Quem sou eu

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Este é um espaço de troca de informações sobre Educação Patrimonial. Aqui você poderá, entre outras coisas, se informar sobre as ações educativas, cursos, oficinas e eventos que estão acontecendo nas Casas do Patrimônio do Rio de Janeiro. Seja bem-vindo!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A UNESCO, junto com o UNICEF, o Banco Mundial, o UNFPA, o PNUD, a ONU Mulheres e o ACNUR, organizou o Fórum Mundial de Educação 2015, em Incheon, na Coreia do Sul, entre 19 e 22 de maio de 2015. Mais de 1.600 participantes de 160 países, incluindo mais de 120 ministros, chefes e membros de delegações, líderes de agências e funcionários de organizações multilaterais e bilaterais, além de representantes da sociedade civil, da profissão docente, do movimento jovem e do setor privado adotaram a Declaração de Incheon para a Educação 2030, que estabelece uma nova visão para a educação para os próximos 15 anos.
O Marco de Ação da Educação 2030 foi adotado por 184 Estados-membros da UNESCO, em 4 de novembro de 2015, em Paris. Esse documento é resultado de um esforço coletivo que envolveu consultas profundas e abrangentes, que foram conduzidas e assumidas pelos países e facilitadas pela UNESCO, bem como por outros parceiros. O desenvolvimento do Marco de Ação foi guiado pelo Comitê Diretivo da Educação para Todos (EPT), convocado pela UNESCO, e finalizado por meio do Grupo Redator para o Marco de Ação da Educação 2030.
Download gratuito: Português
contato: grupoeditorial@unesco.org.br
Celebrações do Patrimônio Cultural Brasileiro acontecem no Paço Imperial
A exposição #bastidoresdacriação – Arte Aplicada ao Carnaval receberá dia 19 de agosto a mesa redonda Escolas de Samba – Arte, Cultura, Economia e Patrimônio e lançamento da publicação Arte e Patrimônio no Carnaval da Mangueira. Participam da mesa o artista e carnavalesco da Mangueira Leandro Vieira, o professor adjunto do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista nas artes do Carnaval e em cultura popular, Felipe Ferreira, a jornalista, comentarista de economia Flávia Oliveira e o Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz. A mesa redonda será mediada pelo jornalista e roteirista Leonardo Bruno. O evento será na Sala dos Archeiros do Centro Cultural Paço Imperial, no Rio de Janeiro (RJ) às 16h.
A entrada será gratuita. Haverá distribuição de senhas meia hora antes do evento, já que o espaço comporta apenas 100 pessoas. A conversa será transmitida simultaneamente no hall da Sala dos Archeiros. Durante a mesa redonda haverá o lançamento da publicação Arte e Patrimônio no Carnaval da Mangueiraque retrata os bastidores do processo de criação do desfile da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. “Espera-se que a publicação, no ano em que o Iphan completa 80 anos, seja também uma multiplicadora de ações de salvaguarda. Que se faça perceber a importância de iniciativas que prezem pela valorização da cultura brasileira e dos pilares de sua formação, como é o samba”, conta Maria Rosa Correia, responsável pelo setor de Educação Patrimonial da Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro e organizadora da publicação. O texto é da jornalista Denise Barreto e a fotografia de Oscar Liberal.
Idealizada pelo Iphan, a exposição #bastidoresdacriação – Arte Aplicada ao Carnaval é resultado de uma parceria com a Estação Primeira de Mangueira, que abordou este ano na Sapucaí o sincretismo da fé no Brasil, um dos elementos marcantes de uma nação construída a partir de sua miscigenação cultural. A ideia de abordar essa herança nacional representada na crença popular partiu do carnavalesco Leandro Vieira, com o enredo Só com a Ajuda do Santo, e contou com o apoio do Iphan na pesquisa histórica, social, fotográfica e antropológica sobre o assunto. O objetivo do projeto, uma das atividades em celebração aos 80 anos do Instituto, é apresentar o processo ancorado em uma das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro – o samba enredo – registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2007.
Em 2017, as Matrizes do Samba completam 10 anos como Patrimônio Cultural do Brasil e a data é uma oportunidade para dar visibilidade e promover esta forma de expressão da cultura nacional. O Centro Cultural Paço Imperial está com quatro exposições em cartaz que celebram os 80 anos do Iphan e no dia 19 todas elas terão visita guiada (convite anexo) às 14h. São elas: Marcel Gautherot - Brasil: tradição, invenção; #bastidoresdacriação - arte aplicada ao Carnaval; Thomas Jeferson: Constelação Mídia; e, Monica Barki: Eu me Declaro. As exposições ficam abertas ao público até 20 de agosto, com entrada franca.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan - 
comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br
Yara Diniz – yara.diniz@iphan.gov.br
(61) 2024-5513 - 2024-5531  /  (61) 99381-7543
www.iphan.gov.br

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) convida a todos a participar da ação cultural #EueoPatrimônioCultural. A ação, criada especialmente para o perfil do Iphan no Facebook, o projeto pretende estimular, por meio da fotografia, a relação entre a sociedade civil e suas manifestações, expressões e lugares, além de trazer à tona as mais diversas interpretações que essa conceituação suscita.
Para participar é fácil: 
- Envie até duas fotografias que registrem sua relação com a cultura brasileira, como monumentos, edificações, conjuntos urbanos ou históricos, localidades rurais, indígenas ou quilombolas, igrejas, museus, prédios, paisagens culturais, manifestações artísticas e culturais, celebrações, enfim, toda a riqueza da diversidade cultural do país para o e-mail comunicacao.iphan@gmail.com
- No corpo da mensagem, envie seus dados pessoais, descrição da foto e termo de autorização das imagens.
- As fotos selecionadas serão exibidas no perfil do @iphangovBr no Facebook de 22 a 27 de agosto para votação.
- As 3 fotografias com maior número de curtida serão vencedoras.
Saiba quais são os prêmios e Confira o regulamento: https://goo.gl/dWtECN

segunda-feira, 7 de agosto de 2017



Livro gratuito do Ibram: elaboração de planos
museológicos

0001Considerado o principal instrumento para a gestão de museus, o plano museológico tornou-se obrigatório pela Lei 11.904/2009, que estabelece como dever de todos os museus brasileiros sua elaboração e atualização.
Com o objetivo de orientar os museus brasileiros na elaboração deste instrumento, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou em 2016 a publicação “Subsídios para a elaboração de planos museológicos” – que agora pode ser encontrada também em versão online, para download gratuito.
O livro explica em detalhes as etapas necessárias à elaboração de um plano museológico, que deve trazer diagnóstico do museu e definição de seus objetivos estratégicos, expressos nos diversos programas que abarcam as funções de uma instituição museológica, assim como em seus projetos.
Resultado de um trabalho multidisciplinar que envolveu todos os departamentos do Ibram e também profissionais atuantes em museus vinculados à rede, a publicação traz ainda histórico dos museus no Brasil e reúne a legislação brasileira para o setor. Baixe aqui.
Secretaria de Estado de Cultura do RJ abre inscrições para o 1º Fórum dos Segmentos Artísticos do RJ
Inscrições abertas até o dia 15 de Agosto
Inscrições abertas até o dia 15 de Agosto  (Foto: Ascom)
As pré-inscrições do 1º I Fórum Estadual dos Segmentos Artísticos Culturais RJ estão abertas até 15 de Agosto. Estão previstas cerca de mil  inscrições de todo estado para o evento que acontece nos dias 23 e 24 de agosto no Teatro João Caetano (23 e 24 de agosto). Durante os dois dias, estarão em debate os Planos Setoriais Segmento Artístico - Artes Cênicas (Teatro/Dança/Circo), Música, Audiovisual, Literatura, Cultura Popular, Artes Visuais (extra - Economia Criativa, Museus  e Patrimônio), como estabelecido na Lei 7035/2015 - Sistema Estadual de Cultura do RJ, em parceria com o Conselho Estadual de Política Cultural do RJ (CEPC RJ).
 As pré-inscrições atendem em especial artistas, agentes, animadores, produtores, e pesquisadores  culturais,  gestores municipais de cultura, conselheiros municipais de cultura e estaduais de cultura.O Secretário de Estado de Cultura do RJ - André Lazaroni, vem acompanhando todas as reuniões prévias do I Fórum nas dez regionais, e enfatiza a importância do evento em agosto: Minha marca é o diálogo. Queremos maior integração entre as cidades e os fazedores de cultura, ampliando as trocas com gestores públicos e sociedade civil, onde estamos trabalhando para elaborar os Planos Setoriais de Cultura - destaca o secretário Lazaroni.
As reuniões prévias iniciadas em maio percorrem  as regiões fluminenses contando com a presença de Gestores da Secretaria de Estado de Cultura das diferentes áreas técnicas, e de representantes do Conselho Estadual de Política Cultural de RJ.
Acesse link de Pré-Inscrição:
http://www.cultura.rj.gov.br/forms/forum-estadual-segmentos-artisticos-pre-inscricao

Museu do Cais do Valongo é prioridade do Ministério 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse, nesta quarta-feira (2), que é prioridade do Ministério da Cultura (MinC) a criação do Museu Nacional do Valongo, para resgatar a história da escravidão no Brasil e a herança africana no país. Sá Leitão pretende reunir representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro e de instituições do MinC para encaminhar uma solução para a instalação do museu.
Na manhã desta quarta-feira (2), Sá Leitão participou de duas audiências relacionadas ao tema em seu gabinete. Na reunião com o antropólogo Milton Guran, que coordenou a candidatura do Cais do Valongo a patrimônio da humanidade, foi entregue ao ministro um abaixo-assinado de intelectuais brasileiros defendendo a criação do Museu Nacional do Valongo – Memorial da Diáspora Africana. Na audiência com a deputada federal Laura Carneiro (PMDB-RJ), o diretor-executivo da ONG Ação Cidadania, Rodrigo Afonso, e representantes da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Anna Cristina de Moura Cruz e Valéria Veloso Soares, o ministro buscou mediar soluções para estabelecer um espaço para a construção do Memorial.
No mês passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o Cais do Valongo, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, como patrimônio da humanidade. Entre os compromissos assumidos pelo poder público brasileiro na candidatura está a criação do memorial da história africana no país, condição obrigatória para a manutenção do título da Unesco.
"Nós faremos em breve uma reunião no Rio envolvendo a prefeitura e as instituições do Ministério da Cultura para construirmos uma solução para essa questão, que é prioritária", afirmou o ministro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Fundação Cultural Palmares (FCP) já estão envolvidos nesse processo.
Abaixo-assinado
"Fiquei muito feliz de ver o interesse da academia, em uma manifestação tão enfática, relacionada a um assunto tão importante. O Ministério da Cultura vai assumir o seu papel nesse processo, buscando reunir todos os interessados, todas as visões, para que a gente possa construir de comum acordo uma solução para essa questão, no curto prazo. Então, é um compromisso com o resultado, com a realização desse empreendimento", disse o ministro na audiência com o antropólogo.
O documento entregue por Guran tem a assinatura de 57 intelectuais, entre eles o historiador Alberto da Costa e Silva (membro da Academia Brasileira de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro), a professora Ana Lucia Araújo (Howard University), a pesquisadora Elisa Larkin Nascimento (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros), o professor João José Reis (Universidade Federal da Bahia), o cientista político e historiador José Murilo de Carvalho (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o professor congolês Kabengele Munanga (Universidade de São Paulo), a professora Lilia Moritz Schwarcz (Universidade de São Paulo), o professor Paulo Knauss de Mendonça (Universidade Federal Fluminense) e o professor Rafael Sanzio Araújo dos Anjos (Universidade de Brasília). As assinaturas foram colhidas entre 19 e 31 de julho. 
No mês passado, a Unesco reconheceu o Cais do Valongo, localizado na zona portuária
do Rio de Janeiro, como patrimônio da humanidade (Foto: Oscar Liberal/Iphan)
A criação do Museu Nacional do Valongo tem o apoio da Assembleia Nacional de História (ANPUH). "O Estado Brasileiro deve à matriz africana um museu nacional que reconte a história do tráfico de escravos e dos africanos escravizados no Brasil e nas Américas, para dar visibilidade às suas realizações e estabelecer um diálogo efetivo com os demais países envolvidos na Diáspora Africana nas Américas e na África", disse Guran.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

 

Vídeo da Funarte comemora 90 anos de Ariano Suassuna
O dramaturgo Ariano Suassuna, grande intérprete da cultura popular nordestina, completaria 90 anos se estivesse vivo em 2017. Para comemorar a data, a Fundação Nacional de Artes – Funarte publica um videodocumento especial sobre o autor, com depoimentos de seu filho, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna, e do professor e ensaísta Carlos Newton Júnior, ex-aluno e amigo de Ariano, autor de livros e ensaios sobre o escritor.
O videodocumento, filmado na casa onde Ariano viveu no bairro de Casa Forte, no Recife, foi realizado pela Coordenação de Difusão e Pesquisa (Codip) do Centro de Programas Integrados (Cepin) da Funarte.
Carlos Newton Júnior explica, em seu depoimento, que Ariano acreditava que havia um fosso entre a cultura erudita e a popular no Brasil: “Em 1970, Suassuna criou o Movimento Armorial, que preconizava a criação de uma arte erudita brasileira a partir da cultura popular do país. Cada ato do ‘Auto da Compadecida’, escrita ainda em 1955, é baseado numa história que Ariano encontrou num folheto de cordel. Ele partia do cordel e recriava, acrescentava personagens. Na obra de Ariano, existe a construção de um erudito, no sentido da carpintaria teatral, a partir de histórias que ele encontrou no romanceiro popular do Nordeste”.
Manuel Dantas Suassuna, que desenvolve sua carreira nas artes plásticas seguindo as ideias estéticas do pai, revela detalhes da vida em família. Ele conta que a sala onde a entrevista foi filmada era usada para os ensaios do Quinteto Armorial, conjunto musical formado por Ariano para resgatar as tradições da música popular nordestina. “Durante os ensaios, eu convivi com os artistas plásticos que frequentavam a casa, como Aloísio Magalhães e Francisco Brennand”, narra Dantas, explicando o seu interesse pelas artes visuais. Já durante os encontros da família, prevalecia a arte de contar histórias. Dantas recorda que Ariano e seus tios formavam uma roda e todos tinham que contar casos sobre um mesmo tema, sem interrupções.
Carlos Newton Júnior conta ainda que Rita de Cássia Suassuna, mãe de Ariano, foi responsável por interromper a sequência de mortes por vingança após o assassinato do pai do escritor, João Suassuna, durante a Revolução de 1930, no Rio de Janeiro. “Quando ela vendeu a propriedade da família e colocou os meninos para estudar no Recife, muito sabiamente ela começou a tirar os filhos daquele ambiente de vingança”, explicou Carlos. Dona Ritinha criou sozinha Ariano e seus oito irmãos, e passou a vida de luto, em protesto pela morte do marido.
A entrevista com Dantas e Carlos é intercalada por trechos de depoimentos do próprio Ariano, do artista plástico Francisco Brennand, amigo de Suassuna desde a adolescência, e por uma rara aparição em vídeo da viúva do escritor, Zélia Suassuna. A realização do video-documento contou com o apoio da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, ligada à Prefeitura do Recife; e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), ligada ao Governo do Estado de Pernambuco.
Assista aqui o vídeo
-----------
Fonte: http://www.funarte.gov.br/funarte/video-da-funarte-comemora-90-anos-de-ariano-suassuna/#ixzz4lOtygam3
Nesta sexta-feira, dia 30 de junho, a Secretaria Municipal de Cultura/Fundação de Arte de Niterói lança o edital para seleção de cinco Pontos de Cultura e um Pontão de Cultura. Fruto de um convênio entre a Prefeitura de Niterói e o Ministério da Cultura, o edital faz parte do Programa Cultura Viva - Cultura, Educação e Cidadania, criado pelo Governo Federal para reconhecer iniciativas já desenvolvidas pela sociedade civil e fomentar a diversidade cultural brasileira a partir dos princípios do protagonismo social, da autonomia e do empoderamento.
Arquivos para Download:

Edital
Anexos
Os Pontos de Cultura são entidades culturais que promovem, impulsionam e dinamizam um conjunto de ações de cidadania cultural em seus territórios. Já o Pontão de Cultura é responsável por desenvolver ações de articulação e formação para os Pontos e demais agentes culturais.
"Vamos promover ações para explicar às pessoas o que é preciso fazer para participar, já que é uma iniciativa que também tem um caráter educativo. Não é só uma verba para a sociedade civil promover ações de cultura. É fundamental divulgar e explicar como funciona, para contribuir com a formação de produtores locais, valorizar a cultura de cada comunidade e potencializar esses pontos como referência para a cultura da cidade. Para isso vamos marcar duas audiências abertas ao público, uma na zona Norte e outra na zona Sul", explica o presidente da FAN, André Diniz.
As cinco entidades reconhecidas como Pontos de Cultura receberão o apoio de R$60 mil cada e a entidade reconhecida como Pontão de Cultura receberá o aporte de R$ 150 mil, para realizarem atividades ao longo de um ano. A utilização dos recursos potencializará as ações dos projetos selecionados, contribuindo para sua sustentabilidade. O investimento total do edital é de R$ 450 mil.
Podem se inscrever pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos sediadas no município Niterói. Todos os proponentes devem comprovar existência e atuação na área cultural há no mínimo três anos.
O edital ficará disponível até o dia 14 de agosto.
Para os fins deste edital, os Pontos de Cultura e o Pontão de Cultura deverão ter atividades relacionadas com as ações estruturantes da Política Nacional de Cultura Viva, conforme estabelecido na Lei nº 13.018/2014:
I - cultura, comunicação e mídia livre;
II - intercâmbio e residências artístico-culturais;
III - cultura e educação;
IV - cultura e saúde;
V - conhecimentos tradicionais;
VI - cultura digital;
VII - cultura e direitos humanos;
VIII - economia criativa e solidária;
IX - livro, leitura e literatura;
X - memória e patrimônio cultural;
XI - cultura e meio ambiente;
XII - cultura e juventude;
XIII - cultura, infância e adolescência;
XIV - cultura LGBT;
XV - agente cultura viva;
XVI - cultura circense;
XVII - outras ações que vierem a ser definidas em regulamentação pelo órgão gestor da Política Nacional de Cultura Viva. 

------------
Fonte: http://culturaniteroi.com.br/blog/?id=2971&equ=culturaviva 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Fundação Casa de Rui Barbosa promove Mesa Redonda: História e Culturas Urbanas, dia 29/06


A mesa tratará da história da coleção “História de bairros”, desde seus antecedentes, com a formação de uma equipe interdisciplinar (o Grupo de Estudos em Habitação e Uso do solo do PUR, hoje IPPUR/UFRJ), passando pelo encontro de um mecenas (a João Fortes Engenharia), necessário pelo fim das verbas oficiais para pesquisa, até a realização em si do projeto, além de uma leitura da coleção nos dias atuais. Examinará a razão de ser da pesquisa, a escolha dos bairros, o que houve de original em cada livro e os três aspectos básicos considerados nas publicações: a) a preocupação com a escala do bairro; b) a prioridade para o espaço construído; c) o interesse pela preservação da memória. Por fim, analisará os procedimentos, as fontes de pesquisa, inclusive o uso da iconografia de forma pioneira, e os produtos “além livros”.
Saiba mais: http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?ID_S=164&ID_M=3871
Cais do Valongo é candidato a Patrimônio da Humanidade 
Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ), teve sua candidatura aceita pelo Centro do Patrimônio Mundial, para ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, receberam nesta terça-feira, 1° de março, comunicado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, informando que aceitou o dossiê da candidatura como completo e apto a iniciar os trâmites de análise por suas instâncias técnicas.
Elaborado pelo Iphan e a Prefeitura do Rio de Janeiro, com o aporte de um qualificado corpo de especialistas contratados, o dossiê servirá como base para o trabalho de uma missão de avaliação, formada por representantes dos órgãos consultivos da UNESCO, que visitará a região portuária e o Cais do Valongo nos próximos meses. O trabalho técnico prosseguirá com a participação da comunidade e do Comitê Consultivo da Candidatura, composto por várias instituições governamentais e da sociedade civil, especialmente as representativas da preservação e valorização da herança africana.
O Iphan e a Prefeitura do Rio veem com muito otimismo a possibilidade de inscrição do Cais do Valongo na lista do Patrimônio Mundial que, uma vez concretizada, representará o reconhecimento do seu valor universal excepcional, como memória da violência contra a humanidade representada pela escravidão, e de resistência, liberdade e herança, fortalecendo as responsabilidades históricas, não só do Estado brasileiro, como de todos os países membros da UNESCO. É, ainda, o reconhecimento da inestimável contribuição dos africanos e seus descendentes à formação e desenvolvimento cultural, econômico e social do Brasil e do continente americano.

A grande porta de entrada de africanos escravizados no Brasil
O Brasil recebeu cerca de quatro milhões de escravos nos mais de três séculos de duração do regime escravagista, 40% de todos os africanos que chegaram vivos nas Américas, entre os séculos XVI e XIX. Destes, aproximadamente 60% entraram pelo Rio de Janeiro, sendo que aproximadamente hum milhão pelo Cais do Valongo. A partir de 1774, por determinação do Marquês do Lavradio, Vice-Rei do Brasil, o desembarque de escravos no Rio foi integralmente concentrado na região da Praia do Valongo, onde se instalou o mercado de escravos que, além das casas de comércio, incluía um cemitério e um lazareto.
O objetivo era retirar da Rua Direita, atual Primeiro de Março, o desembarque e comércio de africanos escravizados. Após a chegada eles eram destinados as plantações de café, fumo e açúcar do interior e de outras regiões do Brasil. Os que ficavam no Rio de Janeiro, geralmente eram os utilizados em trabalhos domésticos, ou nas obras públicas. A vinda da família real portuguesa para o Brasil e a intensificação da cafeicultura ampliaram consideravelmente o tráfico escravagista.
Em 1811, com o incremento do tráfico e o fluxo de outras mercadorias, foram feitas obras de infraestrutura, incluindo o calçamento de pedra de um trecho da Praia do Valongo, que constitui o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo.
O local foi desativado como porto de desembarque de escravos em 1831, quando o tráfico transatlântico foi proibido por pressão da Inglaterra – norma solenemente ignorada, que recebeu a denominação irônica de lei para inglês ver. Doze anos depois, em 1843, o Cais do Valongo foi aterrado para receber a Princesa das Duas Sicílias e Princesa de Bourbon-Anjou, Teresa Cristina, esposa do Imperador Dom Pedro II, recebendo o nome de Cais da Imperatriz.
Com a assinatura da Lei Eusébio de Queirós, em 1850, pôs-se fim verdadeiramente ao tráfico para o Brasil, embora a última remessa conhecida date de 1872 e a escravidão tenha persistido até a Abolição, em 1888.
Em 1911, com as reformas urbanísticas da cidade, o Cais da Imperatriz foi aterrado. No entanto, durante as obras do Porto Maravilha, com as escavações realizadas no local em 2011, foram encontrados milhares de objetos como parte de calçados, botões feitos com ossos, colares, amuletos, anéis e pulseiras em piaçava de extrema delicadeza, jogos de búzios e outras peças usadas em rituais religiosos. Entre os achados raros, há uma caixinha de joias, esculpida em antimônio, com desenhos de uma caravela e de figuras geométricas na tampa.
Em 2012, a prefeitura do Rio de janeiro acatou a sugestão das Organizações dos Movimentos Negros e, em julho do mesmo ano, transformou o espaço em monumento preservado e aberto à visitação pública. O Cais do Valongo passou a integrar o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, que estabelece marcos da cultura afro-brasileira na Região Portuária, ao lado do Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Depósito, Pedra do Sal, Centro Cultural José Bonifácio e Cemitério dos Pretos Novos.
Em 20 de novembro de 2013, Dia da Consciência Negra, o Cais do Valongo foi alçado a patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro, por meio do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). Representantes da UNESCO também consideraram o sítio arqueológico como parte da Rota dos Escravos, sendo o primeiro lugar no mundo reconhecido pela UNESCO. O evento reforçou ainda mais a intenção da cidade de lançar a candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade.
O dossiê elaborado ao longo de um ano de trabalho, coordenado pelo antropólogo Milton Guran, resgata a história trágica e cruel do tráfico negreiro e analisa com detalhes a importância histórica e o simbolismo do sítio arqueológico para todos os brasileiros, em especial os afrodescendentes.
O Sítio Arqueológico do Cais do Valongo não só representa o principal cais de desembarque de africanos escravizados em todas as Américas, como é o único que se preservou materialmente. Pela magnitude do que reprsenta, coloca-se como o mais destacadi vstígio do tráfico negreiro no continente americano.
Dossiê da candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio Mundial (Inglês)

Mais informações para a imprensa: 

Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Ananda Figueiredo – ananda.figueiredo@iphan.gov.br
(61) 2024-5461 / 2024-5479/ 2024-5459 / 9381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr
Programa Diálogos recebe autores, pesquisadores e outros profissionais para bate papos todas as quintas-feiras, na Biblioteca Nacional
A Biblioteca Nacional iniciou no último dia 22 de junho o “Programa Diálogos” de entrevistas e bate papos com autores, pesquisadores e profissionais sobre temas como sociologia, literatura, cinema, música, artes de maneira geral e outros.
A apresentação e mediação fica a cargo da jornalista Helena Celestino. Os programas ocorrem todas as quintas-feiras até 27 de julho. Cada encontro será exibido ao vivo pelas redes sociais: Facebook e Twitter.
 

Agenda
Junho
22 de junho - Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas
A alma secreta do Rio
29 de junho - Eucanaã Ferraz e Mariana de Moraes
O amor segundo Vinicius de Moraes
Julho
6 de julho - Eliana Silva, Daniel Lozoya Constant Lopes e Raull Santiago
Ser jovem na periferia
13 de julho - Marielle Franco, Manoela Miklos
Feministas querem o poder
20 de julho - Lazaro Ramos (a confirmar) e Ana Maria Gonçalves
Vozes da literatura negra
27 de julho - Daniel Galera
Literatura Contemporânea

--------------
Fonte: https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2017/06/programa-dialogos-recebe-autores-pesquisadores-outros