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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Este é um espaço de troca de informações sobre Educação Patrimonial. Aqui você poderá, entre outras coisas, se informar sobre as ações educativas, cursos, oficinas e eventos que estão acontecendo nas Casas do Patrimônio do Rio de Janeiro. Seja bem-vindo!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro selecionada projetos no Edital Memória e Cidadania
A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC) lançou no sábado - dia 10 de setembro, um conjunto de dez editais, distribuídos em 16 linhas de ação, dentre os quais destacamos o Edital n° 07/2016 – “Memória e Cidadania”, elaborado em parceria com Superintendência de Museus.
No referido Edital serão selecionados, no mínimo, 10 (dez) projetos que receberão individualmente o valor de até R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) a título de patrocínio, para o desenvolvimento das ações neles propostas na aérea de Fomento/Memória e Cidadania, que contribuam para o desenvolvimento das atividades culturais e artísticas na área de Museus.
Na forma regulamentada por este instrumento, só poderão inscrever-se por este Edital, projetos que tenham por objetivo mapear práticas de memória e museologia social, que possuam caráter social e comunitário, na área de Museus, Centros de Memória, Pontos de Cultura, e afins (e suas categorias: pesquisa, educação, documentação e difusão/comunicação).
As inscrições deverão ser efetivadas através do preenchimento dos formulários de Cadastro do Proponente e Cadastro do Projeto, disponíveis no portal da SEC (www.cultura.rj.gov.br/tcfc2016), no período de 12h do dia 12/09/2016 a 24/10/2016 até às 18h, horário de Brasília.

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Duvidas e esclarecimentos: 2216-8500 ramal 263 - Gerencia de Editais e Convênios
Superintendência de Museus/SEC - Rua da Quitanda, 86 - 8° andar - CEP 20.091-902 - Centro - Rio de Janeiro/RJ - smu.edital@gmail.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Tombamento da Casa da Flor, em São Pedro da Aldeia (RJ), é aprovado por unanimidade

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou por unanimidade a inscrição da Casa da Flor no Livro do Tombo de Belas Artes, durante sua reunião na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília (DF), nesta quinta-feira, 15 de setembro. Novo Patrimônio Cultural Material Brasileiro, a construção fica em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), e foi criada por Gabriel Joaquim dos Santos, filho de uma índia e de um ex-escravo, com paredes em taipa e utilizando esteios em madeira roliça, decorada com mosaicos, esculturas e enfeites criados a partir do lixo e objetos quebrados.
Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, "tombamento deste bem é mais um marco na evolução do conceito de Patrimônio Cultural. Até então, nada parecido com a Casa da Flor foi tombado no país". Um outro exemplo da diversidade e deste processo de ampliação do que é Patrimônio Cultural no Brasil foi o tombamento da Casa de Chico Mendes, em Xapuri (AC), no ano de 2011. Ambas foram reconhecidas por sua singularidade, por sua unicidade. No entanto, a Casa de Chico Mendes foi inscrita no Livro do Tombo Histórico e a Casa da Flor, no Livro do Tombo de Belas Artes.
Em seu parecer, o relator e conselheiro Leonardo Castriota, comparou a Casa da Flor a outras obras internacionais também reconhecidas como patrimônio cultural em seus países, como a Watts Towers, em Los Angeles (Estados Unidos) – criadas por Sabato Rodia (1879-1965), um imigrante italiano trabalhador da construção civil – e o Palais Idéal du Facteur Cheval, em Hauterives (França) – construído por Ferdinand Cheval (1836-1924), um carteiro francês.

Tudo caquinho transformado em beleza

Em 1912, Gabriel Joaquim dos Santos (1892-1985), um trabalhador nas salinas, em São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), filho de uma índia e de um ex-escravo, abusando de sua criatividade decidiu construir sua própria casa. Singela, com paredes em taipa e utilizando esteios em madeira roliça, o que chama a atenção é aquilo que o próprio Sr. Gabriel diz ser uma “casa feita de caco transformado em flor”.
Quando a construção de sua casa já estava em andamento, Sr. Gabriel conta que, em 1923, inspirado por um sonho, começou a embelezar a casa com mosaicos, esculturas e enfeites diversos coletados no lixo e a partir de objetos quebrados. Segundo ele, eram “coisinhas de nada”; eram búzios, conchas e outros depósitos da lagoa, detritos industriais, pedaços de azulejos e faróis de automóveis que transformaram a construção. Foi assim que nasceu a Casa da Flor.
Quem chega à casa passa, primeiramente, por uma pequena escadaria guarnecida de pedras e ladeada de flores confeccionadas por cacos de louças e telhas. Nenhum arranjo é igual ao outro. Um corredor externo delimitado por um muro igualmente feito de coisas quebradas determina um primeiro espaço de convivência, ao ar livre, onde há um banco com motivos abstratos e figurativos, como flores, folhas, cachos de uva, carrancas. Internamente, a casa em formato de T, guarda outras surpresas, já que até mesmo o observador mais atento não consegue perceber todos os elementos que compõe os seus três ambientes.
Após a morte do seu proprietário, a casa foi recuperada com recursos públicos e hoje é mantida por meio de projetos culturais. A casa possui um tutor, o sobrinho do Sr. Gabriel, que cuida da conservação da propriedade e da recepção aos visitantes.
De acordo com o parecer do Iphan, entre as justificativas para o tombamento da Casa da Flor está o ineditismo criativo, que instiga ao debate sobre os processos de produção cultural. O documento destaca que “a Casa da Flor condensa esse esforço de ordenar a desordem, a fragmentação e as oposições, de acordo com um conhecimento do valor das coisas e não da sua utilidade meramente funcional.” 

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Mais informações para a imprensa: Assessoria de Imprensa Iphan-RJ / Chico Cereto - chico.cereto@gmail.com / Telefone: (21) 2233-6334
Iphan fortalece mecanismos de controle sobre mercado de arte
Com o objetivo de garantir maior proteção às atividades de compra e venda de obras de arte e antiguidades, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, assinou nesta quinta-feira, 15 de setembro, a Portaria nº396/2016, que regula os procedimentos a serem observados pelas pessoas físicas ou jurídicas que comercializem esses bens. A norma fortalece os mecanismos de controle sobre essas operações, por parte do Poder Público, e esclarece aos comerciantes e leiloeiros quais as situações são consideradas indícios de envolvimento com atividades ilegais. A portaria foi apresentada durante a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, realizada na sede do Iphan, em Brasília. Estiveram presentes o presidente do Conselho de Controle de Atividades, Financeiras (COAF), Antônio Gustavo Rodrigues, e o desembargador do Tribunal Regional Federal da 3º Região, juiz Fausto Martin De Sanctis.
A medida complementa as atribuições previstas no Decreto-Lei nº25 de 1937, principal marco legal relativo à preservação do patrimônio cultural no país, e vem regulamentar a Lei nº 9.613 de 1998, que dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, e cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). A elaboração da portaria contou com a participação da sociedade por meio de consulta pública realizada pelo Iphan entre junho e julho deste ano.

Obrigações dos comerciantes
De acordo com a norma, os comerciantes e leiloeiros de obras de arte e antiguidades, além de se inscreverem no Cadastro Nacional de Negociantes de Obras de Arte e Antiguidades (CNART), do Iphan, devem estabelecer métodos de controle interno voltados à prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Também estão obrigados a manter registro próprio com os dados das operações em valores superiores a R$10 mil e dos respectivos clientes envolvidos. A norma determina, além disso, que comuniquem ao COAF, por meio do Sistema de Controle de Atividades Financeiras (SISCOAF), as operações feitas em dinheiro vivo (em espécie) acima de R$10 mil, bem como as operações que sejam por eles consideradas suspeitas. Uma novidade trazida pela portaria é a necessidade de declaração anual de não-ocorrência ao Iphan, obrigatória para todos os negociantes que não declararem nenhuma ocorrência ao COAF durante o ano.
Os comerciantes e leiloeiros deverão estar atentos às situações descritas na portaria que são sinais de alerta e devem ser analisadas cuidadosamente, como repetidas operações em dinheiro próximas do valor limite para registro; operações em que seja proposto pagamento por meio de transferência de recursos entre contas no exterior; proposta de superfaturamento ou subfaturamento; proposta de não fazer registro das operações ou dos clientes; entre outras.
O prazo de cadastramento para quem ainda não está no CNART é até o dia 31 de dezembro de 2016. Já a primeira comunicação de não-ocorrência será em relação ao ano calendário de 2017 e deverá ocorrer em janeiro de 2018. As sanções para os comerciantes que não fizerem as declarações serão definidas em portaria própria, que também detalhará os procedimentos de fiscalização a serem realizados pelo Iphan.

Público-Alvo
A norma amplia o público-alvo que deve se cadastrar no CNART. A partir de agora, para fins da prevenção à lavagem de dinheiro, devem se cadastrar no CNART todas as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem objetos de antiguidades ou obras de arte de qualquer natureza, de forma direta ou indireta, inclusive mediante recebimento ou cessão em consignação, importação ou exportação, posse em depósito, intermediação de compra ou venda, comércio eletrônico, leilão, feiras ou mercados informais, em caráter permanente ou eventual, de forma principal ou acessória, cumulativamente ou não. Os negociantes de antiguidades, de obras de arte de qualquer natureza, de manuscritos e livros antigos ou raros já eram obrigados a se cadastrar no Iphan, por força do Decreto-Lei nº25 de 1937, artigos 26 e 27. Porém, a Instrução Normativa nº 01/2007 do Iphan delimitava esse grupo a pessoas que lidassem com bens cujo valor cultural estivesse dentro do escopo de proteção do Iphan.

As obrigações previstas na Instrução Normativa nº 01/2007 continuam válidas, ou seja, os comerciantes e leiloeiros de obras de arte e antiguidades que se enquadram nos critérios previstos no artigo 3º da IN continuam obrigados a comunicar semestralmente ao Iphan a relação descritiva dos objetos disponíveis para comercialização, em estoque ou reserva para o período, atendendo ao que determina o Decreto-Lei nº 25/1937.

Contexto Internacional
A medida vem reforçar as ações do governo brasileiro no sentido de combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e o comércio ilegal de obras de arte e antiguidades. A utilização desses bens para dissimular ou esconder a origem ilícita de determinados ativos financeiros é comum, em virtude da dificuldade de mensuração do seu valor econômico. Já o tráfico de bens culturais é apontado como a terceira forma de comércio ilegal mais praticada em todo o mundo, atrás apenas do contrabando de armas e drogas.
No âmbito internacional, a prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo vem ganhando progressivo destaque nas agendas dos governos, tendo como marco a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas, realizada em Viena, em 1988. Como resultado da convenção, pela primeira vez o tráfico de drogas foi caracterizado em sua dimensão transacional e a ocultação de bens e valores a ele relacionados foi singularizada como crime. Em 2015, foram deliberadas duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, de nº 2199/2015 e nº 2253/2015, que cobram dos países-membros da ONU o estabelecimento de medidas para restringir e controlar as fontes de financiamento do terrorismo internacional.
Atuação do Iphan
O Iphan atua na prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo como instituição reguladora e fiscalizadora de maneira acessória, pois define os sinais de alerta, aplica sanções em caso de omissão e fiscaliza a realização do cadastro por parte dos comerciantes e leiloeiros do setor. Porém, isso não faz do Iphan o órgão regulador de todo o mercado de arte. O Instituto tampouco se manifesta quanto ao valor econômico dos bens em comércio - o que é função do mercado - nem investiga atividades consideradas suspeitas, sendo essa uma responsabilidade dos órgãos e entidades de persecução penal.

Saiba mais: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3806/iphan-fortalece-mecanismos-de-controle-sobre-mercado-de-artehttp://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3806/iphan-fortalece-mecanismos-de-controle-sobre-mercado-de-arte
Oficina A Convenção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural UNESCO 1972: conceitos fundamentais 
O Centro do Patrimônio Mundial e o Centro Lucio Costa/Iphan realizarão a oficina A Convenção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural UNESCO 1972: conceitos fundamentais, de 3 a 7 de outubro, no Rio de Janeiro. Os países convidados são: Angola, Argentina, Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Paraguai, Peru, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Uruguai e Venezuela.
O objetivo é esclarecer e difundir os conceitos chaves sobre os quais se fundamenta a atividade de proteção emanados da Convenção de Patrimônio Mundial da Unesco. O enfoque didático e formativo transversal contribuirá para consolidar temáticas de caráter geral, por meio de sessões específicas de acordo com o que prevê o Programa Estratégico de Fortalecimento de Capacidades. A temática dessa primeira edição será desenvolvida a partir de três eixos principais: conceitos de valor universal, autenticidade e integridade; mecanismos de proteção e gestão do Patrimônio Mundial.
A oficina é direcionada aos pontos focais do patrimônio mundial cultural e natural, já selecionados pelo Comitê do Patrimônio Mundial, nos países da Região de Abrangência do CLC. A proposta é tornar esses participantes multiplicadores de informações, funcionários, gestores e pesquisadores críticos com ações diretas na gestão do patrimônio cultural e natural em seus países de origem, ampliando as redes de cooperação e intercâmbio de conhecimentos em torno da Convenção. 

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Centro Lucio Costa | Rio de Janeiro - RJ 
03/10/2016 até 07/10/2016 - 08h00 às 18h00
Rua da Imprensa nº 16 / Palácio Gustavo Capanema, 9º Andar - Castelo
Telefone: (21) 2215-3805  / Email: centro.luciocosta@iphan.gov.br
Site: http://portal.iphan.gov.br/clc
Mostras que revelam a diversidade das artes estarão abertas no Paço Imperial
A Lama: De Mariana ao Mar - Cristiano Mascaro
Cinco exposições que levarão o público a experimentar a diversidade das expressões artísticas e culturais do Brasil estarão abertas para visitação no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, a partir do dia 21 de setembro. As mostras individuais Na sala do trono, o ritual beija-mão, de Viviane Teixeira, Entre o Céu e Água, de Renato Bezerra de Melo, Moderna Para Sempre, do Itaú Cultural, a Mostra de Marcone Moreira e A Lama: De Mariana ao Mar, de Pedro Mascaro, estarão disponíveis para o público até o dia 20 novembro.

As exposições e a diversidade das artes
The queen seated inside her castle – a Sala do Trono destaca o chamado ritual beija-mão que tratava-se de uma cerimônia pública na qual o monarca, na época do Brasil colonial, permitia que seus súditos, fossem nobres ou plebeus, beijassem sua mão como sinal de reverência, mas também de subordinação. Nessa ocasião havia um protocolo específico a ser seguido: a pessoa adentrava no recinto, aproximando-se lentamente, ajoelhava-se diante do rei, para então beijar-lhe a mão direita estendida. Em seguida levantava-se, fazia outra genuflexão e se retirava pelo lado oposto.
As pinturas da artista Viviane Teixeira retratam essa cerimônia que exercia enorme fascínio na população. O beija-mão chegou a ser tão popular no Brasil que se prolongou pelo restante do século, perpetuando-se por todo o Império. Além das referências históricas, fazem parte ainda do universo poético de Viviane Teixeira as fontes literárias, a atmosfera das artes cênicas, as iconografias das cartas de baralho e do jogo de xadrez, assim como da história da arte, tudo isso associado a memórias afetivas e à maneira peculiar como a artista elabora o cruzamento desse reservatório de narrativas e imagens, criando um mundo arquetípico próprio.
Entre o Céu e Água, com curadoria de Marcelo Campos, faz parte de um projeto iniciado em 2014 em Lisboa, no Carpe Diem Arte e Pesquisa, no qual o artista apresentou um grande monumento aquático, flexível, feito com centenas de rolos de papel coloridos empilhados sobre uma longa mesa. A obra que chamou atenção dos portugueses, volta a ser exibida, no Rio de Janeiro, junto com três vídeos marinhos feitos para a ocasião.
No desdobramento de sua pesquisa para a exposição carioca, Renato fez crescer a sensação marítima projetada em Lisboa com a criação de novos trabalhos relacionados ao oceano atlântico. Dentre eles, dois importantes conjuntos de bordados, representando os primeiros mapas do continente sul-americano e os monstros marinhos que povoavam os mares, na infância das cartas náuticas.
Moderna para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira a exposição que tem curadoria do fotógrafo e pesquisador Iatã Cannabrava é itinerante e traz, no total, 135 obras do acervo de fotos modernistas do Itaú Cultural, incluindo três inéditas, recém-adquiridas pelo instituto – Sem Título (1950), de Eduardo Salvatore, Sem Título (s.d.), de Marcel Giró e Elos (1950), de Mario Fiori.
Os trabalhos são assinados por 32 artistas que pertenceram ao movimento fotoclubista brasileiro, lançado no final da década de 1930, na capital de São Paulo. Todas as obras, nesta exposição, remontam aos anos 1940 e 1970, quando na esteira do modernismo europeu e americano, fotógrafos brasileiros entraram na discussão sobre os limites da arte fotográfica.
A Exposição de Marcone Moreira é um trabalho impregnado de histórias e significados que remonta o percurso da mostra do artista, com a ressignificação de objetos do cotidiano. A curadoria é de Moacir dos Anjos e configura um recorte preliminar de cerca de dez anos da carreira do artista, incluindo projetos dos anos 2000 até sua mais recente produção: Território. O trabalho foi desenvolvido especialmente para a mostra. Na obra inédita, Marcone reúne quatro porteiras de fazendas, de quatro diferentes regiões do Brasil, promovendo o encontro delas para que juntas delimitem um novo espaço.
Nessa exposição, o artista reafirma as questões que o inquietam desde o início da carreira: o antagonismo entre o local e o global, o popular e o erudito, o poder econômico e a desigualdade social. De acordo com o curador. Moacir, as obras de Marcone lançam um olhar sobre as tensões do Brasil de hoje, desigual e conflituoso, com marcantes oposições como o direito de propriedade e o direito do trabalho.
A Lama: De Mariana ao Mar traz o registro fotográfico que rememora o desastre ambiental que acometeu a cidade de Mariana (MG) no dia 5 de novembro de 2015, quando uma gigantesca barragem de rejeitos de minério de ferro rompeu inteira sobre o povoado de Bento Rodrigues, em Minas Gerais.
Após a tragédia, a cidade de Bento Rodrigues desapareceu e a lama vinda da barragem destruiu toda a vida existente ao longo de 650 quilômetros de extensão do rio Doce até o mar. O registro fotográfico do percurso da lama feito por Cristiano Mascaro, acompanhado de imagens aéreas produzidas por Pedro Mascaro com um drone, evidencia que o dano ambiental é permanente e que a fotografia documental associada ao compromisso jornalístico de produção de informações são os instrumentos fundamentais para fazer a sociedade refletir sobre sua própria história.
Esse material poderá ser visto em tiragens de grande formato, que revelam em detalhes a extensão e gravidade desta tragédia humana e ambiental, na exposição A Lama: De Mariana ao Mar. A exposição A Lama: De Mariana ao Mar é o resultado de uma parceria entre a Revista Piauí, o Instituto Moreira Salles e o Paço Imperial. A mostra tem curadoria de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS.
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Local: Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48 - Centro, Rio de Janeiro
Contato: (21) 2215.5231 e 2215.2093

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Programações culturais na palma da mão

O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (Lavid), lançou o Culturi, uma grande rede social que busca divulgar a cultura nacional para brasileiros e estrangeiros. O aplicativo é gratuito é já está disponível para plataformas Android e IOS. 
 Além de mapear os principais eventos culturais e turísticos, os internautas também poderão mostrar o seu olhar e colaborar com a cobertura, ao enviar fotos, vídeos, ou registrar a experiência cultural da rua, bairro e cidade. Durante os Jogos Paralímpicos, por exemplo, é a oportunidade para difundir a cultura brasileira e para participar de alguns desses eventos.
O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Alfredo Bertini, elogiou a iniciativa, que aproxima ainda mais a Cultura das pessoas. "É importante o MinC estar atento às demandas da sociedade. Nós disponibilizamos esse aplicativo, que contribui para isso", disse.Thaís Gaudencio do Rêgo, coordenadora de desenvolvimento do Culturi e professora da UFPB, explica que registro e consulta são feitos por qualquer usuário e foi idealizado para acompanhamento de atividades culturais, shows e exposições de arte.
"Com as Paralimpíadas acontecendo, o aplicativo permite conhecer pontos turísticos e eventos culturais que acontecem no Rio de Janeiro e que ainda são possíveis de serem descobertos até por nativos desta cidade. O circuito de audiovisual Brasil 2016, por exemplo, tem toda a sua programação registrada no aplicativo, inclusive sobre sessões com audiodescrição e legenda, apropriadas para pessoas com deficiência visual e auditiva", explicou.
Por meio da ferramenta, o próprio usuário, além de ter informações disponíveis, poderá acrescentar outros dados culturais. O interessado também poderá curtir, avaliar, compartilhar e convidar outros usuários para os eventos cadastrados.
Para motivar e estimular os usuários a colaborarem e avaliarem todo o seu conteúdo, a rede social usa um ranking de pessoas e cidades que mais interagem, divulgam e contribuem com a cultura no Brasil, que estará disponível no aplicativo. 

 Além disso, artistas, produtores, organizadores de eventos culturais e empresas podem divulgar gratuitamente qualquer tipo de atividade e manifestação ligadas à cultura. O Culturi utiliza, ainda, bases de dados do Ministério da Cultura, como o Mapas Culturais, que faz parte do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic).
Mais informações: http://www.culturi.com.br/ 

Assessoria de Comunicação/ Ministério da Cultura
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Fonte: http://www.cultura.gov.br/o-dia-a-dia-da-cultura/-/asset_publisher/waaE236Oves2/content/programacoes-culturais-na-palma-da-mao/10883?



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Casa da Flor poderá ser tombada pelo IPHAN
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural examinará, dia 15 de setembro, o pedido de tombamento da Casa da Flor, em São Pedro da Aldeia - RJ. Conheça mais sobre o assunto no link https://www.youtube.com/watch?v=xReoeHvwLWY  e assista a outros 110 vídeos sobre preservação cultural no canal do Iphan RJ no youtube: https://www.youtube.com/user/iphanrj.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sítio Roberto Burle Marx, candidato a Patrimônio da humanidade, promove agenda especial
Dando continuidade a sua programação de eventos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o SRBM realizará:

Dia 03 de setembro
MÚSICA COM O GRUPO VOCAL ORDINARIUS, às 10:30h. O repertório será de Bossa Nova e Chorinho. Para assistir, é necessário realizar agendamento pelo e-mail srbm@iphan.gov.br.

Dias 10 e 11 de setembro
VISITAS ESPECIAIS: "Dobradinha Cultural SRBM/Museu Casa do Pontal" com translado em micro-ônibus partindo do estacionamento do Recreio Shopping às 9:15h e retornando ao Shopping às 12:30h. O agendamento deve ser feito pelo e-mail visitas@iphan.gov.br ou pelo tel (21) 2410-1412.

Dia 17 de setembro
JORNADA DA PINTURA: a pintura é a estrela da programação a partir das 9:00h. Realizada anualmente em comemoração à chegada da primavera, o Sítio oferece ao público um dia dedicado à arte, atividade central na vida de Roberto Burle Marx. Para se inscrever, basta enviar email para jornadadepinturasrbm@gmail.com.
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Sitio Roberto Burle Marx - Estrada Roberto Burle Marx, nº 2019 - Barra de Guaratiba - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 23020-255 - Brasil - Tel: (21) 2410-3000/1412.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Inscrições para o Prêmio Luiz de Castro Faria foram prorrogadas
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) prorrogou o prazo de inscrições para a 4° edição do Prêmio Luiz de Castro Faria, que vai selecionar pesquisas acadêmicas relativas à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro.
Os interessados podem se inscrever, até o dia 2 de setembro de 2016, nas seguintes categorias: Monografia de Graduação, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado. A premiação vai de 5 a 15 mil reais, respectivamente.
Os trabalhos deverão ser entregues no Centro Nacional de Arqueologia, situado no endereço: SEPS 713/913 Bloco D 3º Andar - Edifício Iphan, Brasília/Distrito Federal – CEP: 70.390-135, impreterivelmente até às 18 horas (dezoito horas) do dia 02 de setembro de 2016, ou enviados por Correio (por correspondência registrada com Aviso de Recebimento - AR), até a data indicada, sendo o carimbo de postagem do Correio considerado como o comprovante de remessa no prazo.
Acesse a ficha de inscrição.
Confira o edital do Concurso.
Outras informações poderão ser obtidas junto ao Centro Nacional de Arqueologia:
Telefone: (61) 2024-6300
E-mail: premio.cna@iphan.gov.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2016


 










Exposição de fotos no Museu do Trem é uma viagem no tempo
Cento e 17 fotografias de locomotivas, vagões, composições, além de estações ferroviárias, integram a exposição O Trem – ontem e hoje, no Museu do Trem, no Rio de Janeiro (RJ). Aberta ao público de 1° de agosto a 30 de setembro de 2016, a mostra reúne o trabalho dos fotógrafos Ângela Roumillac, Cris Dias, Paulinho Muniz, Ronaldo Muylaert, Uilmar Amorin, Antonio Agra, José Guilherme Moreira da Cunha, Pedro Dias, Simone Soares e Walace Veltri, de maneira documental e artística o universo das estradas de ferro de antigamente até os dias atuais.
Localizado bairro carioca Engenho de Dentro, o museu ocupa parte das antigas oficinas da extinta Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA), que chegaram a ser o maior conjunto de instalações desse tipo na América Latina. Reformado e adaptado, o espaço foi inaugurado em 25 de fevereiro de 1984, sendo administrado pela RFFSA. Desde 2007, por ocasião da extinção da Rede, foi transferido para o Iphan.

O Museu
São destaques na sua exposição permanente a Baroneza, construída na Inglaterra em 1852 e a primeira locomotiva a trafegar no Brasil, quando da inauguração da Estrada de Ferro Mauá em 1854. O Carro Imperial, construído na Bélgica em 1886, que serviu ao imperador D. Pedro II e sua família. O Carro do Rei Alberto, construído nas Oficinas do Engenho de Dentro e adaptado exclusivamente para servir ao Rei da Bélgica, em 1922, por ocasião da sua visita ao Brasil. O Carro Presidencial, também construído nas Oficinas do Engenho de Dentro, que serviu ao Presidente Getúlio Dornelles Vargas, na década de 1930, entre outras peças.
De 1º de agosto a 30 de setembro de 2016 - de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h Rua Arquias Cordeiro, 1046 - Engenho de Dentro - Rio de Janeiro (RJ) Contato: (21) 2233-7483 e 2233-7711 / museudotrem.rj@iphan.gov.br - ENTRADA GRÁTIS 

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Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3724/exposicao-no-museu-do-trem-e-uma-viagem-no-tempo
Lançamento de publicações no Rio de Janeiro celebra 80 anos do Iphan
O Rio de Janeiro é roteiro das comemorações de 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No próximo dia 03 de agosto, o Paço Imperial sediará o lançamento de duas publicações que ressaltam a magnitude e complexidade do patrimônio cultural brasileiro.
O evento que ocorrerá às 17h30 apresenta à comunidade carioca a Coleção Lina Bo Bardi, de Marcelo Ferraz, e o livro Preservação do Patrimônio Edificado: A Questão do Uso, do arquiteto Cyro Corrêa Lyra.
Uma conversa com os autores também faz parte da programação e será aberta pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa. O bate papo será mediado pelo Diretor do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, Andrey Schlee, e contará também com outros diretores e técnicos do Instituto.
Coleção Lina Bo Bardi
Responsável por inovações estéticas na arquitetura nacional, a obra intelectual e profissional de Lina Bo Bardi estava em consonância com a herança libertária dos movimentos de vanguarda do início do século XX. Ela participou ativamente da produção cultural do país, ao lado de nomes como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Burle Marx, Portinari, o escultor Landucci e outros.
A coletânea sobre o trabalho da arquiteta ítalo-brasileira aborda seus principais projetos, a exemplo dos paulistanos: Museu de Arte de São Paulo (MASP); Teatro Oficina e Sesc Pompeia, além de própria residência, conhecida como Casa de Vidro, tombada pelo Iphan em 2007. O Museu de Arte Moderna da Bahia e a Casa de Cultura, em Recife são outras obras que revelam os traços de Bo Bardi.
Com seis exemplares, a publicação bilíngue (português e inglês) foi feita em parceria com a Edições Sesc São Paulo e o Instituto Lina Bo P.M Bardi, e traz depoimentos e escritos de Lina a respeito de seus projetos, somados às análises contemporâneas e farta ilustração. O leitor pode conferir textos, croquis, aquarelas, desenhos, fotos, reproduções de maquetes e construções.
 

Preservação do Patrimônio Edificado: A Questão do Uso
A outra publicação lançada faz parte da Coleção Arquitetura do Iphan e chama atenção para um aspecto central da política de preservação do patrimônio cultural nos dias de hoje: a intensificação e atualização do uso e da apropriação de monumentos e sítios urbanos protegidos. Em oito capítulos, o arquiteto Cyro Corrêa Lyra trata desde a reutilização do patrimônio edificado até a revitalização na obra de arquitetura, passando por uma exploração da experiência brasileira. 

O uso cotidiano da obra arquitetônica é objeto de indagação na primeira parte do livro que examina a importância dada ao assunto na história da preservação, destacando a experiência francesa, que influenciou a organização da proteção do patrimônio no Brasil, passando ainda pela utilização do patrimônio edificado nas resoluções internacionais. A segunda parte aborda a experiência brasileira por meio de uma revisão da história da ação federal de preservação do patrimônio construído, abrangendo a formação teórica e prática do arquiteto de patrimônio. O autor traz ainda uma síntese da ação e do pensamento sobre o patrimônio e encerra a segunda parte do livro apresentando dois exemplos de requalificação urbana da orla marítima: o projeto do parque do Flamengo e o projeto Porto Maravilha, ambos na cidade do Rio de Janeiro.
Local: Paço Imperial - Praça XV de Novembro, 48. Centro - Rio de Janeiro - Entrada gratuita
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Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3710/lancamento-de-publicacoes-no-rio-de-janeiro-celebra-80-anos-do-iphan
Sai resultado final das vagas reserva do PEP 2016
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) torna público o resultado final do processo seletivo das vagas reserva do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) e da Superintendência do Iphan no Espírito Santo, do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural – 2016 (PEP/MP/IPHAN).
Os candidatos selecionados em primeiro lugar deverão entrar em contato com a Coordenação do Mestrado pelo e-mail mestrado.pep@iphan.gov.br para manifestarem seu interesse ou não em assumir a vaga. Em caso de desistência, poderá ser convocado o segundo colocado para o preenchimento da vaga.
Consulte o resultado final aqui. 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3718/sai-resultado-final-das-vagas-reserva-do-pep-2016 
Abertas as inscrições para concurso de monografias sobre folclore e cultura popular
Estão abertas até 17 de agosto as inscrições para o Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular edição 2016. Criado em 1959, o prêmio é concedido anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura, por intermédio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, com o fim de fomentar a pesquisa, estimulando a diversidade e a atualização da produção de conhecimento no país voltada para esse campo de estudos.
Os prêmios, nos valores de R$ 13 mil e R$ 10 mil, serão concedidos aos autores dos trabalhos classificados em primeiro e em segundo lugares, respectivamente. A critério da Comissão Julgadora ainda poderão ser indicadas até três menções honrosas, agraciadas exclusivamente com o título de destaque.
As monografias concorrentes deverão ser inéditas e ter por objeto temas do campo de estudos da cultura popular e do folclore brasileiros. A análise dos trabalhos concorrentes terá por base os seguintes critérios: contribuição ao aprofundamento e à renovação dos estudos de folclore e cultura popular; originalidade do tema e/ou abordagem; domínio de bibliografia especializada; consistência na argumentação e clareza na apresentação dos resultados; fundamentação teórica, quadro de referência conceitual e metodologia empregada; e desenvolvimento do trabalho com base em pesquisa de campo e/ou bibliográfica. O trabalho poderá ser individual ou de equipe, e cada autor só poderá concorrer com uma única monografia.
Os trabalhos deverão ser entregues ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, - Rua do Catete, 179, Catete, Rio de Janeiro, RJ, CEP 22.220-000 -, impreterivelmente, até às 18 horas do dia 17 de agosto, ou remetidos pelos Correios, sob registro, até a data indicada, sendo o carimbo de postagem o comprovante para a observância do prazo.
Os trabalhos vencedores e as menções honrosas serão anunciados no mês de dezembro, em dia a ser fixado. Acesse o edital no site do CNFCP.

Sílvio Romero
Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero (Lagarto, Sergipe, 21 de abril de 1851 — 18 de junho de 1914) foi crítico literário, ensaista, poeta, filósofo, professor e político brasileiro. Cursou a Faculdade de Direito do Recife, entre 1868 e 1873. Na década de 1870 colaborou, como crítico literário, em vários periódicos pernambucanos e cariocas. Em 1875, foi eleito deputado provincial por Estância, em Sergipe.
Como resultado de pesquisas sobre o folclore brasileiro escreveu "O elemento popular na literatura do Brasil" e "Cantos populares do Brasil", tendo realizado para este, em 1883, uma viagem para Lisboa a fim de publicizá-lo.
Seu primeiro livro de poesia, "Cantos do fim do século", foi publicado em 1878. Sua poesia vincula-se à terceira geração do Romantismo, influenciada pela obra de Victor Hugo.
Em 1879 mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo lecionado Filosofia no Colégio Pedro II entre 1881 e 1910. Em 1891 produziu artigos sobre ensino para o jornal carioca "Diário de Notícias", dirigido por Rui Barbosa. No mesmo ano, foi nomeado membro do Conselho de Instrução Superior por Benjamim Constant.
Foi um dos primeiros pensadores a se interessar por Antônio Conselheiro, o qual via como missionário vulgar que agregara em torno de si fanáticos depredadores. Seu amigo Euclides da Cunha, tendo sido enviado para Canudos, foi responsável pelo esclarecimento dos fatos ainda nebulosos para muitos intelectuais da época.
Entre 1900 e 1902 foi deputado federal pelo Partido Republicano, trabalhando na comissão encarregada de rever o Código Civil na função de relator-geral. De 1911 a 1912, ele residiu em Juiz de Fora, Minas Gerais, participando da vida intelectual da cidade, publicando poemas e outros escritos nos jornais locais, prefaciando livros, ministrando aulas no ensino superior e proferindo discursos.
Mais Informações: Setor de Difusão Cultural – CNFCP - Tel: (21) 3826-4327 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3709/abertas-as-inscricoes-para-concurso-de-monografias-sobre-folclore-e-cultura-popular 
Iphan-RJ recebe o projeto Encontro com Educadores
Dois encontros com educadores aconteceram nos dias 28 de junho e 26 de julho passados, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ). A finalidade era
discutir como implementar atividades em sala de aula tendo a arqueologia como temática.
A iniciativa fez parte de uma das ações de educação patrimonial que atendem ao programa de prospecção e monitoramento do patrimônio histórico e arqueológico na área de implantação do sistema Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Além dos encontros, as ações envolveram a edição de publicações com o tema arqueologia. Foram distribuídos nove mil folhetos educativos sobre a Arqueologia e a História do Centro do Rio. Já para escolas e educadores, foram produzidos dois mil exemplares da publicação Cadernos de Educação Patrimonial em Arqueologia: Arqueologia nas Ruas do Rio, contendo diversos artigos escritos pelos profissionais que atuam na pesquisa, entre os quais arqueólogos, engenheiros, arquitetos e historiadores.
Os projetos foram desenvolvidos pela Artefato Arqueologia & Patrimônio contratada pelo VLT Carioca, e receberam apoio institucional do Iphan em cumprimento às diretrizes apontadas pela instituição, estabelecendo que as ações de Educação Patrimonial devem manter diálogo com as comunidades envolvidas.
Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3706/arqueologia-sera-debatida-em-salas-de-aula-do-rio-de-janeiro

segunda-feira, 25 de julho de 2016


Programa de residência artística do Museu Bispo do Rosário está com inscrições abertas
O Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac), no Rio de Janeiro (RJ) abre, pela primeira vez, uma convocatória para o Casa B, sua programação de residências artísticas. A ação é um dos projetos contemplados no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 12ª Edição. Serão selecionados cinco artistas, cada qual oriundo de uma das regiões do país. Eles vão receber prêmios de R$ 6 mil cada um.
O museu fica na área da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá (Zona Oeste do Rio), na antiga instituição psiquiátrica onde o sergipano Arthur Bispo do Rosário viveu, interno, por mais de 50 anos; e manteve seu ateliê, com seu acervo criativo. O período de duração das residências será de 1º a 31 de outubro de 2016. A seguir, eventos, a serem criados durante a atividade – tais como uma oficina – serão abertos à população, com entrada franca.  

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Micsul 2016
Criado com o intuito de promover intercâmbio de conhecimento, produtos e serviços culturais e criativos, o Micsul é uma iniciativa dos Ministérios da Cultura de doze países da América do Sul, entre os quais Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Suriname, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Durante o Micsul, são produzidos negócios entre empreendedores, empresas ligadas à área cultural, produtores e artistas. 

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Bibliotecas: cadastro na plataforma digital até dia 8
As bibliotecas públicas, comunitárias e pontos de leitura ganharam mais um prazo para o cadastramento de suas unidades na plataforma digital. O Ministério da Cultura (MinC) prorrogou o período de inscrições – que podem ser feitas até o dia 8 de agosto. A meta é cadastrar e atualizar cerca de seis mil bibliotecas e, até o momento, pelo menos 444 unidades se inscreveram na plataforma digital.
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