baseado nas noções de “Território” e “Políticas Públicas”. De um lado, buscando ampliar o número de bens protegidos (representando condignamente e em todos os recantos do país, a riqueza e a diversidade dos bens culturais do Brasil); e de outro, reposicionando o patrimônio cultural brasileiro no rol dos assuntos estratégicos para o futuro do país. Ou seja, o patrimônio encarado como um direito de todo o povo brasileiro.
O saber envolvido na fabricação artesanal de panelas de barro foi o primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial  em 2002
Ao longo desses 80 anos, o alargamento do sentido do patrimônio, na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo, passou a requerer que a proteção do Estado se estenda desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC); da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais, como o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.
Espaços de reprodução das matrizes africanas, práticas religiosas, que representam a luta e a resistência do povo negro no Brasil, os terreiros de matrizes aficanas também ganharam o reconhecimento do Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro. Em 1986, foi tombado o Terreiro da Casa Branca, em Salvador (BA), o precursor. Nas duas últimas décadas, foram protegidos outros oito terreiros. A política de valorização e reconhecimento das práticas religiosas trabalha, desde 2009, de forma articulada com a Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a Fundação Cultural Palmares (FCP).
Nos últimos 16 anos, graças a criação da política e do Registro do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro (Decreto 3551/2000), mais do que conferir títulos, foi declarada a responsabilidade do Estado com esses bens. Na sequência da política do patrimônio imaterial, agregou-se a valorização da diversidade linguística. O Brasil, que em mais de 500 anos, tem como língua oficial o Português, possui falantes de mais de 180 línguas indígenas, algumas línguas de imigração hoje desaparecidas nos seus países de origem e remanescentes de línguas africanas. É o caso, por exemplo, das línguas indígenas Asurini, Guarani Mbya e a de migração Talian, reconhecidas como Referência Cultural Brasileira.
Desde 2013, o Iphan conta com recursos para o desenvolvimento de suas ações e a execução do PAC Cidades Históricas, que é de sua responsabilidade. Nesta realidade, a Lei Orçamentária prevê para o ano de 2017 o valor aproximado de R$ 18 milhões para aplicação pelo Iphan em ações diversas, além de R$ 250 milhões para o PAC Cidades Históricas.

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3949/politica-de-preservacao-do-patrimonio-cultural-brasileiro-completa-80-anos
Museu do Samba recebe homenagem do Iphan
De alvo de discriminação e perseguição nas primeiras décadas do século XX a símbolo nacional, o samba no Rio de Janeiro se destaca como um fenômeno cultural pujante. Diante disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no âmbito das comemorações de seus 80 anos, faz uma homenagem ao Museu do Samba por sua relevância enquanto Centro de Referência das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo. Também recebem certificado de agradecimento pelos serviços prestados à cultural brasileira, especialmente ao samba carioca, a Associação da Velha Guarda das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e os 26 membros do Conselho do Samba do Rio de Janeiro. A cerimônia de entrega do certificado aconteceu no dia 13 de janeiro, no Museu do Samba, no Rio de Janeiro.
O museu teve origem no Centro Cultural Cartola, instituição responsável pelo pedido oficial de registro do bem como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, com o apoio da Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Nilcemar Nogueira, neta do compositor Angenor de Oliveira, o Cartola, e na época presidente do Centro e hoje secretária municipal de Cultura do Rio de Janeiro, foi autora do requerimento ao Iphan. Na ocasião do pedido, ela explicou que era possível observar um enfraquecimento das raízes do samba do Rio. “A massificação deu ao samba um formato que está distante dos principais elementos que compõe suas matrizes. Não é uma proposta de engessamento ou saudosismo. O samba é vivo, dinâmico. Nossa intenção é de valorizar e preservar as matrizes do samba carioca: samba de partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo”, explicou.
O reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil se deu no ano de 2007, com a inscrição das matrizes do samba no Livro das Formas de Expressão. Entre os objetivos do registro está situar o valor patrimonial do samba no Rio, mostrando seu papel fundamental na tradição cultural da cidade e como referência da cultura nacional, assim como levantar as ações e políticas necessárias para a valorização e salvaguarda dessa expressiva manifestação da cultura brasileira.
O pedido do Centro Cultural Cartola, hoje Museu do Samba, levou o Iphan a realizar a pesquisa que resultou no dossiê para registro do samba de terreiro, partido-alto e samba-enredo. Seguindo a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), os estudos buscaram explicitar aspectos das dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas, bem como caracterizar seus contextos de prática e revelar os principais personagens.
A pesquisa reuniu um conjunto de referências históricas: monografias, teses, livros, vídeos, reportagens, discografia da época e o testemunho de sambistas da velha guarda, como Monarco, Xangô da Mangueira, Nelson Sargento. Desde as reuniões em casa de Tia Ciata, no início do século 20, a pesquisa identifica o samba nos blocos, nos morros, nas ruas e quintais.
Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o samba é um componente da identidade nacional e um instrumento de coesão que tem ajudado a derrubar barreiras e eliminar preconceitos. “Valorizar o samba e as práticas culturais que o rodeiam é também uma maneira de minimizar as diferenças sociais”, afirma.
Em 2017, o carnaval da Mangueira levará para a Sapucaí elementos do Patrimônio Cultural, abordando a fé nacional com a temática Só com a Ajuda do Santo. A ação é uma das atividades que celebrarão os 80 anos, criado em 13 de janeiro de 1937.

Centros de Referência
No âmbito das ações de salvaguarda – que buscam, além da produção de inventários e registros, conceder apoio e fomento visando garantir a realização de atividades e práticas de valorização e promoção do Patrimônio Imaterial Brasileiro –, o Iphan recomenda o incentivo junto aos detentores para a estruturação de Centros de Referência de Bens Registrados. Esses centros, como é o caso do Museu do Samba, são compreendidos como espaços físicos de uso coletivo para abrigar acervos relativos ao bem cultural registrado, realizar ações diversas e ser um espaço para a socialização dos detentores e divulgação do bem cultural para a sociedade mais ampla. O intuito do Centro de Referência é estabelecer um espaço “neutro” para a união dos diversos grupos e segmentos relacionados ao bem cultural.

Salvaguarda
O Museu do Samba, desde o registro do bem, e como Centro de Referência das Matrizes do Samba Carioca, desenvolveu inúmeras ações por meio do Projeto Memória do Samba Carioca, uma parceria com Iphan e Ministério da Cultural (MinC) realizada entre 2009 e 2011. Além disso, a organização atua por meio de outras parcerias estabelecidas com instituições públicas e privadas para desenvolvimento das ações do plano de salvaguarda do bem registrado.
Nesse sentido, foi instituído em 2009 o Conselho do Samba do Rio de Janeiro, composto por representantes com reconhecida atuação na transmissão dos saberes valorização e promoção da continuidade das matrizes do samba. O conselho tem a missão de implementar a gestão participativa da salvaguarda deste bem registrado nas linhas de ação que conformam o plano de salvaguarda do samba. São elas: estímulo à transmissão dos saberes e difusão das manifestações culturais dos sambas de partido alto, samba de terreiro e samba-enredo; valorização dos indivíduos que mantém vivas as tradições culturais das matrizes do samba; promoção do registro documental e circulação da produção dos grupos e segmentos praticantes das tradições musicais; apoio às ações para formação de público; apoio à pesquisa, produção, sistematização, e disponibilização de conhecimentos, documentos e acervos sobre as matrizes do samba no Rio de Janeiro.

Matrizes do samba
O samba de terreiro faz referência aos espaços de encontro e celebração dos sambistas, que ali dançam um samba livre com as marcas de sua ancestralidade. Nos terreiros, pátios das escolas de samba, são cantadas as experiências da vida, o amor, as lutas, as festas, a natureza e a exaltação das escolas e da própria música.
Já o partido-alto é marcado pelos versos de improviso. Nasceu das rodas de batucada, onde o grupo marca o compasso, batendo com a palma da mão, repetindo o refrão e inventando estrofes segundo um tema proposto. O refrão serve de estímulo para que um participante vá ao centro da roda sambar e, com um gesto ou ginga de corpo, convide outro componente da roda.
Com a criação das primeiras escolas , no final da década de 1920, o samba se adaptou às necessidades do desfile. Criou-se uma nova estética e uma nova modalidade: o samba-enredo. O compositor elabora seus versos com base no tema (enredo) a ser apresentado pela escola, descrevendo uma história, de maneira melódica e poética. De sua animação e cadência depende todo o conjunto da agremiação, tanto em termos de evolução como de envolvimento harmônico.
A partir do material pesquisado, o Iphan produziu, além do dossiê, um vídeo-documentário disponível também no canal do Youtube do Instituto.

Iphan 80 anos
Criado em 13 de janeiro de 1937, por meio da Lei nº 378, o Iphan comemora em 2017 80 anos. Nessas oito décadas, as políticas públicas executadas pela instituição foram fundamentais para a construção de uma identidade nacional e a proteção de um expressivo universo de bens materiais e imateriais. A autarquia vinculada ao MinC teve como grandes desafios a consolidação dos marcos regulatórios para o setor e a descentralização do Instituto que, atualmente, está presente em todas as unidades da Federação.



Membros do Conselho do Samba que foram homenageados na cerimônia:
 Nilcemar Nogueira Janaina Reis   Ivonete Pereira
 Leci Brandão   Marcia Moura   Selma Candeia - Selma Teixeira Candeia
 Pituka Nirobe - Ivanir Guimarães  Rachel Valença  PQD da Portela - Sandoval Mattos
 Manoel Dionísio - Manoel dos Anjos Dionísio  Zeca da Cuíca - José de Oliveira  Tia Surica - Iranette Ferreira Barcellos
 Mestre Odilon - Odilon Costa  Zé Luiz do Império -  José Luiz Costa Ferreira      Tantinho da Mangueira - Devani Ferreria
 Careca do Império - Arandi Cardoso dos Santos  Aluisio Machado - Alcides Aluízio Machado  Martinho da Vila - Martinho José Fereira
 Lygia Santos  Tiãozinho da Mocidade - Neuzo Sebastião de Amorim Tavares  Noca da Portela - Osvaldo Alves Pereira
 Wanderley Caramba - Wanderley Jorge Euzébio da Silva  Zé Katimba - José Inácio dos Santos   Nelson Sargento - Nelson Mattos
 Hildmar Diniz - Monarco da Portela Rubem dos Santos - Rubem Confete
 
Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3951/museu-do-samba-recebe-homenagem-do-iphan

 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016


Entrega Certificado de Patrimônio Mundial ao Rio de Janeiro
Reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo, o Rio de Janeiro encontra na relação entre homem e natureza a âncora para seu título de primeira paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, conferido de forma inédita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Anteriormente, os sítios reconhecidos nessa tipologia eram relacionados a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico. A cidade do Rio de Janeiro passou, em 1º de julho de 2012, a ser a primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem urbana.
Até o reconhecimento internacional, foram quatro anos de trabalho conjunto entre o Iphan, o Ministério do Meio Ambiente, a Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO, além dos governos estaduais e municipais do Rio de Janeiro e parceiros privados e públicos, que criaram Comitês Institucional e Técnico para a elaboração do dossiê de candidatura.
A entrega oficial do documento de inscrição do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO acontece na terça-feira (13/12/2016), às 17h, em cerimônia que ocorre aos pés do Cristo Redentor, no Corcovado, e conta com a presença da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, da coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, além de representante do Governo do Estado.
De acordo com a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o título trouxe ao cenário nacional e internacional o desafio de construir novos parâmetros para as políticas de patrimônio com vistas à proteção e à gestão de um bem tão peculiar e com característica singular em todo o mundo.
O Representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, ressalta que, assim como foi o reconhecimento de Brasília há 30 anos, o título do Rio de Janeiro também foi inovador. Para ele, a convivência da cidade maravilhosa com sua rica paisagem natural indica desafios permanentes para assegurar a perenidade dos atributos únicos que levaram a cidade a ser inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Entre os principais elementos que tornaram excepcional e maravilhosa a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha estão o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo, entre outros elementos.

Plano gestor do patrimônio mundial
Uma extensa programação antecede a cerimônia de certificação que ocorrerá no Centro de Visitantes das Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca (RJ), área que integra o sítio declarado pelo Comitê do Patrimônio Mundial.
Às 14h, será instalado oficialmente o Comitê Gestor do Sítio Patrimônio Mundial, coordenado pelo Iphan, e composto por 20 membros que incluem representantes do Instituto, dos Ministérios da Defesa e Meio Ambiente, da Prefeitura Municipal, do Governo do Estado do Rio, da UNESCO, além da sociedade civil e organismos não governamentais, como Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), associações de moradores do município do Rio de Janeiro, entre outros.
O Plano de Gestão do Sítio “Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas, entre a Montanha e o Mar”, que foi aprovado no ano passado na Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Bonn, na Alemanha, será apresentado na ocasião, e conta com a contribuição de diferentes agentes do setor público nas esferas federal, estadual e municipal, como também do setor privado e da sociedade civil.
O Plano, que é um dos assuntos da mesa redonda técnica que ocorrerá sobre a gestão de paisagens culturais, tem como princípio a gestão integrada entre os órgãos e agentes de preservação da cultura e da natureza. Serão debatidas as experiências do Rio, bem como a de Sevilha, na Espanha, com bens culturais também declarados Patrimônio Mundial, que desenvolveu o seu Guia de Paisagem que será abordado pela Direção do Laboratório de Paisagem do Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico. Confira a programação completa.
O evento terá sequência com a inauguração da sinalização Rio Patrimônio Mundial e o lançamento da publicação “Rio de Janeiro: paisagens cariocas entre a montanha e o mar” editada pela UNESCO e pela Editora Brasileira de Arte e Cultura.

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/agendaEventos/detalhes/231/entrega-certificado-de-patrimonio-mundial-ao-rio-de-janeiro

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016


Acesso gratuito ao e-book Património Cultural: conceitos e critérios fundamentais
Foi publicado recentemente em Portugal o e-book Património Cultural: conceitos e critérios fundamentais, disponível em acesso aberto e gratuito em: http://istpress.tecnico.ulisboa.pt/node/428
Sinopse:
Património Cultural: conceitos e critérios fundamentais - Helena Barranha (org.)
Esta obra, em formato digital, é uma co-edição da IST Press e do ICOMOS-Portugal e pretende reunir um conjunto de definições essenciais para qualquer abordagem teórica ou prática ao património cultural, dando particular atenção às questões relacionadas com o património arquitectónico. Organizado em torno de quatro secções temáticas, acrescidas de três textos introdutórios e um capítulo de considerações finais, o e-book procura articular e sistematizar conceitos e critérios fundamentais, tal como estes se encontram formulados em diferentes cartas e convenções, cruzando essas transcrições com a legislação portuguesa e outros documentos de referência, a nível nacional e internacional.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Quatro bens no Rio de Janeiro ganham proteção federal do Iphan

Os prédios das antigas Docas Dom Pedro II; do antigo Supremo Tribunal Federal e do Instituto de Resseguros do Brasil, além de um Lampião situado no Largo da Lapa, receberam nesta quinta-feira, 24 de novembro, proteção federal. O pedido para tombamento foi analisado durante a 84ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. Os conselheiros também aprovaram o pedido de Registro do Caboclinho, manifestação cultural permanbucana. 
Antigas Docas D. Pedro II
O edifício do Armazém Central das antigas Docas D. Pedro II fica localizado em frente à área do Cais do Valongo, o maior porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas.  A região, atualmente conhecida como “Pequena África”, é espaço simbólico para a comunidade afrodescendente que, rapidamente, após a realização das pesquisas arqueológicas, converteu o local em símbolo da luta pela afirmação de sua identidade e de sua história. 
Os projetos para as Docas D. Pedro II foram influenciados por então recentes métodos construtivos europeus, que englobavam o que havia de mais avançado em termos de tecnologia portuária, incluindo o sistema construtivo do cais e armazém, bem como sua logística.
A proposta de tombamento está respaldada nos valores histórico e etnográficos atribuídos ao edifício das Antigas Docas D. Pedro II, como um dos últimos testemunhos da obra do engenheiro André Rebouças na região portuária do Rio de Janeiro. Também registra um importante capítulo da evolução da técnica de construção e modernização da operação de portos no Brasil. 
É destacado, ainda, seu valor etnográfico pela importância para a comunidade afrodescendente, enquanto símbolo de luta pela equidade de direitos e oportunidades dessa parcela da população brasileira. Mais do que a proteção do bem, o atendimento ao pleito é uma valorização da matriz africana em nossa sociedade.
Além do edifício, a proposta de tombamento inclui ainda a Pedra Fundamental e objetos encontrados no interior da Capsula do Tempo. Ambos foram lançados em 15 de setembro de 1871 e encontrados em 2012, durante as escavações arqueológicas realizadas em uma das trincheiras do Cais do Valongo, situada na Rua Barão de Tefé (distante, portanto, da edificação, por motivos desconhecidos).
Antigo Prédio do Supremo Tribunal Federal
O edifício, do período colonial, foi palco de julgamentos históricos, como o banimento da Família Real, o habeas-corpus de Olga Benário e o mandado de segurança em favor de Café Filho, quando se viu impedido de assumir a Presidência da República. 
Construído entre 1905 e 1909, durante as reformas urbanísticas do Rio de Janeiro realizadas pelo prefeito Pereira Passos, idealizador de um concurso de fachadas para a abertura da Avenida Central, o prédio – que abriga, atualmente, o Centro Cultural Justiça Federal – é detentor ainda de valores artísticos, como um importante exemplar da arquitetura eclética do período da primeira República. Junto com outros bens já protegidos por tombamento (Biblioteca Nacional, Museu de Belas Artes, Teatro Municipal e Edifício da Antiga Caixa de Amortização), integra o conjunto urbanístico da Cinelândia. 
Sua linguagem testemunha um período da história da arte pouco reconhecido. Entretanto, passadas décadas de sua produção, o ecletismo vem, cada vez mais, sendo reconhecido pelo Iphan como parte importante da cultura brasileira, associada ao início da República, quando o país buscava sua afirmação internacional e distanciamento de suas origens coloniais. Para isso, tomava como referência e modelo a produção artística europeia.
Suas fachadas são inspiradas no neoclassicismo francês e se harmonizam com os edifícios do conjunto. O prédio incorpora, ainda, elementos de influência art nouveau, como uma escadaria em ferro, além de mármore e estruturas também em ferro, na biblioteca. O requinte nos acabamentos de piso, revestimentos, forro e decoração, além dos detalhes artísticos de seus elementos integrados, denotam a valorização do edifício.
Edifício do Instituto de Resseguros do Brasil – IRB
O Instituto de Resseguros do Brasil foi criado em 1939 pelo Presidente Getúlio Vargas com o objetivo de acabar com o domínio das seguradoras estrangeiras. Em 1940, os seguros contra incêndio e de transporte se tornaram obrigatórios e o IRB assimilou essa função, além de se responsabilizar pelo seguro de grandes obras federais.
O edifício foi projetado pelos irmãos M.M.M. Roberto (Marcelo, Milton e Maurício) e construído em 1944 em um novo espaço no centro do Rio de Janeiro, gerado pelo desmonte do Morro do Castelo. Foi uma das primeiras obras construídas no Brasil a empregar os chamados cinco pontos da arquitetura moderna criados por Le Corbusier: pilotis, janela em fita, estrutura independente, planta livre e terraço jardim. 
O projeto contou ainda com a participação do paisagista Roberto Burle Marx, no desenho das calçadas voltadas para a Avenida Franklin Roosevelt e na concepção do terraço-jardim, hoje não mais existente, que também contava com painéis de mosaico de autoria de Paulo Werneck. Em 1948, o prédio foi reconhecido pelo Royal Institute of Britsh Architects (RIBA) como uma das vinte melhores obras da época. 
Embora algumas características tenham sido alteradas a partir de 1985, os elementos fundamentais que caracterizam o edifício, bem como suas fachadas, estão em bom estado de preservação. A proposta prevê o tombamento do edifício por seu valor artístico, como um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna desenvolvida no Brasil.
Lampião situado no Largo da Lapa
Desenhado por Rodolfo Bernadelli como encomenda do Prefeito Francisco Pereira Passos para sua implantação no ponto inicial da então recém-projetada Avenida Mem de Sá, foi inaugurado em 1906 e logo tornou-se um marco da nova avenida. 
Com aproximadamente 15 metros de altura, situado sobre uma base octagonal e circundado por três degraus de pedra, o lampadário, confeccionado em granito e bronze, é decorado com inscrições e motivos da fauna e da flora, além de símbolos que remetem à epopeia portuguesa dos descobrimentos. 
Além de seus aspectos estilísticos, tem ainda importância histórica, como um dos últimos símbolos das grandes obras comandadas por Pereira Passos, no início do século XX. Seu tombamento complementa a proteção de diversos outros bens já tombados pelo IPHAN na mesma região, como os Arcos da Lapa, a Igreja da Lapa do Desterro e o Passeio Público. A proposta prevê o tombamento do bem por sua importância histórica e artística. 
O Conselho 
O Conselho Consultivo que avalia os processos de tombamento e registro pleiteados ao Iphan é formado por especialistas de diversas áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.
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Os sambas mais marcantes da história
Este ano, o samba completa cem anos de existência. Nesse período, milhares de canções foram compostas e interpretadas por grandes nomes. Músicas que povoaram o imaginário popular, definiram nossa identidade cultural e mudaram para sempre a cara da música brasileira. Dentro deste vasto universo de composições, muitas marcaram a transformação do gênero, sobretudo, a da Música Popular Brasileira (MPB). Para identificar algumas dessas canções, buscamos a opinião de especialistas, artistas, compositores e cantores ligados à música, em especial ao samba, para saber quais tornaram-se símbolos deste ritmo e deixaram sua marca na história cultural do Brasil.

Legado de muitos
Autor de mais de duas mil canções, das quais mais de mil foram gravadas, o compositor e poeta Paulo César Pinheiro preferiu citar duas músicas compostas por ele: O Samba bate outra vez, criada com Maurício Tapajós e O samba é meu dom, feita em parceria com Wilson das Neves. Em ambas, Paulo César menciona o nome mais de 100 compositores e cantores de samba que foram fundamentais não somente para a história, mas, principalmente, para a evolução do gênero. "Estamos falando de cem anos de música ou de um espaço de tempo ainda maior se considerarmos o período anterior à gravação do primeiro samba, em 1916. Elencar obras é uma tarefa sem fim", justifica.
Momentos decisivos do samba
O pesquisador de Música Popular Brasileira Ricardo Cravo Albin acredita que o grande marco do samba ainda é a gravação de Pelo Telefone, registrada por Donga e Mauro de Almeida em 1916. "Naturalmente esta canção é dos pontos mais decisivos da história porque é o início oficial do samba como gênero musical", disse.
Na sequência, Albin destaca "duas juras", sendo a primeira, a música Jura, um samba-maxixe de autoria do Sinhô e a segunda, Se você jurar, do fundador das escolas de samba, Ismael Silva, em parceria com Newton Bastos. A lista de canções selecionadas por Albin incluem ainda Feitiço da Vila, de Noel Rosa, Aquarela do Brasil, Ary Barroso, Dora, de Dorival Caymmi, As rosas não falam, de Cartola, Canta, Canta minha gente, de Martinho da Vila e A Flor e o Espinho, de Nelson Cavaquinho.
Dona Ivone Lara, segundo Albin, por ser uma figura icônica do samba, com vasto repertório, deve ser lembrada pelo conjunto de suas composições. "No entanto, se tivesse que escolher uma música apenas, poderia ser Sonho Meu, que foi gravada em um duo de Gal Costa e Maria Bethânia, no disco Álibi, lançado por Bethânia em 1978", ressaltou.
Albin, que por vinte anos foi julgador oficial dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro (RJ), escolheu Aquarela Brasileira, de Silas de Oliveira, enredo da Império Serrano, em 1964 como uma das melhores músicas compostas para um desfile. "Por último, não menos importante, vale salientar a contribuição de Chico Buarque. Nesse sentido, escolho a música Samba do grande amor, uma composição primorosa", enfatizou.

Primitivistas e urbanos
Compositor, arranjador e maestro, Rildo Hora também está convencido de que mais do que músicas específicas, o samba deve ser reverenciado pelo trabalho geral de alguns compositores, responsáveis pela transformação do gênero durante várias décadas. "Muitas canções importantes foram compostas nesse período. Tivemos grandes compositores como Ary Barroso, Dorival Caymmi, os primitivos Donga, Pixinguinha, João da Baiana e todos aqueles que deram início ao movimento. O samba, como gênero musical, foi evoluindo até chegarmos a Zé Ketti, Cartola, Nelson Cavaquinho, nomes que contribuíram para sua divulgação e sua grandeza. Se samba fosse uma pessoa, teria os braços tão grandes que ele abraçaria a nação brasileira com facilidade", declarou.
A única canção escolhida de fato pelo músico foi uma composição de Dona Ivone Lara, considerada por ele, a grande "rainha do samba". Rildo, que chegou a produzir e atuar como maestro em trabalhos de Dona Ivone, ressalta que o grande diferencial dela está em sua força melódica. "D. Ivone é uma artesã da melodia. A parceria dela com Silas de Oliveira, sem dúvida, o melhor compositor de samba-enredo de todos os tempos, rendeu canções belíssimas. Entre os sambas compostos por eles e que merecem ser destacados está Os cincos bailes da história do Rio, samba-enredo da Escola Império Serrano de 1965, uma música muito emblemática", afirmou.

A força dos sambas de escola
Vindo de uma família de jongueiros e tocadores de caxambu, um dos maiores cantores e compositores de samba, Wilson Moreira, desde muito cedo teve uma participação muito ativa nas escolas de samba do Rio de Janeiro, tendo construído sua história em agremiações como Mocidade Independente de Padre Miguel e Portela. Questionado sobre as músicas que mais marcaram a história do samba, o músico, criado no subúrbio do Rio, selecionou alguns dos sambas-enredos que, para ele, tiveram maior impacto em sua vida.
Dono de uma memória privilegiada, Wilson Moreira lembra não somente os sambas preferidos, como também de seus compositores e os anos em que foram lançados. "A primeira vez que desfilei em uma escola de samba foi na Mocidade, em 1958, com o enredo Apoteose do Samba. Este samba foi, na época, nota dez em harmonia e bateria, elevando a Mocidade ao grupo especial, onde permanece até hoje. Em 1974, a Mocidade também levou para a avenida um samba muito forte chamado Festa do Divino".
"A Portela me deixou muito impressionado com dois sambas intitulados Lendas e mistérios da Amazônia (1970), de autoria de Catoni, Jabolô e Valtenir e Ilu Ayê, feito para o carnaval de 1972, de Cabana e Norival Reis. Ilu Ayê marcou meu primeiro desfile pela Portela, além disso neste ano a escola sagrou-se campeã", orgulha-se.
O grande presidente, da Estação Primeira de Mangueira, em 1956 e duas canções do Império Serrano, Aquarela brasileira, de Silas de Oliveira (1964) e Os cinco bailes da história do Rio, D. Ivone Lara e Silas de Oliveira (1965), também foram apontados por Wilson Moreira como algumas das melhores composições feitas para escolas de samba. "Os sambas-enredo atuais mudaram um pouco o ritmo, em comparação com os que eram compostos no passado. Em um determinado momento, começou-se a achar que um samba mais dolente atrasava os desfiles. As apresentações dos mestres-salas e das porta-bandeiras também foram modificadas, antigamente eram verdadeiros balés. Mas foi nesse período em que alguns dos sambas mais belos foram escritos", recorda.

Agoniza, mas não morre
Dono de uma das vozes mais poderosas do samba, Neguinho da Beija-Flor, que há 40 anos é intérprete oficial da escola Beija-Flor de Nilópolis, foi categórico ao selecionar as canções que, em sua visão, modificaram a história do samba. "Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, Aquarela brasileira, de Silas de Oliveira e a A voz do morro, de Zé Ketti. Qualquer uma dessas três músicas marcou, em momentos diferentes, a entrada do samba na Música Popular Brasileira (MPB), fazendo com a sociedade olhasse para esse gênero de música de um modo completamente diferente".
O samba, de acordo, com Neguinho, é o ritmo que representa a música brasileira perante o mundo. "Atualmente, o samba, gostem ou não, é o símbolo maior da nossa identidade. Nelson Sargento afirma na música Agoniza, mas não morre que: ‘o samba agoniza, mas não morre, algo sempre lhe socorre antes do suspiro derradeiro'. Não há nada mais verdadeiro. Sempre haverá espaço para o samba e ele é parte da MPB", ponderou.
nero, sobretudo, a da Música Popular Brasileira (MPB). Para identificar algumas dessas canções, buscamos a opinião de especialistas, artistas, compositores e cantores ligados à música, em especial ao samba, para saber quais tornaram-se símbolos deste ritmo e deixaram sua marca na história cultural do Brasil.

Múltiplas vertentes
Pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro De amor, cotidiano e outras falas na música brasileira popular (2005), Neusa Meirelles Costa declarou que o samba veio se modificando, mudando sua batida e criando múltiplas vertentes, entre as quais estão o samba de breque, samba-canção etc. "O universo do samba é muito diversificado, porém algumas canções foram emblemáticas. Entre estas músicas cito Aquarela do Brasil, de Ary Barroso e Conceição, de Jair Amorim. Além dessas, é importante incluir toda a obra de Dona Ivone Lara, por sua importância para a história do samba".
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Ana Moura - Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura
Fonte: Ministério da Cultura

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Unesco lança nova publicação - De ideias a ações: 70 anos da unesco 
Esta publicação de aniversário mostra como a UNESCO levou adiante essa grande missão, ao longo dos últimos 70 anos. Ela destaca, por meio de histórias e imagens, década após década, as ideias e ações desenvolvidas e apresentadas para colocar em prática as nobres palavras da Constituição da Organização. O livro é dedicado aos inúmeros homens e mulheres que fizeram isso acontecer, em todo o mundo, associados ou de forma individual, nas Comissões Nacionais ou Clubes da UNESCO, na Sede ou nos Escritórios. [...] Ele mostra histórias de como a UNESCO tem realizado essa missão, de forma a refletir a profundidade, a abrangência e o impacto da ação da UNESCO – para garantir educação para todos, preservar e aumentar a conscientização do patrimônio cultural e natural universal, proteger a liberdade de expressão, aprimorar todas as ciências para o benefício de todos, lutar contra o racismo e a favor do diálogo, da tolerância e da inclusão social, e empoderar meninas e mulheres em todas as sociedades”. (Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova)
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Cópias impressas em capa dura: preço: em promoção de R$ 80,00 por R$ 60,00 - Como comprar - contato: grupoeditorial@unesco.org.br.
A UNESCO proporciona descontos de:25% para professores  e estudantes de pós-graduação (incluir esta informação no pedido); 35% para livrarias; 35% para bibliotecas (incluir esta informação no pedido) e 50% para funcionários das Nações Unidas no Brasil (incluir esta informação no pedido).

segunda-feira, 21 de novembro de 2016


Funarte realiza palestras sobre conservação de fotografia no Museu Histórico Nacional
A Fundação Nacional de Artes – Funarte promove, nos dias 21 e 22 de novembro, o primeiro ciclo de palestras em comemoração aos 30 anos do seu Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF). O seminário é aberto ao público e gratuito e será realizado das 9h às 18h, no auditório do Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). O evento terá como temas: Fotografia DigitalPreservação e Fotografia, Periferia e Memória.
1º Ciclo de Palestras CCPF Funarte – 30 anos abordará temas que foram matérias de oficinas, promovidas com muito sucesso pelo Centro no país, nos últimos anos, ministradas por oito dos palestrantes que integram o novo seminário. Seu objetivo principal é renovar o público para o tema da preservação, aproximando especialistas em preservação e fotógrafos, além de entender o novo papel que o Centro de Conservação e Preservação Fotográfica tem desempenhado; e de provocar a reflexão sobre as atividades futuras do CCPF.
Direcionado à capacitação técnica e à disseminação de conhecimento, o Centro de Preservação e Conservação Fotográfica da Funarte é um núcleo de referência nacional em sua atividade. Hoje unidade do Centro de Programas Integrados da Funarte, o CCPF teve origem no Instituto Nacional da Fotografia (INFoto), criado a partir do Programa Nacional de Preservação e Pesquisa da Fotografia da Fundação.
Matéria completa
Ibram divulga resultados da pesquisa sobre a Semana de Museus 2016
As instituições que participaram da 14ª Semana de Museus tiveram um aumento de 79% no número de visitantes entre os dias 16 e 22 de maio.
Este é um dos resultados apresentados na pesquisa sobre a Semana de Museus 2016, a partir da resposta de 482 museus de todo o país, lançada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
O objetivo é avaliar o impacto da temporada nacional de eventos, que acontece no primeiro semestre de cada ano para celebrar o Dia Internacional de Museus (18 de maio).
34% dos museus brasileiros cadastrados juntos ao Ibram (3.646 até julho) desenvolveram no período da Semana de Museus deste ano atividades sob o tema Museus e Paisagens Culturais. A maior participação foi de museus municipais (39%), seguida por museus privados (26%).
Em relação ao impacto econômico, houve um crescimento de 21% na geração de emprego e renda no campo museal, especialmente no quesito contratação de recursos humanos. Confira a pesquisa na íntegra.
Além dos números, os resultados da pesquisa, realizada desde 2011, também permitem avaliar o direcionamento dado pelo Ibram para a atividade anual, assim como permitem a gestores municipais, estaduais e federais ajustarem suas ações em prol do desenvolvimento e consolidação do setor de museus no país. Conheça as pesquisas anteriores da Semana de Museus realizadas pelo Ibram.

15ª Semana de Museus
“Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus” (Museums and contested histories: saying the unspeakable in museums, em inglês) é o tema definido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom) para o Dia Internacional de Museus 2017 – celebrado em 18 de maio.
Nas próximas semanas, o Ibram definirá o período de realização da Semana de Museus 2017, assim como dará início ao processo de inscrições de atividades por parte das instituições interessadas em participar.

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Fonte: http://www.museus.gov.br/ibram-divulga-resultados-da-pesquisa-sobre-a-semana-de-museus-2016/