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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Este é um espaço de troca de informações sobre Educação Patrimonial. Aqui você poderá, entre outras coisas, se informar sobre as ações educativas, cursos, oficinas e eventos que estão acontecendo nas Casas do Patrimônio do Rio de Janeiro. Seja bem-vindo!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016


Entrega Certificado de Patrimônio Mundial ao Rio de Janeiro
Reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo, o Rio de Janeiro encontra na relação entre homem e natureza a âncora para seu título de primeira paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, conferido de forma inédita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Anteriormente, os sítios reconhecidos nessa tipologia eram relacionados a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico. A cidade do Rio de Janeiro passou, em 1º de julho de 2012, a ser a primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem urbana.
Até o reconhecimento internacional, foram quatro anos de trabalho conjunto entre o Iphan, o Ministério do Meio Ambiente, a Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO, além dos governos estaduais e municipais do Rio de Janeiro e parceiros privados e públicos, que criaram Comitês Institucional e Técnico para a elaboração do dossiê de candidatura.
A entrega oficial do documento de inscrição do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO acontece na terça-feira (13/12/2016), às 17h, em cerimônia que ocorre aos pés do Cristo Redentor, no Corcovado, e conta com a presença da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, da coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, além de representante do Governo do Estado.
De acordo com a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o título trouxe ao cenário nacional e internacional o desafio de construir novos parâmetros para as políticas de patrimônio com vistas à proteção e à gestão de um bem tão peculiar e com característica singular em todo o mundo.
O Representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, ressalta que, assim como foi o reconhecimento de Brasília há 30 anos, o título do Rio de Janeiro também foi inovador. Para ele, a convivência da cidade maravilhosa com sua rica paisagem natural indica desafios permanentes para assegurar a perenidade dos atributos únicos que levaram a cidade a ser inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Entre os principais elementos que tornaram excepcional e maravilhosa a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha estão o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo, entre outros elementos.

Plano gestor do patrimônio mundial
Uma extensa programação antecede a cerimônia de certificação que ocorrerá no Centro de Visitantes das Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca (RJ), área que integra o sítio declarado pelo Comitê do Patrimônio Mundial.
Às 14h, será instalado oficialmente o Comitê Gestor do Sítio Patrimônio Mundial, coordenado pelo Iphan, e composto por 20 membros que incluem representantes do Instituto, dos Ministérios da Defesa e Meio Ambiente, da Prefeitura Municipal, do Governo do Estado do Rio, da UNESCO, além da sociedade civil e organismos não governamentais, como Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), associações de moradores do município do Rio de Janeiro, entre outros.
O Plano de Gestão do Sítio “Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas, entre a Montanha e o Mar”, que foi aprovado no ano passado na Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Bonn, na Alemanha, será apresentado na ocasião, e conta com a contribuição de diferentes agentes do setor público nas esferas federal, estadual e municipal, como também do setor privado e da sociedade civil.
O Plano, que é um dos assuntos da mesa redonda técnica que ocorrerá sobre a gestão de paisagens culturais, tem como princípio a gestão integrada entre os órgãos e agentes de preservação da cultura e da natureza. Serão debatidas as experiências do Rio, bem como a de Sevilha, na Espanha, com bens culturais também declarados Patrimônio Mundial, que desenvolveu o seu Guia de Paisagem que será abordado pela Direção do Laboratório de Paisagem do Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico. Confira a programação completa.
O evento terá sequência com a inauguração da sinalização Rio Patrimônio Mundial e o lançamento da publicação “Rio de Janeiro: paisagens cariocas entre a montanha e o mar” editada pela UNESCO e pela Editora Brasileira de Arte e Cultura.

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/agendaEventos/detalhes/231/entrega-certificado-de-patrimonio-mundial-ao-rio-de-janeiro

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016


Acesso gratuito ao e-book Património Cultural: conceitos e critérios fundamentais
Foi publicado recentemente em Portugal o e-book Património Cultural: conceitos e critérios fundamentais, disponível em acesso aberto e gratuito em: http://istpress.tecnico.ulisboa.pt/node/428
Sinopse:
Património Cultural: conceitos e critérios fundamentais - Helena Barranha (org.)
Esta obra, em formato digital, é uma co-edição da IST Press e do ICOMOS-Portugal e pretende reunir um conjunto de definições essenciais para qualquer abordagem teórica ou prática ao património cultural, dando particular atenção às questões relacionadas com o património arquitectónico. Organizado em torno de quatro secções temáticas, acrescidas de três textos introdutórios e um capítulo de considerações finais, o e-book procura articular e sistematizar conceitos e critérios fundamentais, tal como estes se encontram formulados em diferentes cartas e convenções, cruzando essas transcrições com a legislação portuguesa e outros documentos de referência, a nível nacional e internacional.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Quatro bens no Rio de Janeiro ganham proteção federal do Iphan

Os prédios das antigas Docas Dom Pedro II; do antigo Supremo Tribunal Federal e do Instituto de Resseguros do Brasil, além de um Lampião situado no Largo da Lapa, receberam nesta quinta-feira, 24 de novembro, proteção federal. O pedido para tombamento foi analisado durante a 84ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. Os conselheiros também aprovaram o pedido de Registro do Caboclinho, manifestação cultural permanbucana. 
Antigas Docas D. Pedro II
O edifício do Armazém Central das antigas Docas D. Pedro II fica localizado em frente à área do Cais do Valongo, o maior porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas.  A região, atualmente conhecida como “Pequena África”, é espaço simbólico para a comunidade afrodescendente que, rapidamente, após a realização das pesquisas arqueológicas, converteu o local em símbolo da luta pela afirmação de sua identidade e de sua história. 
Os projetos para as Docas D. Pedro II foram influenciados por então recentes métodos construtivos europeus, que englobavam o que havia de mais avançado em termos de tecnologia portuária, incluindo o sistema construtivo do cais e armazém, bem como sua logística.
A proposta de tombamento está respaldada nos valores histórico e etnográficos atribuídos ao edifício das Antigas Docas D. Pedro II, como um dos últimos testemunhos da obra do engenheiro André Rebouças na região portuária do Rio de Janeiro. Também registra um importante capítulo da evolução da técnica de construção e modernização da operação de portos no Brasil. 
É destacado, ainda, seu valor etnográfico pela importância para a comunidade afrodescendente, enquanto símbolo de luta pela equidade de direitos e oportunidades dessa parcela da população brasileira. Mais do que a proteção do bem, o atendimento ao pleito é uma valorização da matriz africana em nossa sociedade.
Além do edifício, a proposta de tombamento inclui ainda a Pedra Fundamental e objetos encontrados no interior da Capsula do Tempo. Ambos foram lançados em 15 de setembro de 1871 e encontrados em 2012, durante as escavações arqueológicas realizadas em uma das trincheiras do Cais do Valongo, situada na Rua Barão de Tefé (distante, portanto, da edificação, por motivos desconhecidos).
Antigo Prédio do Supremo Tribunal Federal
O edifício, do período colonial, foi palco de julgamentos históricos, como o banimento da Família Real, o habeas-corpus de Olga Benário e o mandado de segurança em favor de Café Filho, quando se viu impedido de assumir a Presidência da República. 
Construído entre 1905 e 1909, durante as reformas urbanísticas do Rio de Janeiro realizadas pelo prefeito Pereira Passos, idealizador de um concurso de fachadas para a abertura da Avenida Central, o prédio – que abriga, atualmente, o Centro Cultural Justiça Federal – é detentor ainda de valores artísticos, como um importante exemplar da arquitetura eclética do período da primeira República. Junto com outros bens já protegidos por tombamento (Biblioteca Nacional, Museu de Belas Artes, Teatro Municipal e Edifício da Antiga Caixa de Amortização), integra o conjunto urbanístico da Cinelândia. 
Sua linguagem testemunha um período da história da arte pouco reconhecido. Entretanto, passadas décadas de sua produção, o ecletismo vem, cada vez mais, sendo reconhecido pelo Iphan como parte importante da cultura brasileira, associada ao início da República, quando o país buscava sua afirmação internacional e distanciamento de suas origens coloniais. Para isso, tomava como referência e modelo a produção artística europeia.
Suas fachadas são inspiradas no neoclassicismo francês e se harmonizam com os edifícios do conjunto. O prédio incorpora, ainda, elementos de influência art nouveau, como uma escadaria em ferro, além de mármore e estruturas também em ferro, na biblioteca. O requinte nos acabamentos de piso, revestimentos, forro e decoração, além dos detalhes artísticos de seus elementos integrados, denotam a valorização do edifício.
Edifício do Instituto de Resseguros do Brasil – IRB
O Instituto de Resseguros do Brasil foi criado em 1939 pelo Presidente Getúlio Vargas com o objetivo de acabar com o domínio das seguradoras estrangeiras. Em 1940, os seguros contra incêndio e de transporte se tornaram obrigatórios e o IRB assimilou essa função, além de se responsabilizar pelo seguro de grandes obras federais.
O edifício foi projetado pelos irmãos M.M.M. Roberto (Marcelo, Milton e Maurício) e construído em 1944 em um novo espaço no centro do Rio de Janeiro, gerado pelo desmonte do Morro do Castelo. Foi uma das primeiras obras construídas no Brasil a empregar os chamados cinco pontos da arquitetura moderna criados por Le Corbusier: pilotis, janela em fita, estrutura independente, planta livre e terraço jardim. 
O projeto contou ainda com a participação do paisagista Roberto Burle Marx, no desenho das calçadas voltadas para a Avenida Franklin Roosevelt e na concepção do terraço-jardim, hoje não mais existente, que também contava com painéis de mosaico de autoria de Paulo Werneck. Em 1948, o prédio foi reconhecido pelo Royal Institute of Britsh Architects (RIBA) como uma das vinte melhores obras da época. 
Embora algumas características tenham sido alteradas a partir de 1985, os elementos fundamentais que caracterizam o edifício, bem como suas fachadas, estão em bom estado de preservação. A proposta prevê o tombamento do edifício por seu valor artístico, como um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna desenvolvida no Brasil.
Lampião situado no Largo da Lapa
Desenhado por Rodolfo Bernadelli como encomenda do Prefeito Francisco Pereira Passos para sua implantação no ponto inicial da então recém-projetada Avenida Mem de Sá, foi inaugurado em 1906 e logo tornou-se um marco da nova avenida. 
Com aproximadamente 15 metros de altura, situado sobre uma base octagonal e circundado por três degraus de pedra, o lampadário, confeccionado em granito e bronze, é decorado com inscrições e motivos da fauna e da flora, além de símbolos que remetem à epopeia portuguesa dos descobrimentos. 
Além de seus aspectos estilísticos, tem ainda importância histórica, como um dos últimos símbolos das grandes obras comandadas por Pereira Passos, no início do século XX. Seu tombamento complementa a proteção de diversos outros bens já tombados pelo IPHAN na mesma região, como os Arcos da Lapa, a Igreja da Lapa do Desterro e o Passeio Público. A proposta prevê o tombamento do bem por sua importância histórica e artística. 
O Conselho 
O Conselho Consultivo que avalia os processos de tombamento e registro pleiteados ao Iphan é formado por especialistas de diversas áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.
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Assessoria de Comunicação Iphan
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Os sambas mais marcantes da história
Este ano, o samba completa cem anos de existência. Nesse período, milhares de canções foram compostas e interpretadas por grandes nomes. Músicas que povoaram o imaginário popular, definiram nossa identidade cultural e mudaram para sempre a cara da música brasileira. Dentro deste vasto universo de composições, muitas marcaram a transformação do gênero, sobretudo, a da Música Popular Brasileira (MPB). Para identificar algumas dessas canções, buscamos a opinião de especialistas, artistas, compositores e cantores ligados à música, em especial ao samba, para saber quais tornaram-se símbolos deste ritmo e deixaram sua marca na história cultural do Brasil.

Legado de muitos
Autor de mais de duas mil canções, das quais mais de mil foram gravadas, o compositor e poeta Paulo César Pinheiro preferiu citar duas músicas compostas por ele: O Samba bate outra vez, criada com Maurício Tapajós e O samba é meu dom, feita em parceria com Wilson das Neves. Em ambas, Paulo César menciona o nome mais de 100 compositores e cantores de samba que foram fundamentais não somente para a história, mas, principalmente, para a evolução do gênero. "Estamos falando de cem anos de música ou de um espaço de tempo ainda maior se considerarmos o período anterior à gravação do primeiro samba, em 1916. Elencar obras é uma tarefa sem fim", justifica.
Momentos decisivos do samba
O pesquisador de Música Popular Brasileira Ricardo Cravo Albin acredita que o grande marco do samba ainda é a gravação de Pelo Telefone, registrada por Donga e Mauro de Almeida em 1916. "Naturalmente esta canção é dos pontos mais decisivos da história porque é o início oficial do samba como gênero musical", disse.
Na sequência, Albin destaca "duas juras", sendo a primeira, a música Jura, um samba-maxixe de autoria do Sinhô e a segunda, Se você jurar, do fundador das escolas de samba, Ismael Silva, em parceria com Newton Bastos. A lista de canções selecionadas por Albin incluem ainda Feitiço da Vila, de Noel Rosa, Aquarela do Brasil, Ary Barroso, Dora, de Dorival Caymmi, As rosas não falam, de Cartola, Canta, Canta minha gente, de Martinho da Vila e A Flor e o Espinho, de Nelson Cavaquinho.
Dona Ivone Lara, segundo Albin, por ser uma figura icônica do samba, com vasto repertório, deve ser lembrada pelo conjunto de suas composições. "No entanto, se tivesse que escolher uma música apenas, poderia ser Sonho Meu, que foi gravada em um duo de Gal Costa e Maria Bethânia, no disco Álibi, lançado por Bethânia em 1978", ressaltou.
Albin, que por vinte anos foi julgador oficial dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro (RJ), escolheu Aquarela Brasileira, de Silas de Oliveira, enredo da Império Serrano, em 1964 como uma das melhores músicas compostas para um desfile. "Por último, não menos importante, vale salientar a contribuição de Chico Buarque. Nesse sentido, escolho a música Samba do grande amor, uma composição primorosa", enfatizou.

Primitivistas e urbanos
Compositor, arranjador e maestro, Rildo Hora também está convencido de que mais do que músicas específicas, o samba deve ser reverenciado pelo trabalho geral de alguns compositores, responsáveis pela transformação do gênero durante várias décadas. "Muitas canções importantes foram compostas nesse período. Tivemos grandes compositores como Ary Barroso, Dorival Caymmi, os primitivos Donga, Pixinguinha, João da Baiana e todos aqueles que deram início ao movimento. O samba, como gênero musical, foi evoluindo até chegarmos a Zé Ketti, Cartola, Nelson Cavaquinho, nomes que contribuíram para sua divulgação e sua grandeza. Se samba fosse uma pessoa, teria os braços tão grandes que ele abraçaria a nação brasileira com facilidade", declarou.
A única canção escolhida de fato pelo músico foi uma composição de Dona Ivone Lara, considerada por ele, a grande "rainha do samba". Rildo, que chegou a produzir e atuar como maestro em trabalhos de Dona Ivone, ressalta que o grande diferencial dela está em sua força melódica. "D. Ivone é uma artesã da melodia. A parceria dela com Silas de Oliveira, sem dúvida, o melhor compositor de samba-enredo de todos os tempos, rendeu canções belíssimas. Entre os sambas compostos por eles e que merecem ser destacados está Os cincos bailes da história do Rio, samba-enredo da Escola Império Serrano de 1965, uma música muito emblemática", afirmou.

A força dos sambas de escola
Vindo de uma família de jongueiros e tocadores de caxambu, um dos maiores cantores e compositores de samba, Wilson Moreira, desde muito cedo teve uma participação muito ativa nas escolas de samba do Rio de Janeiro, tendo construído sua história em agremiações como Mocidade Independente de Padre Miguel e Portela. Questionado sobre as músicas que mais marcaram a história do samba, o músico, criado no subúrbio do Rio, selecionou alguns dos sambas-enredos que, para ele, tiveram maior impacto em sua vida.
Dono de uma memória privilegiada, Wilson Moreira lembra não somente os sambas preferidos, como também de seus compositores e os anos em que foram lançados. "A primeira vez que desfilei em uma escola de samba foi na Mocidade, em 1958, com o enredo Apoteose do Samba. Este samba foi, na época, nota dez em harmonia e bateria, elevando a Mocidade ao grupo especial, onde permanece até hoje. Em 1974, a Mocidade também levou para a avenida um samba muito forte chamado Festa do Divino".
"A Portela me deixou muito impressionado com dois sambas intitulados Lendas e mistérios da Amazônia (1970), de autoria de Catoni, Jabolô e Valtenir e Ilu Ayê, feito para o carnaval de 1972, de Cabana e Norival Reis. Ilu Ayê marcou meu primeiro desfile pela Portela, além disso neste ano a escola sagrou-se campeã", orgulha-se.
O grande presidente, da Estação Primeira de Mangueira, em 1956 e duas canções do Império Serrano, Aquarela brasileira, de Silas de Oliveira (1964) e Os cinco bailes da história do Rio, D. Ivone Lara e Silas de Oliveira (1965), também foram apontados por Wilson Moreira como algumas das melhores composições feitas para escolas de samba. "Os sambas-enredo atuais mudaram um pouco o ritmo, em comparação com os que eram compostos no passado. Em um determinado momento, começou-se a achar que um samba mais dolente atrasava os desfiles. As apresentações dos mestres-salas e das porta-bandeiras também foram modificadas, antigamente eram verdadeiros balés. Mas foi nesse período em que alguns dos sambas mais belos foram escritos", recorda.

Agoniza, mas não morre
Dono de uma das vozes mais poderosas do samba, Neguinho da Beija-Flor, que há 40 anos é intérprete oficial da escola Beija-Flor de Nilópolis, foi categórico ao selecionar as canções que, em sua visão, modificaram a história do samba. "Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, Aquarela brasileira, de Silas de Oliveira e a A voz do morro, de Zé Ketti. Qualquer uma dessas três músicas marcou, em momentos diferentes, a entrada do samba na Música Popular Brasileira (MPB), fazendo com a sociedade olhasse para esse gênero de música de um modo completamente diferente".
O samba, de acordo, com Neguinho, é o ritmo que representa a música brasileira perante o mundo. "Atualmente, o samba, gostem ou não, é o símbolo maior da nossa identidade. Nelson Sargento afirma na música Agoniza, mas não morre que: ‘o samba agoniza, mas não morre, algo sempre lhe socorre antes do suspiro derradeiro'. Não há nada mais verdadeiro. Sempre haverá espaço para o samba e ele é parte da MPB", ponderou.
nero, sobretudo, a da Música Popular Brasileira (MPB). Para identificar algumas dessas canções, buscamos a opinião de especialistas, artistas, compositores e cantores ligados à música, em especial ao samba, para saber quais tornaram-se símbolos deste ritmo e deixaram sua marca na história cultural do Brasil.

Múltiplas vertentes
Pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro De amor, cotidiano e outras falas na música brasileira popular (2005), Neusa Meirelles Costa declarou que o samba veio se modificando, mudando sua batida e criando múltiplas vertentes, entre as quais estão o samba de breque, samba-canção etc. "O universo do samba é muito diversificado, porém algumas canções foram emblemáticas. Entre estas músicas cito Aquarela do Brasil, de Ary Barroso e Conceição, de Jair Amorim. Além dessas, é importante incluir toda a obra de Dona Ivone Lara, por sua importância para a história do samba".
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Ana Moura - Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura
Fonte: Ministério da Cultura

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Unesco lança nova publicação - De ideias a ações: 70 anos da unesco 
Esta publicação de aniversário mostra como a UNESCO levou adiante essa grande missão, ao longo dos últimos 70 anos. Ela destaca, por meio de histórias e imagens, década após década, as ideias e ações desenvolvidas e apresentadas para colocar em prática as nobres palavras da Constituição da Organização. O livro é dedicado aos inúmeros homens e mulheres que fizeram isso acontecer, em todo o mundo, associados ou de forma individual, nas Comissões Nacionais ou Clubes da UNESCO, na Sede ou nos Escritórios. [...] Ele mostra histórias de como a UNESCO tem realizado essa missão, de forma a refletir a profundidade, a abrangência e o impacto da ação da UNESCO – para garantir educação para todos, preservar e aumentar a conscientização do patrimônio cultural e natural universal, proteger a liberdade de expressão, aprimorar todas as ciências para o benefício de todos, lutar contra o racismo e a favor do diálogo, da tolerância e da inclusão social, e empoderar meninas e mulheres em todas as sociedades”. (Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova)
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Cópias impressas em capa dura: preço: em promoção de R$ 80,00 por R$ 60,00 - Como comprar - contato: grupoeditorial@unesco.org.br.
A UNESCO proporciona descontos de:25% para professores  e estudantes de pós-graduação (incluir esta informação no pedido); 35% para livrarias; 35% para bibliotecas (incluir esta informação no pedido) e 50% para funcionários das Nações Unidas no Brasil (incluir esta informação no pedido).

segunda-feira, 21 de novembro de 2016


Funarte realiza palestras sobre conservação de fotografia no Museu Histórico Nacional
A Fundação Nacional de Artes – Funarte promove, nos dias 21 e 22 de novembro, o primeiro ciclo de palestras em comemoração aos 30 anos do seu Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF). O seminário é aberto ao público e gratuito e será realizado das 9h às 18h, no auditório do Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). O evento terá como temas: Fotografia DigitalPreservação e Fotografia, Periferia e Memória.
1º Ciclo de Palestras CCPF Funarte – 30 anos abordará temas que foram matérias de oficinas, promovidas com muito sucesso pelo Centro no país, nos últimos anos, ministradas por oito dos palestrantes que integram o novo seminário. Seu objetivo principal é renovar o público para o tema da preservação, aproximando especialistas em preservação e fotógrafos, além de entender o novo papel que o Centro de Conservação e Preservação Fotográfica tem desempenhado; e de provocar a reflexão sobre as atividades futuras do CCPF.
Direcionado à capacitação técnica e à disseminação de conhecimento, o Centro de Preservação e Conservação Fotográfica da Funarte é um núcleo de referência nacional em sua atividade. Hoje unidade do Centro de Programas Integrados da Funarte, o CCPF teve origem no Instituto Nacional da Fotografia (INFoto), criado a partir do Programa Nacional de Preservação e Pesquisa da Fotografia da Fundação.
Matéria completa
Ibram divulga resultados da pesquisa sobre a Semana de Museus 2016
As instituições que participaram da 14ª Semana de Museus tiveram um aumento de 79% no número de visitantes entre os dias 16 e 22 de maio.
Este é um dos resultados apresentados na pesquisa sobre a Semana de Museus 2016, a partir da resposta de 482 museus de todo o país, lançada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
O objetivo é avaliar o impacto da temporada nacional de eventos, que acontece no primeiro semestre de cada ano para celebrar o Dia Internacional de Museus (18 de maio).
34% dos museus brasileiros cadastrados juntos ao Ibram (3.646 até julho) desenvolveram no período da Semana de Museus deste ano atividades sob o tema Museus e Paisagens Culturais. A maior participação foi de museus municipais (39%), seguida por museus privados (26%).
Em relação ao impacto econômico, houve um crescimento de 21% na geração de emprego e renda no campo museal, especialmente no quesito contratação de recursos humanos. Confira a pesquisa na íntegra.
Além dos números, os resultados da pesquisa, realizada desde 2011, também permitem avaliar o direcionamento dado pelo Ibram para a atividade anual, assim como permitem a gestores municipais, estaduais e federais ajustarem suas ações em prol do desenvolvimento e consolidação do setor de museus no país. Conheça as pesquisas anteriores da Semana de Museus realizadas pelo Ibram.

15ª Semana de Museus
“Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus” (Museums and contested histories: saying the unspeakable in museums, em inglês) é o tema definido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom) para o Dia Internacional de Museus 2017 – celebrado em 18 de maio.
Nas próximas semanas, o Ibram definirá o período de realização da Semana de Museus 2017, assim como dará início ao processo de inscrições de atividades por parte das instituições interessadas em participar.

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Fonte: http://www.museus.gov.br/ibram-divulga-resultados-da-pesquisa-sobre-a-semana-de-museus-2016/
Casa de Rui Barbosa reabre seu Jardim Histórico ao público 
O jardim da Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, sempre foi um lugar muito querido na região. No dia 17 de novembro, após 11 meses em obras, o espaço de aproximadamente 6.000 metros quadrados será reaberto ao público, revitalizado e ainda mais acolhedor. A reforma é fruto de uma parceria entre a Fundação Casa de Rui Barbosa e a Fundação Darcy Ribeiro e contou com recursos do Fundo Nacional de Cultura e apoio financeiro do BNDES. De acordo com Marta de Senna, presidente da instituição, esse é um momento de grande importância para a Casa.
"Costumo dizer que a Casa de Rui Barbosa é um verdadeiro oásis em Botafogo, no sentido real e metafórico do termo. Durante os meses de obra, sentimos uma falta brutal do jardim, nós e o público. Mais do que reforma, foi feita uma revitalização. Políticos, estudiosos e convidados nos contam que brincavam no jardim, ele foi e é o playground das crianças de Botafogo. Com certeza o público será mais bem atendido depois das obras, que seguiram os parâmetros de respeito à configuração histórica do espaço", ressalta a presidente.
Devido à composição arquitetônica e vegetal, o espaço passou ser considerado um jardim histórico a partir da década de 1980, por isso as mudanças realizadas não foram tão grandes, com o intuito de respeitar as características locais. A obra foi dividida em duas partes.
A primeira recuperou elementos artísticos como o quiosque, utilizado no verão como chuveiro para banho pela família de Rui Barbosa, e o parreiral, estrutura construída para que plantas trepadeiras pudessem crescer. Nesta etapa, também foram restauradas esculturas e peças menores, como luminárias e vasos de mármore. Essa fase foi fundamental para resgatar as características originais que estavam perdidas em camadas de intervenções feitas ao longo dos anos.
Já o segundo momento foi dedicado ao projeto paisagístico. As partes hidráulica, elétrica, de irrigação e de segurança foram modernizadas. Também foi implantado projeto de acessibilidade e comunicação visual. O parreiral e os elementos arquitetônicos receberam nova iluminação. Com isso, serão realizados eventos noturnos e a visitação será estendida até às 20h.
 "As mudanças foram feitas para atender o público, porque antes era o jardim de uma casa, e hoje é uma das principais áreas verdes de Botafogo, recebendo um público muito grande. Mudamos os bancos, que não eram originais, por outros mais confortáveis. Trocamos a iluminação por uma mais moderna, que consome menos energia e amplia a atividade do espaço externo. A iluminação não pode ser muito feérica, porque o jardim abriga uma fauna, a intenção é valorizar os elementos. Houve uma total substituição da terra dos canteiros, e já estamos vendo o resultado agora, com as mangueiras carregadas", conta a arquiteta responsável pela obra, Claudia Carvalho.
Em paralelo ao jardim, foi restaurada a fachada da antiga residência em que jurista viveu por 28 anos, onde hoje é o Museu, considerado o primeiro Museu Casa do país. O espaço tem seus ambientes basicamente fiéis ao original, com as pinturas, os lustres, tapetes e móveis, oferecendo ao visitante uma visão da residência à época em que era ocupada por seu último proprietário. E será que ele ficaria feliz com a revitalização do jardim? Marta acredita que sim.
"Acho que ele ficaria felicíssimo. Queremos que fique mais bonito do que no tempo dele. A Casa de Rui Barbosa é um oásis literal, oásis no meio de certo desalento com o serviço público em geral, porque todo mundo que trabalha aqui, gosta muito. Fazer a Casa ser mais visitada deixa todo mundo mais feliz", revela a presidente.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

VI Encontro do Patrimônio Fluminense 
O VI Encontro do Patrimônio Fluminense (VI EPF) é o principal fórum de reflexão e discussão pública da Semana e acontece de maneira itinerante no território fluminense. Destinado a ampliar a troca de ideias e experiências com a população, o evento busca reunir acadêmicos, gestores dos organismos de proteção e preservação do patrimônio e atores sociais para ouvir, dialogar, debater e propor ações, medidas e manifestações sobre questões relativas à valorização e preservação do patrimônio cultural. Depois de sua primeira edição em 2011, em 2016 ele retorna à cidade do Rio de Janeiro com a proposta de reflexão sobre sua contribuição às regiões por onde já passou – Médio Paraíba; dos Lagos; Serrana; Costa Verde e Norte -, além de abordar o tema eleito para este ano, cujo mote das discussões será a paisagem e a cultura como processos em transformação resultantes da ação humana.
Data: 10 e 11 de novembro de 2016
Local: Auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa. Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro.
O Encontro é gratuito, e os participantes receberão certificado. As inscrições podem ser feitas em formulário ao final desta página (preferencialmente utilizar o navegador Google Chrome).
Confira a programação!

PROGRAMAÇÃO*
10/11    I    Quinta-feira: manhã
9h às 12h Mesa-redonda Paisagem e Cultura: perspectivas e desafios.
Apresentação dos conceitos de Paisagem e Paisagem Cultural e discussão, a partir da inscrição da Cidade do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial, dos desafios e das perspectivas desse conceito.
Participantes:
Marcos Alvito Pereira de Souza- Professor-associado do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense.
Rafael Winter Ribeiro – Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Washington Fajardo – Presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.
Mediadora:
Claudia S. Rodrigues de Carvalho – Arquiteta da Fundação Casa de Rui Barbosa.

10/11    I    Quinta-feira: tarde
14h às 17h Mesa-redonda Paisagem e Cultura: transformações e impactos.
Discussão sobre transformações na paisagem a partir das intervenções das ações de diferentes atores políticos e seus impactos no cotidiano da cidade.
Participantes:
André Lima – Membro do Conselho Comunitário de Manguinhos.
Antônio Carlos Firmino – Coordenador do Centro de Cultura e Educação da Rocinha.
Augusto Ivan de Freitas Pinheiro – Arquiteto e Urbanista, atualmente é assessor especial da presidência da Empresa Olímpica Municipal
Laura Olivieri Carneiro de Souza – Doutora em Serviço Social
Mauro Pacanowski – Presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico.
Mediador:
Luis Carlos Soares Madeira Domingues- Coordenador de Planejamento Territorial e Regularização Fundiária do Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz da Mata Atlântica.

11/11    I    Sexta-feira: manhã
9h às 12h Mesa-redonda Patrimônio – Reflexões e Projeções 01: um balanço crítico das ações da Semana Fluminense do Patrimônio
Apresentação e discussão de experiências impactadas por ações da Semana Fluminense do Patrimônio.
Participantes:
Cristina Maseda – Secretária Municipal de Cultura de Paraty
Dalma dos Santos – diretora do Memorial Machadinha – Quissamã
Norton Ribeiro – Professor de História das redes estadual e municipal de educação de Petrópolis
Mediadora:
Fátima Nascimento – Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

11/11    I    Sexta-feira: tarde
14h às 17h Mesa-redonda Patrimônio – Reflexões e Projeções 02: um balanço crítico das ações da Semana Fluminense do Patrimônio.
Apresentação e discussão de experiências impactadas por ações da Semana Fluminense do Patrimônio.
Participantes:
Claudia Carvalho – Diretora do Museu Nacional/UFRJ.
Beatriz Vidal – Arte educadora e Delegada de Cultura em Vassouras.
Paulo Barreto – Coordenador do Projeto Mestres Sabedores na Região dos Lagos.
Mediador:
Marcos José de Araújo Pinheiro – Vice-diretor de Informação e Patrimônio Cultural da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.
*Programação sujeita à ajustes
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Saiba mais: http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/encontro/ 

terça-feira, 8 de novembro de 2016


Abertura da VI Semana Fluminense do Patrimônio
É hoje! No Centro Cultural Justiça Federal - Av. Rio Branco, 241, no centro do Rio de Janeiro, acontece a abertura da VI Semana Fluminense do Patrimônio. Evento gratuito.
Na programação:
– Apresentação das edições anteriores da Semana Fluminense do Patrimônio em formato de prosa-poética com projeção de fotos;
– Apresentação de vídeo com a fala dos dirigentes das instituições organizadoras da Semana;
– Apresentação musical com músicos do Núcleo de Cultura Céu na Terra. O repertório irá exaltar a diversidade e a riqueza cultural fluminense e do seu patrimônio material e imaterial, contextualizando particularidades históricas, sociais, musicais, artísticas de diferentes grupos e manifestações presentes no estado do Rio de Janeiro.
Saiba mais em http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/programacao/cerimonia-de-abertura-da-vi-sfp



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

V Encontro de Gestores de Jardins Históricos
A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) promove, em seu auditório, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, o “V Encontro de Gestores de Jardins Históricos - Intervenção e valorização do patrimônio paisagístico”. O evento é uma realização da Fundação Casa de Rui Barbosa em parceria com a Fundação Museu Mariano Procópio e a Escola de Belas-Artes/UFRJ, com o apoio do Grupo de Pesquisas História do Paisagismo (EBA/UFRJ), do Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas (EBA/UFRJ), do IPHAN e do ICOMOS. A presente edição dá continuidade ao fórum científico e de debates criado em 2010, que reúne pesquisadores, docentes, profissionais, graduandos e pós-graduandos, e demais interessados nas questões relacionadas a gestão, preservação e proteção de jardins no Brasil. Os estudos voltados ao paisagismo e à preservação, gestão e proteção de jardins históricos têm avançado no Brasil. Investir em fóruns de debate, no entanto, é ainda uma questão prioritária no campo dos estudos da paisagem, do patrimônio e dos jardins. O interesse é ampliar a difusão desse tema sensibilizando a sociedade para o fato que os jardins são elementos de significativo valor de nossa paisagem, merecedores de tratamento diferenciado e legislação própria. O objetivo é também incentivar ações práticas que valorizem e protejam esse patrimônio cultural de nossas cidades.
As discussões no encontro se darão a partir de três eixos temáticos: a) O lugar do jardim histórico na paisagem brasileira: perspectivas socioculturais e patrimoniais; b) Processos de gestão de jardins históricos e espaços paisagísticos na cidade contemporânea e; c) Tecnologias aplicadas a manutenção e preservação do patrimônio paisagístico.
Integram o comitê organizador os pesquisadores Ana Pessoa (FCRB), Douglas Fasolato (Fundação Museu Mariano Procópio/Museu Mariano Procópio), Carlos Terra (Grupo de Pesquisas História do Paisagismo - EBA/UFRJ), Isabelle Cury (IPHAN) e Rubens de Andrade (Paisagens Híbridas - EBA/UFRJ).

Participação gratuita mediante inscrição prévia: https://goo.gl/forms/F2sqIISTt9GrWzrm2
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Mais informações: http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?page=materia&ID_S=9&NM_Secao=not%C3%ADcias&ID_M=3668 


Instituições, organizações da sociedade civil, produtores e grupos culturais, a chamada para integrar a VI Semana Fluminense do Patrimônio (SFP) está aberta!
Inscreva seu evento cultural ou atividade em educação patrimonial, relacionado ao patrimônio natural ou cultural do estado do Rio de Janeiro: http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/eventos-por-adesao/
 
VI Semana Fluminense do Patrimônio
De 08 a 20 de novembro, venha fazer parte da VI Semana Fluminense do Patrimônio (SFP), que tem como tema “Paisagem e cultura em movimento”.
Uma ótima oportunidade para discutir a paisagem e a cultura como processos em permanente transformação resultantes da ação humana. Esperamos você!
Mais informações: http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/



Prepare sua inspiração!
Dia 09/11 estarão abertas as inscrições para a Mostra Cultural de Fotografia e Poesia “Olhares sobre o Patrimônio Fluminense” 2016.

As obras inscritas serão avaliadas por um júri técnico e por voto popular. 

Saiba mais em:
http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/mostra-cultural-de-fotografia-e-poesia-olhares-sobre-o-patrimonio-fluminense-2015/

Dia 09/11 começam as inscrições!
 Sua fotografia pode estar na Mostra Cultural de Fotografia e Poesia
“Olhares sobre o Patrimônio Fluminense” 2016, da VI SFP.

Fotografia: Pesca­-dor | Vítor Gonçalves Pimenta | Tema Cultura em ação (2° colocado pelo voto do Júri)

As obras inscritas serão avaliadas por um júri técnico e por voto popular. Mais informações em:
http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/mostra-cultural-de-fotografia-e-poesia-olhares-sobre-o-patrimonio-fluminense-2015/


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PEP/Iphan promove debate sobre transversalidade de políticas públicas, instituições e saberes
Com o objetivo de proporcionar o debate entre pesquisadores e agentes sociais sobre o “encontro de saberes” nas diversas áreas da produção de conhecimento e atuação profissional, o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (PEP/Iphan) realiza no próximo dia 1º de novembro, a Jornada Transversalidade de Políticas Públicas, Instituições e Saberes.

Os pontos de convergência de discussão do “encontro de saberes” são a transversalidade das políticas públicas – relacionadas, direta ou indiretamente, com as esferas de atuação das instituições e agentes de preservação – e a percepção dos grupos sociais envolvidos com os processos de valorização e gestão do patrimônio cultural, permitindo refletir sobre seus desafios, limitações e impasses.
Tendo como convidados José Jorge de Carvalho (Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília), Daniel Munduruku (Instituto UK’A, Casa dos Saberes Ancestrais), João Paulo Pereira do Amaral (Universidade Federal do Espírito Santo), Wallace de Deus Barbosa (Instituto de Artes e Comunicação Social, Universidade Federal Fluminense – GAT/IACS/UFF), Alessandra Ribeiro Martins (Casa de Cultura AFRO Fazenda Roseira, Comunidade Jongo Dito Ribeiro e Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e Ana Cristina de Souza Gonçalves Paiva (Unesco/Iphan/CLC), o encontro segue a proposta que o PEP adotou de ampliar as discussões sobre temas de interesse dos alunos, buscando a troca de informações e experiências entre diferentes áreas de conhecimento e atuação profissional envolvidas com o campo da preservação.
A Jornada é parte integrante da programação do módulo de aulas de outubro, e o tema deste ano foi motivado pelas discussões nas disciplinas e nos trabalhos apresentados pelos mestrandos. Serão duas sessões de debates, organizadas em duas mesas redondas, com três convidados cada. O encontro ocorrerá no auditório da Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro. As inscrições serão feitas no local, sujeito à lotação (50 lugares).
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 Data: 01/11/2016, das 9h às 18h
Local: Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro - Av. Rio Branco nº 46, Auditório do 3º andar
Metrô Estação Uruguaiana, saída Presidente Vargas | VLT Parada Candelária
Inscrições no local / Sujeito à lotação (50 lugares)
Mais informações: (21) 2215-50-13 | mestrado.pep@iphan.gov.br


Iphan analisa revalidação do título de Patrimônio Cultural de bens registrados
Depois de 10 anos registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro, o bem continua sendo uma referência cultural para a comunidade e consequentemente para o país? Esta é a principal análise feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) durante o processo de revalidação do título concedido aos bens de natureza imaterial.
No momento, quatro bens passam por esta reavaliação: a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica dos índios Wajãpi, no Amapá; o Samba de Roda do Recôncavo baiano; o Ofício das paneleiras de Goiabeiras, no Espírito Santo, e a celebração da festa do Círio do Nazaré, no estado do Pará.
A técnica do Iphan, Maria Lacerda, explica que,  após o Registro, o bem é acompanhado e monitorado pelo Instituto. E, no mínimo de 10 em 10 anos, será feita uma avaliação desse Patrimônio Cultural, fornecendo indicativos para que se decida sobre a permanência ou não do título concedido.
A iniciativa prevista no Decreto 3.551/2000 tem como finalidade tanto investigar sobre a atual situação do bem cultural, como levantar informações, averiguar efetividade das ações de salvaguarda, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outras iniciativas. O parecer é encaminhado para análise preliminar da Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial, tendo avaliação final do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Se a instância negar a Revalidação, será mantido apenas a inscrição no Livro de Registro como referência cultural de seu tempo.
As Políticas de PreservaçãoA identificação e o reconhecimento de um bem como Patrimônio Cultural do Brasil são as ações iniciais da Política Nacional de Salvaguarda dos Bens Culturais Imateriais, que também atua permanentemente com iniciativas de apoio e sustentabilidade da prática.
Para preservar um patrimônio cultural imaterial brasileiro, o Iphan, em conjunto com os grupos detentores e instituições locais, desenvolve o Plano de Salvaguarda. O objetivo deste instrumento é apoiar a continuidade do bem de modo sustentável e atuar para melhoria das condições sociais e materiais de transmissão e reprodução que possibilitam sua existência.
Para isto, utiliza como referência o conhecimento gerado durante os processos de inventário e registro que permite identificar, de modo preciso, as formas mais adequadas de salvaguarda. A partir daí, é elaborado um planejamento estratégico a ser executado com base na interlocução continuada entre o Estado e os grupos, comunidades ou segmentos sociais diretamente envolvidos.

Cada Plano é implementado e acompanhado por um coletivo formado pelos detentores dos saberes e instituições relacionadas. O coletivo discute e apresenta estratégias de curto, médio e longo prazo para que o bem alcance sua autonomia e sustentabilidade. Por meio da gestão compartilhada pretende-se a realização de retificações periódicas na condução das ações e o monitoramento das atividades realizadas para a preservação.
Assim como a própria construção da política do patrimônio imaterial, este procedimento tem também característica participativa. A iniciativa que integra o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) – consiste na análise da continuidade do bem ao longo do tempo, mantendo suas características de referência cultural, que lhe garantiram o título.
 
Saiba mais:
Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial
Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco.
Decreto 3.551/2000 – Institui o Registro de Bens Culturais Imateriais
Resolução Iphan 1/2013 – Trata do processo Administrativo de Revalidação

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Disponibilizada a publicação 
Anais do 1º Encontro Internacional 
de Ecomuseus
Após ser integralmente digitalizada pela equipe do Ecomuseu de Santa Cruz, a publicação que reúne as discussões do 1º Encontro Internacional de Ecomuseus realizado no Brasil encontra-se disponível para leitura através do link: http://www.ecomuseusantacruz.com.br/uploads/Publicacoes/2ece5a6517156e122e93f10a8898cf4d.pdf
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Felipe Carvalho - Gerente do Ecomuseu do Quarteirão Cultural do Matadouro de Santa Cruz