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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Este é um espaço de troca de informações sobre Educação Patrimonial. Aqui você poderá, entre outras coisas, se informar sobre as ações educativas, cursos, oficinas e eventos que estão acontecendo nas Casas do Patrimônio do Rio de Janeiro. Seja bem-vindo!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017


Inscrição de trabalhos para o 7º FNM começa no dia 1º de março

Entre os dias 1º de março e 2 de abril, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) recebe inscrições de trabalhos para as Comunicações Coordenadas do 7º Fórum Nacional de Museus (FNM) – que acontece em junho na cidade de Porto Alegre (RS).
Sob o tema Recomendações Unesco 2015 para a Proteção e Promoção do Patrimônio Museológico e Coleções, os trabalhos devem refletir sobre perspectivas e caminhos a serem trilhados pelos museus no Brasil tendo em vista as Recomendações da Unesco – aprovadas a partir de iniciativa brasileira e consideradas “um pilar das políticas públicas de museus para as próximas décadas”. Conheça o documento.
Pôster é uma modalidade das Comunicações Coordenadas do Fòrum Nacional de Museus
Como participar
Resumos de pesquisas, relatos de experiências, em desenvolvimento ou já finalizadas, acadêmicos ou não, podem ser inscritos.
No total, serão selecionados 18 trabalhos na modalidade Apresentação Oral e 30 trabalhos na modalidade Pôster.
A comissão de seleção será composta por cinco membros, sendo três da equipe técnica do Ibram e dois externos, considerados de notório saber na área da Museologia.
Cada candidato pode inscrever, no máximo, um trabalho como autor e um como co-autor, independente da modalidade escolhida. Não serão aceitos trabalhos já apresentados em edições anteriores do FNM. Acesse o edital e seus anexos.
Dúvidas e outras questões podem ser enviadas para o endereço eletrônico comunicacoes.coordenadas@museus.gov.br.
Sobre o FNM
Organizado pelo Ibram, o Fórum Nacional de Museus tem por objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), além de consolidar as bases para a implantação de um modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).
Constitui-se como um espaço fundamental para intercâmbio de experiências entre comunidade museológica, sociedade civil, instituições de ensino superior, museus e órgãos de gestão museológica federais, estaduais e municipais.
Palestras, oficinas, grupos de trabalho, debates, entre outras atividades, compõem a programação. Saiba mais.
Texto e foto: Ascom/Ibram
Uma sala de aula para a música
Sala Cecília Meireles inaugura projeto para capacitar professores e levar jovens e adultos a concertos didáticos a partir de março.
A música de concerto abrirá a partir de março uma porta de entrada para as crianças, jovens e adultos com a realização do projeto "Sala de Música: música de concerto ao alcance de todos", na Sala Cecília Meireles. De março a novembro, serão oferecidos 16 concertos didáticos gratuitos para crianças, jovens alunos e professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, de Nilópolis, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Duque de Caxias, São Gonçalo e Niterói. Por enquanto, 338 alunos e 53 professores se inscreveram para participar da capacitação.

O projeto foi idealizado pelo seu diretor da Sala, o pianista Jean-Louis Steuerman e é uma parceria da Secretaria de Estado de Educação e da Secretaria de Estado de Cultura, que também alcançará alunos de escolas de música e integrantes de projetos sociais. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo email salademusica2017@gmail.com. Serão 16 concertos didáticos com a participação de diversos músicos em diferentes formações de câmara, apresentando a obra de grandes compositores, como Bach, Mozart, Beethoven, Schubert, Schumann, Brahms, além de mestres da música moderna e contemporânea. 
Um mês antes de cada concerto os professores das escolas inscritas no projeto participarão de um encontro de capacitação, que inclui atividades e a audição do repertório. A coordenação pedagógica é de Adriana Rodrigues, Francisco Didier é o responsável pela pesquisa e a apresentadora dos concertos será a atriz e cantora Madá Nery. Além da função pedagógica do projeto, explica Adriana Rodrigues, o objetivo é de abrir as portas da casa:
"Nosso desejo é que este aluno, este professor, possam no futuro estar no palco ou na plateia da Sala, como músico ou como ouvinte", afirmou Adriana.
Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/materias/uma-sala-de-aula-para-a-musica 

Nova temporada de exposições no Centro Cultural Paço Imperial


De 17 de dezembro de 2016 a 19 de fevereiro de 2017, o Centro Cultural Paço Imperial (CCPI), do

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oferece seis novas oportunidades para os visitantes entrarem em contato com o universo das artes. Confira:

Reabertura do Atelier Sergio Camargo 
Inaugurado em abril de 2002, o Atelier Sérgio Camargo busca trazer para o visitante do Centro Cultural Paço Imperial o ambiente de trabalho do artista que produziu notável obra em seu atelier de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Com a curadoria de Ronaldo Brito, as obras revelam a pesquisa desenvolvida por Sérgio Camargo com o material que mais o seduziu e influenciou: o mármore de Carrara. Estudos e pequenos modelos em madeira bem como obras em sua escala definitiva são apresentados de forma clara e austera como exige a produção do artista. Dessa forma, o visitante, independentemente de sua procedência ou conhecimento prévio sobre arte, poderá apreender sem intermediações a grandeza dessa obra singular no panorama da arte.
Curadoria: Ronaldo Brito
Salas: Armazém Del Rei

Daisy Xavier – Pequenas Gravidades 
Esta mostra apresenta mais de 70 obras da artista Daisy Xavier entre esculturas, desenhos, pinturas e fotografias. Não se trata, no entanto, de uma retrospectiva e sim de um criterioso recorte que visa resumir seu percurso artístico nos últimos quinze anos.
Curadoria: Franklin Pedroso
Salas: 1° Pavimento (Gomes Freire, 13 de maio, Trono e Dossel)      

Alexandre Sá – Passagens//Transferências 
“Para esta exposição, composta prioritariamente por trabalhos inéditos, o desejo mais direto e óbvio era o de discutir uma política esdrúxula que assola o país. Aos poucos, percebi que a política aqui, por justiça à minha própria trajetória, deveria ser mais próxima da ordem do afeto e porque não, do amor. Amor para além de um romantismo fácil e familiar que parte do cinema construiu em mim. Amor econômico e estético, vizinho da fé naquilo que não se vê e que insiste em roçar uma experiência para além de grandes estruturas teóricas.  O que surge é um tempo e espaço outros, quase messiânicos, de espera e tédio absolutos, de pura duração e que se debatem infinitamente sobre um resto de humanidade épica que eventualmente se desvela em tropeços, cacos, deambulações e fantasmagorias.”
Curadoria: Fernanda Pequeno
Salas: 2° Pavimento
Antonia Dias Leite – Eterno Retorno 
O mítico símbolo de Ouroburos, representado por uma serpente que morde a própria cauda, encarna em si o eterno movimento. É neste conceito alquímico de transmutação permanente e circular, em meio à dança do nascer, do viver, do morrer e do renascer, aos quais todas as coisas estão sujeitas, que Antonia Dias Leite faz emergir a potência questionadora e visceral de sua jornada visual em direção as profundas camadas do subconsciente humano, criando um ambiente atemporal, desconhecido e ambíguo, acolhedor ainda que hostil, belo ainda que soturno, etéreo ainda que material, onde o real e o surreal se tocam e se conciliam, e a simbiose orgânica entre elementos que se dissolvem e se recompõem continuamente, ofertam, envolvem e transportam o espectador à um Universo em constante processo de criação, destruição e renovação. Ao todo, a artista apresenta 10 fotografias e uma videoinstalação.
Curadoria: X
Sala: Térreo - Terreirinho do Paço

Marina Saleme – Pinturas 
A mostra, de caráter retrospectivo, apresenta obras da coleção da artista e de acervos privados, incluindo trabalhos recentes e inéditos, que possibilitam ao espectador assistir, refletir e produzir novos olhares sobre a obra dessa importante artista. Encontram-se na exposição obras de distintas fases e períodos que exploram as diversas pesquisas da Marina Saleme. A exposição também propõe ao público carioca uma discussão sobre pintura contemporânea no Brasil, através de uma palestra e da publicação de um catálogo com texto do Felipe Scovino. São cerca de 20 obras que compõem um diálogo generoso e imprescindível sobre a produção pictórica da artista, que mesmo trabalhando com o suporte fotográfico, faz uso de um diálogo com a pintura. Marina desenvolve sua pesquisa desde os anos 80 e é uma das principais artistas brasileiras da sua geração, com obras em importantes acervos públicos do Brasil. Uma exposição inédita de uma artista importante na discussão sobre pintura contemporânea no Brasil e que há muito não expõe individualmente em uma instituição pública sediada no Rio de Janeiro.
Curadoria: Felipe Scovino
Sala: Térreo – Terreiro do Paço Imperial

Ana Muglia – “De propriedades quase musicais, no espaço em que se movem os viventes”
Trata-se de uma mostra de pintura em madeira em grandes formatos, série de desenhos sobre tela crua em pequenos formatos, algumas folhas do Caderno da Artista sobre suporte de madeira e base de concreto, e um vídeo cujo foco é trabalhar as semelhanças visuais e rítmicas entre o espaço da construção arquitetônica e o da estrutura musical. O campo de pesquisa do trabalho aqui proposto se baseia nas ideias do poeta e filósofo Paul Valéry em sua obra Eupalinos ou O Arquiteto, por considerar que há uma união entre coisas tão diferentes como um canteiro de obras e a música.
Curadoria: Fernando Cocchiarale
Salas: 1° Pavimento (Mestre Valentim e Seletos)        

O Paço Imperial 
Situado no centro da cidade do Rio de Janeiro, este é um raro exemplo de monumento histórico que, em diferentes momentos, foi palco de importantes acontecimentos da história do país. De 1743 a 1763, como colônia de Portugal, foi sede do governo no Brasil. Com a transferência da sede do Governo Geral para o Rio de Janeiro, o Paço tornou-se Palácio dos Vice-Reis até 1808.
A partir de então passou a abrigar a Família Real que se transferiu de Lisboa para o Rio de Janeiro, recebendo o nome de Paço Real. Depois, da Proclamação da Independência (1822) até a Proclamação da República (1889), passou a ser chamado de Paço Imperial. Em 1938 o Paço foi tombado e em 1980, depois de restaurado, tornou-se um centro cultural vinculado ao Iphan.
O CCPI fica na Praça XV de Novembro, nº 48, Centro, Rio de Janeiro – RJ

Carnaval da Mangueira leva elementos do patrimônio cultural para a Sapucaí

No silêncio da oração, ou no entoar dos cantos, o sincretismo da fé no Brasil é um dos elementos marcantes que revelam uma nação construída a partir de sua miscigenação cultural. Desta herança emerge o culto aos santos e orixás presentes em distintas crenças religiosas. Do catolicismo ao Candomblé, os protetores espirituais – muitas vezes os mesmos - recebem veneração dos devotos com pedidos e agradecimentos com vela acesa no altar ou no Congá. 
Só Com a Ajuda do Santo será o tema de enredo apresentado na Sapucaí pela Estação Primeira de Mangueira durante o carnaval de 2017. A ideia de abordar essa herança nacional representada na crença popular partiu do carnavalesco Leandro Vieira e contou com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que vem ajudando a Mangueira na pesquisa histórica, social e antropológica sobre o assunto, aproximando a escola de samba das comunidades tradicionais. 
A parceria é uma das atividades em celebração aos 80 anos do Instituto, criado em 13 de janeiro de 2017. As ações conjuntas foram definidas pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, durante visita à Escola carioca Verde Rosa no mês de novembro. Para ela, é uma honra ter elementos do patrimônio cultural representados em uma das maiores festividades do Brasil. “São 80 anos trabalhando na defesa, preservação, salvaguarda e fomento da memória nacional. Este esforço coletivo de décadas tem ganhado cada vez mais o reconhecimento da sociedade, sendo valorizado e difundido para o mundo em eventos internacionais como olimpíadas, e agora, o carnaval”, destaca a presidente do Iphan.Delegação do Iphan é recepcionada pelo presidente da Estação Primeira, Francisco Manuel de Carvalho e carnavalescos mangueirenses
Parceria 
Pra tudo que é santo vou apelar. Para o santo de casa, para o santo de altar. Vou bater na madeira três vezes, vela acesa, copo d’água. Galho de arruda pra espantar quebranto e mau olhado. É essa pluralidade religiosa presente no enredo mangueirense que o carnavalesco Leandro Vieira quer demonstrar. O Presidente da Estação Primeira, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, declarou sua alegria em receber o apoio do Iphan e demonstrou muita confiança no trabalho do carnavalesco Leandro Vieira.
A parceria com o Iphan terá sequência após o carnaval. Serão lançados um livro e um vídeo, no estilo making off, a partir da construção alegórica. O projeto busca apresentar o processo carnavalesco ancorado em uma das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro – o samba enredo – registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2007. Do trabalho também resultará a exposição instalada no segundo semestre deste ano no Paço Imperial (RJ), onde o público poderá conferir algumas fantasias e alegorias utilizadas na Sapucaí durante o carnaval da Mangueira. 

Patrimônio Imaterial
O sincretismo cultural é objeto de estudo do Iphan realizado por meio do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), que resulta na proteção federal e inscrição no Livro de Registro das Celebrações como patrimônio cultural de natureza imaterial. A Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim em Salvador, por exemplo, articula duas matrizes religiosas distintas, a católica e a afro-brasileira. O festejo que agrega novenas e missa solene do catolicismo, também apresenta características de devoção a Oxalá, do Candomblé, com a lavagem das escadarias do adro da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. 
A manifestação cultural dos grupos de Caboclos, ou Caboclinho – conhecida principalmente por suas atividades no carnaval pernambucano, é outro exemplo desta integração religiosa. Datada desde o final do século XIX, simboliza a memória do encontro cultural e da resistência, sobretudo das populações indígenas e também dos povos africanos escravizados, que reverbera profundamente na história do nordeste rural brasileiro. “Esta manifestação cultural que traz características de sincretismo religioso, foi a mais recente protegida pelo Iphan, após decisão do Conselho Consultivo do Iphan reunido no último dia 24 de novembro”, finaliza Kátia Bogéa. 

Barracão da escola de samba Estação Primeira de Mangueira no Rio de Janeiro (RJ)
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Museu do Trem inaugura placa 
No último dia 06 ocorreu o descerramento da placa do Museu do Trem, que contou com a presença da Sra. Monica Costa, Superintendente do IPHAN no estado do Rio de Janeiro.
A placa, um dos produtos do projeto de sinalização desenvolvido e doado ao Museu do Trem por três alunos da PUC-RJ, foi confecciona pela SuperVia em contrapartida pela instalação da nova passarela da Estação Olímpica do Engenho de Dentro.

 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Frevo celebra 10 anos como Patrimônio Cultural

Riqueza melódica, criatividade, originalidade, passos vibrantes e uma dança frenética são as características do Frevo, em Pernambuco.É pra comemorar! O Frevo, que contagia os brasileiros há gerações, completa este ano uma década como Patrimônio Cultural. Para celebrar os 10 anos do título, tem festa no Paço do Frevo, em Recife (PE), no próximo dia 09 de fevereiro, quando o Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregarão uma placa em homenagem ao centro de referência de ações, projetos e atividades de documentação, transmissão, salvaguarda e valorização dessa importante expressão pernambucana e manifestação popular brasileira.
O reconhecimento integra a programação do quinto aniversário do Centro de Referência, espaço previsto como um dos sete eixos do plano de salvaguarda do Frevo, e que conta com o apoio do Iphan e do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Nascido em 2012, o projeto é uma iniciativa da prefeitura do Recife, com realização da Fundação Roberto Marinho e gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão - IDG.  
As festividades também fazem parte das celebrações dos 80 anos de criação do Iphan que, na mesma data, lança a publicação Frevo, 14º Volume da Coleção Dossiê dos Bens Culturais. O livro, que apresenta o registro do Frevo, inscrito no Livro das Formas de Expressão em 2007, também será disponibilizado para download no portal do Iphan. 

Coleção Dossiê dos Bens Culturais
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A coleção Dossiê dos Bens Culturais Registrados destina-se a tornar amplamente conhecidos e valorizados como Patrimônio Cultural do Brasil os bens de natureza imaterial registados pelo Iphan. A divulgação dos processos de registro e dos resultados do trabalho institucional contribui para o reconhecimento desse patrimônio pela sociedade brasileira e favorece condições de sua permanência.
O Frevo ocupa lugar de destaque entre as manifestações que fazem parte das celebrações do Carnaval; é uma expressão musical, coreográfica e poética de caráter coletivo, embora não deixe de se expressar também em criações individuais.

Patrimônio nacional e do mundo
A proposta para a criação do Paço surgiu ainda durante a instrução para o Registro do Frevo como Patrimônio Cultural, consolidando-se durante o I Encontro do Plano Integrado de Salvaguarda do Frevo, realizado no ano de 2011, e que contou com a participação de representantes dos diversos segmentos relacionados ao bem cultural.
Desde o princípio, a implantação do projeto foi acompanhada pelo Iphan e, principalmente, pelo comitê gestor da salvaguarda deste bem cultural, de forma que as ações desenvolvidas ocorram de forma articulada com os objetivos de atuação da Política Nacional de Salvaguarda. É o que explica a presidente do Iphan, Kátia Bogéa. “Mais do que um equipamento cultural, o Centro deve ter características que dialogue diretamente com os instrumentos previstos na Política Nacional de Salvaguarda”.
Toda singularidade e contribuição do Frevo para a identidade nacional foi reconhecida pelo Iphan em 2007, ano que o ganhou o título de Patrimônio Cultural sendo inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão. Em 2012, recebeu da Organização das Nações Unidades para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a titulação de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Frevo
Um grupo de passistas assiste ao salto coreográfico que revela a intensidade dessa rica expressão do povo pernambucano
Densamente enraizado em Recife e Olinda, no Estado de Pernambuco, o Frevo surgiu ainda no final do século XIX, em um momento de transição e efervescência social, num cenário de escravos recém-libertos, de capoeiras, da formação da classe trabalhadora, de bandas militares e suas rivalidades. 
Produto desse contexto sócio histórico singular, o Frevo expressa um protesto político e uma crítica social em forma de música, de dança e de poesia, constituindo-se em símbolo de resistência da cultura pernambucana e em expressão significativa da diversidade cultural brasileira.
O Frevo é formado pela grande mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato. É uma das mais ricas expressões da inventividade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a criatividade humana e também o respeito à diversidade cultural. 
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Homenagem ao Centro de Referência Paço do Frevo
Data:
09 de fevereiro de 2017, das 9h às 12h;
Local: Paço do Frevo – Praça do Arsenal da Marinha. S Nº Bairro do Recife – Recife (PE)

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Artigos artesanais para casa é tema de exposição do CNFCP

Já dizia Carlos Drummond de Andrade. “Casa com vida é aquela que a gente arruma para ficar com a cara da gente”. E neste contexto, a Sala do Artista Popular abre a exposição Interiores, oferecendo aos visitantes a oportunidade de arrumar a casa com coisas que são confeccionadas artesanalmente neste país continental.
A mostra do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP-Iphan), reúne a rica e diversa produção artesanal de centros que se distinguiram material e simbolicamente pelo domínio de matérias-primas, de tecnologias, pela habilidade e criatividade de mestres e artesãos na confecção de peças de mobiliário, de cama e mesa, entre outros, objetos utilitários e decorativos.
Em cada objeto entrelaçam-se os usos dos recursos disponíveis numa região, mas, sobretudo, o saber-fazer compartilhado por famílias, grupos e coletividades, práticas que resistiram às transformações sociais e econômicas. Muitos dos trabalhos expostos e disponíveis para venda vêm de centros de produção artesanal que foram reconhecidos como referências culturais, que marcam a diversidade de modos de viver em um país plural.

Saiba mais sobre algumas das peças disponíveis:
De centros de produção oleira, o figurado do Vale do Jequitinhonha (MG) e Maragogipinho (BA) traz suas peças majestosas de proporções avantajadas que se distinguem pela delicadeza de ornamentos florais.
Os desenhos bordados da louça do povoado de Poxica, em Itabaianinha (SE), e a louça de Cascavel (CE), e o despojamento da cerâmica de Barra (BA), de onde se destaca também as esculturas em barro. Há também esculturas em madeira de Juazeiro do Norte (CE); as Bonecas de pano de Esperança (PB); colchas, mantas e tapetes tecidos de Poço Verde, (SE).
Do Vale do Jequitinhonha, no município de Chapada do Norte, a produção de bancos e cadeiras. Os artigos de cama e mesa em renda filé de Marechal Deodoro (AL), o trançado do capim dourado de Jalapão (TO), e a cestaria de Novo Airão (AM) são outras peças da exposição.

Serviço:  Exposição: Interiores
Horários:
 De terça a sexta, das 11 às 18 horas. Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18 horas
Local: Sala do Artista Popular – CNFCP/Iphan   Endereço: Rua do Catete, 179 (metrô do Catete) - Rio de Janeiro, RJ Informações: (21) 3826-4434/ difusao.folclore@iphan.gov.br/ www.cnfcp.gov.br /Facebook: cnfcp/ Instagram: museudefolclore Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular /Iphan / Ministério da Cultura
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Prazo para cadastro no Cnart é estendido até 31 de março

Obra de arte sacra do Museu de Arte Sacra de Alagoas, em Marechal DeodoroOs comerciantes de obras de arte e antiguidade terão até o dia 31 de março para entrar no Cadastro Nacional de Negociantes de Obras de Arte e Antiguidades (Cnart). A decisão de prorrogar o prazo foi publicada no dia 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelo cadastro. Os comerciantes não cadastrados até essa data estarão sujeitos a multa
A obrigação de cadastro no Cnart para todos os negociantes de obras de arte e antiguidades foi definida pela Portaria Iphan nº 396/2016, assinada em 15 de setembro, que regula os procedimentos a serem observados pelas pessoas físicas ou jurídicas que comercializem esses bens. O objetivo é garantir maior proteção às atividades de compra e venda de obras de arte e antiguidades. A norma fortalece os mecanismos de controle sobre essas operações, pelo Poder Público, e esclarece aos comerciantes e leiloeiros quais as situações são consideradas indícios de envolvimento com atividades ilegais. 
A medida complementa as atribuições previstas no Decreto-Lei nº 25/1937, principal marco legal relativo à preservação do patrimônio cultural no país, e vem regulamentar a Lei nº 9.613/1998, que dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, e cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A elaboração da portaria contou com a participação da sociedade por meio de consulta pública realizada pelo Iphan entre junho e julho deste ano.
O Iphan elaborou um conjunto de manuais para orientar os administradores que deverão atuar na fiscalização dos procedimentos a serem observados por pessoas físicas e jurídicas, além do uso do Cadastro por negociantes e usuários externos pertencentes a outros órgãos do governo, fornecendo informações para utilização correta do sistema que respondam às principais dúvidas do público, durante o primeiro contato com o Cnart. Os manuais estão disponíveis para consulta e donwload: 
Manual do Administrador
Manual do Negociante
​Manual - Outros Órgãos do Governo

80 anos: Iphan e Museu Nacional de Belas Artes celebram juntos oito décadas de criação

Cerimônia de lançamento do livro Criados em 13 de janeiro de 1937, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), celebraram juntos a data em lançamento do livro Alegoria às Artes - Léon Pallière, nesta sexta-feira, 13 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ). A obra, de múltipla autoria, retrata o processo de restauração e a pesquisa histórica da monumental tela “Alegoria às Artes”, restaurada pelo PAC Cidades Históricas, dirigido pelo Iphan, e atualmente em exposição no MNBA.
A presidente Kátia Bogéa destacou a parceria de longa data entre o Iphan e Museu, que esteve integrado à estrutura do Iphan até 2009, quando foi incorporado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 
“Se cruzarmos as histórias das duas instituições, veremos que o princípio de preservar e resgatar a beleza histórica de tantos bens, pensando nas gerações atuais e futuras, nos brasileiros e estrangeiros, em permitir que o acesso à cultura não seja limitado a uma determinada época e público, é um ponto que sempre tivemos em comum. O Iphan e o Museu trabalharam juntos em diversas ações, como em seu tombamento em 1973, a restauração de suas instalações e, por último, a restauração da tela Alegoria às Artes, de Jean Léon Pallière, que envolveu também o Instituto Brasileiro de Museus e o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro. É um orgulho para o Iphan ter como parceiro o Museu de Belas Artes. Esperamos que nossa parceria se perpetue e que nos próximos aniversários tenhamos ainda mais motivos para celebrar”, afirmou Kátia.
A restauração completa da obra prima de Jean Leon Pallière intitulada Alegoria às Artes, datada de 1855, conta com dimensões de 3,5m x 4,15m, e recebeu investimento de R$ 578 mil do PAC Cidades Históricas. Os técnicos mapearam as áreas danificadas, como rasgos, perda de pintura, entre outras atividades. Todo o processo iniciado em 2014 resultou no livro lançado no MNBA. 
A cerimônia contou também com a presença do presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araújo, da diretora do Museu, Mônica Xexéo, do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, entre outras autoridades. Outros dois trabalhos de Pallière – Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens também foram restaurados por meio do PAC Cidades Históricas e estão disponíveis para visitação até 12 de março deste ano no MNBA.

Capa do livro O livro
A pesquisa histórica do livro, que começou a ser elaborado em paralelo ao restauro da tela,  iniciado em 2014, foi desenvolvida pelos pesquisadores Pedro Xexéo e Adriana Clen.  Entre outras descobertas,  a dupla confirmou que a tela não foi pintada na Itália e sim sob a supervisão do então diretor da Academia Imperial de Belas Artes,  o critico de arte e artista plástico Araujo Porto Alegre, aqui no Rio de Janeiro.
Outro levantamento dos pesquisadores concluiu que provavelmente a tela foi deslocada no 1º semestre de 1909 para o prédio da Escola Nacional de Belas Artes,  que atualmente abriga o Museu Nacional de Belas Artes. 
Um capítulo importante da publicação,  de autoria da restauradora Larissa Long,  aborda a história da criação do laboratório da restauração do MNBA,  no tempo da diretora Maria Elisa Carazzoni, no inicio dos anos 1970.
Para o museólogo Pedro Xexéo,  esta obra e mais os retratos que foram feitos por Leon Pallière representam as únicas obras sobreviventes que decoravam o prédio da AIBA, e representam “um importante testemunho desta época do século XIX,  de grande relevância para a formação da cultura brasileira”.
O livro “Alegoria às Artes –  Leon Pallière”,  foi escrito por Pedro Xexéo,  Adriana Clen,  Wallace e Denise Guiglemeti, Guadalupe Campos, Antonieta Middea, Fernando Vasques e Larissa Long.  A publicação da Contra-capa editora e possui 218 páginas.

Jean Leon Pallière Grandjean Ferreira
Nascido no Rio de Janeiro em 1823, o litógrafo, aquarelista, decorador e professor era filho do pintor Arnaud Julien Pallière (1784 - 1862) e neto do arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850). 
Mudou-se para Paris em 1830, retornando ao Brasil em 1848 passando a estudar na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba). Com nova estadia na Europa e de volta ao continente americano em 1855, Pallière realiza a série Alegoria das Artes Plásticas para o teto da biblioteca da Aiba, no Rio de Janeiro. Na década de 1860, percorre o litoral brasileiro publicando em 1864 o Album Pallière. Escenas Americanas. Reducción de Cuadros, Aquarelles y Bosquejos, composto de cerca de 50 litografias de trabalhos realizados em suas viagens. 

PAC Cidades Históricas
O programa é um avanço nas políticas culturais no Brasil, atuando em 44 cidades, de 20 estados da federação, com a disponibilização de R$ 1,6 bilhões para obras públicas. O PAC Cidades Históricas vai além da recuperação de monumentos, utilizando a preservação do patrimônio como eixo indutor para geração de renda, agregação social e afirmação da identidade cultural.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Iphan promove concurso para seleção do
Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

Em 2017 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atuação e, como parte das comemorações, lança no dia 13 de janeiro o edital do concurso nacional para a escolha do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O objetivo da seleção é criar uma identidade visual para os bens do Patrimônio Cultural Brasileiro, valorizando sua condição especial e apoiando sua promoção. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre 16 de janeiro a 02 de março de 2017. O prêmio para o trabalho vencedor será de R$ 30 mil.
Além do emblema, o vencedor deverá desenvolver um Manual de Identidade Visual e Aplicação. As regras e definições para participação estão disponíveis no edital do concurso. Poderão participar do concurso apenas pessoas físicas, individualmente, com apenas uma proposta inédita por participante.
Cada participante poderá inscrever apenas uma proposta, a ser enviada uma única vez e sem possibilidade de alteração. A ficha de inscrição, bem como o edital, estão disponíveis no portal do Iphan (www.iphan.gov.br) e o interessado deverá enviá-la para o e-mail emblema.patrimonio@iphan.gov.br, juntamente com os arquivos digitalizados (jpg ou pdf): carteira de identidade e CPF (frente e verso); certidão de quitação eleitoral emitida pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); a sugestão da marca do Patrimônio Cultural Brasileiro, conforme os requisitos estabelecidos no edital; Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II do edital), devidamente preenchido e assinado; e Declaração (Anexo III do edital), preenchida e assinada, informando que o design não caracteriza, no todo ou em parte, plágio ou autoplágio. 
As propostas serão avaliadas por uma comissão julgadora, que será constituída por até nove membros nomeados pela presidente do Iphan. O resultado preliminar do concurso será divulgado no portal do Iphan em meados de maio de 2017 e o lançamento oficial do Emblema está previsto 17 de agosto de 2017, dia nacional do Patrimônio no Brasil.

Iphan 80 anos
Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral de seus povos, o Iphan foi criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, completando oito décadas de atividade e, além de recordar sua trajetória, projeta os seus próximos 80 anos.
Tido como uma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, a história do Iphan se confunde com a formação cultural do Brasil. Em oito décadas de atividade, o Instituto, que nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e Saúde Pública, tem trabalhado arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.
Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais – atuando desde o poder de polícia até a educação –, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. 

Reconhecimento do patrimônio
Nesses 80 anos de atividade foram protegidos 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta – na forma de obras de qualificação – quanto indiretamente – por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais –, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana. 
Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.
Com o passar do tempo houve um alargamento do sentido sobre o que é o Patrimônio – na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo –, o que possibilitou que a proteção do Estado se estendesse desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), bem como da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.

Mais informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br / Ananda Rope – ananda.figueiredo@iphan.gov.br 
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Atividades em todo o Brasil celebram 80 anos do Iphan

Iphan 80 anosO Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi criado em janeiro de 1937. E ao longo desses 80 anos muitas coisas mudaram, diversos desafios foram enfrentados e, principalmente, inúmeras conquistas foram alcançadas no propósito firme da preservação e promoção do patrimônio cultural brasileiro. Um desafio que se tornou uma importante realização foi a descentralização do Instituto que, atualmente, está presente em todas as unidades da Federação, com 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais.
Para celebrar essas oito décadas de políticas públicas para o patrimônio cultural, fundamentais para a construção da identidade nacional e a proteção de bens acautelados em todo o país, uma agenda repleta de programações especiais vai ilustrar a riqueza e a diversidade cultural nos quatro cantos do país. 
O Iphan convida a todos para comemorarmos, juntos, esse marco em sua história e na memória nacional.

Política de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro completa 80 anos


Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco de Andrade promoveram a consolidação jurídica do Patrimônio Cultural no País e a criação do IphanUma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atividade no dia 13 de janeiro e sua história se confunde com a formação cultural do Brasil. Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral, o Iphan comemora oito décadas de atuação e projeta os próximos 80 anos.
“No Brasil, poucas instituições chegaram onde o Iphan chegou. De 1937 aos dias de hoje, muita coisa mudou. No Brasil e no Patrimônio. Nascido da mente privilegiada de intelectuais comprometidos com o futuro do País, o Instituto consolidou-se e fortaleceu-se com ações corajosas, amplamente reconhecidas e respaldas pela sociedade, conquistando legitimidade e a aprovação da população brasileira e, simultaneamente, protegendo um gigantesco conjunto de bens materiais e imateriais. A pressão de preservar e recuperar o patrimônio, apesar da carência de recursos humanos e financeiros, é vivida pelo Iphan desde sua criação. Queremos que esse aniversário seja um marco. Além de comemorarmos os feitos, queremos projetar os próximos 80”, afirma a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.
Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais –atuando desde o poder de polícia até a educação–, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. 
O Bumba meu boi é um bem que está enraizado na cultura maranhense e que reflete valores essenciais de sua formação socialNesses 80 anos de atividade foram tombados 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta –na forma de obras de qualificação– quanto indiretamente –por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais–, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana. 
Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.
Para Kátia Bogéa, entre os desafios para os próximos 80 anos do Iphan estão a ampliação do quadro funcional e o de demostrar que o Patrimônio Cultural é um ativo para o desenvolvimento social do Brasil, estimulando a economia, gerando empregos e renda, impactando positivamente na autoestima dos brasileiros. 
“As cidades brasileiras enfrentam inúmeros problemas. Muitos dos quais atingem diretamente os núcleos com valores patrimoniais, comprometendo as características que, ao longo dos anos, buscamos preservar, além da própria qualidade de vida dos cidadãos.  Para reverter este quadro e continuar a cumprir com sua missão, o Iphan entende que é fundamental inserir as questões relacionadas com a preservação na pauta das políticas públicas prioritárias para o Brasil”, defende.
Comemorações
Selo comemorativo pelos 80 anos do IphanComo parte das celebrações pelos 80 anos do Iphan, foi lançado no dia 12 de janeiro, na sede do Instituto em Brasília (DF), o selo comemorativo pelos Correios, criado pelo designer Vitor Corrêa. O selo aponta para uma simbologia que envolve os principais elementos culturais do Brasil, expressos nas artes, edificações, manifestações culturais e paisagens, que ajudam a contar a história e a construção da identidade nacional. Participaram da cerimônia a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, acompanhado pela primeira dama e colaboradora do governo, Márcia Rollemberg, o ministro da Cultura, Roberto Freire, o superintendente do Iphan-DF, Carlos Madson, e o diretor regional dos Correios, Ricardo Curado.
As comemorações seguem em todo o Brasil e podem ser conferidas nesta programação.
Atuação
Igreja Matriz do Divino Espírito Santo em Jaguarão (RS)Cerca de 40 mil imóveis estão localizados em conjuntos urbanos tombados, o que implica acompanhamento, autorização de intervenções e fiscalização; o licenciamento ambiental prevê a participação do Iphan visando minimizar impactos sobre o patrimônio cultural, o que representa mais de mil processos de licenciamento por ano, envolvendo desde as grandes obras de infraestrutura até intervenções urbanas de menor porte; a cada ano, são analisados cerca de 50 mil bens em processo de transferência, permanente ou temporária, para o exterior, visando o combate ao tráfico ilícito de objetos de bens de valor cultural. Com a extinção da Rede Ferroviária Federal, o Iphan, após 2007, tornou-se responsável pelo patrimônio ferroviário, presente em mais de 1200 municípios, incluindo edifícios, bens móveis e acervos documentais. 
O Iphan conta hoje com 1.090 servidores, dos quais apenas 696 compõem o quadro permanente, distribuídos em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. O quantitativo que responde por toda a gama de atribuições constitucionais e legais do Instituto, dentre as quais: identificação, reconhecimento, salvaguarda e fiscalização do Patrimônio Cultural Nacional e Mundial, proteção dos Sítios Arqueológicos e Reservas Técnicas, preservação de acervos documentais e bibliográficos, identificação da diversidade linguística, gestão do Patrimônio Genético, execução de projetos e obras de intervenção em bens e conjuntos tombados, gerenciamento do Programa PAC Cidades Históricas, aprovação, fiscalização e apuração de prestação de contas de Convênios e processos de Lei de Incentivo à Cultura, ações educativas, assistência técnica e monitoramento do Patrimônio Mundial, e definição da Política de Patrimônio Cultural no Brasil. 
Hoje, 46% dos servidores do Iphan possui mais de 51 anos de idade e 27% encontra-se em abono de permanência. Dentro de cinco anos, 296 servidores terão condições plenas de se aposentar. Nesse sentido, caso não haja ingresso de novos servidores muito em breve, o quadro funcional do Iphan poderá ficar restrito a somente 224 servidores já em 2021.

O Palácio Gustavo Capanema (1936 e 1947) é um dos primeiros arranha-céus com fachada toda de vidro construído no mundo.História
Criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, o Iphan nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e da Saúde, trabalhou arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.
Os primeiros anos do Iphan foram voltados à sensibilização da população, quanto ao valor e à importância do acervo cultural representado pelos edifícios que compunham os núcleos tombados e pelos bens móveis neles existentes, com o desejo de proteger o que fosse possível, principalmente os bens excepcionais de “pedra e cal”, ou seja, a arquitetura monumental e as chamadas cidades históricas.  As ações levaram o órgão a alcançar significativo prestígio internacional e deixaram como legado um volumoso número de bens culturais salvos do desaparecimento.
Nos anos heroicos, quando a Instituição foi dirigida pelo advogado Rodrigo Melo Franco de Andrade, cabia proteger aquilo que se entendia por patrimônio histórico e artístico nacional, numa tarefa ou obra civilizadora de reconhecimento e afirmação de uma identidade nacional. 
Fachada e jardins do Museu de Arte da Pampulha
Na década de 1970, discutiu-se muito a relação entre o turismo e patrimônio e em 1980, quando o designer Aloísio Magalhães assumiu a direção da Fundação Pró-Memória, houve uma grande inflexão conceitual. Aloísio usou sua experiência no Centro Nacional de Referência Cultural, introduzindo um viés antropológico na Instituição. Hoje, é possível afirmar que ele substituiu o patrimônio histórico e artístico de Rodrigo, pela noção de bens culturais. Se, até então, o Patrimônio trabalhava com as ideias de “civilização” e “tradição”, passou a considerar as noções de “desenvolvimento” e “diversidade cultural”.
Tal mudança desembocou nas discussões para a elaboração da Constituição Federal (CF) de 1988, que representou um avanço para o campo do Patrimônio. De 1982 a 2006, treze personalidades sucederam-se na presidência do Iphan, de modo que os avanços da CF só começaram a ser respondidos em 2000, com o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial; e em 2009, com a Chancela da Paisagem Cultural Brasileira.
A partir de 2006, o Iphan esteve sob a presidência do arquiteto Luiz Fernando de Almeida. Período em que a Instituição vivenciou o seu terceiro grande momento conceitual, desta vez baseado nas noções de “Território” e “Políticas Públicas”. De um lado, buscando ampliar o número de bens protegidos (representando condignamente e em todos os recantos do país, a riqueza e a diversidade dos bens culturais do Brasil); e de outro, reposicionando o patrimônio cultural brasileiro no rol dos assuntos estratégicos para o futuro do país. Ou seja, o patrimônio encarado como um direito de todo o povo brasileiro.
O saber envolvido na fabricação artesanal de panelas de barro foi o primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial  em 2002
Ao longo desses 80 anos, o alargamento do sentido do patrimônio, na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo, passou a requerer que a proteção do Estado se estenda desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC); da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais, como o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.
Espaços de reprodução das matrizes africanas, práticas religiosas, que representam a luta e a resistência do povo negro no Brasil, os terreiros de matrizes aficanas também ganharam o reconhecimento do Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro. Em 1986, foi tombado o Terreiro da Casa Branca, em Salvador (BA), o precursor. Nas duas últimas décadas, foram protegidos outros oito terreiros. A política de valorização e reconhecimento das práticas religiosas trabalha, desde 2009, de forma articulada com a Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a Fundação Cultural Palmares (FCP).
Nos últimos 16 anos, graças a criação da política e do Registro do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro (Decreto 3551/2000), mais do que conferir títulos, foi declarada a responsabilidade do Estado com esses bens. Na sequência da política do patrimônio imaterial, agregou-se a valorização da diversidade linguística. O Brasil, que em mais de 500 anos, tem como língua oficial o Português, possui falantes de mais de 180 línguas indígenas, algumas línguas de imigração hoje desaparecidas nos seus países de origem e remanescentes de línguas africanas. É o caso, por exemplo, das línguas indígenas Asurini, Guarani Mbya e a de migração Talian, reconhecidas como Referência Cultural Brasileira.
Desde 2013, o Iphan conta com recursos para o desenvolvimento de suas ações e a execução do PAC Cidades Históricas, que é de sua responsabilidade. Nesta realidade, a Lei Orçamentária prevê para o ano de 2017 o valor aproximado de R$ 18 milhões para aplicação pelo Iphan em ações diversas, além de R$ 250 milhões para o PAC Cidades Históricas.

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3949/politica-de-preservacao-do-patrimonio-cultural-brasileiro-completa-80-anos
Museu do Samba recebe homenagem do Iphan
De alvo de discriminação e perseguição nas primeiras décadas do século XX a símbolo nacional, o samba no Rio de Janeiro se destaca como um fenômeno cultural pujante. Diante disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no âmbito das comemorações de seus 80 anos, faz uma homenagem ao Museu do Samba por sua relevância enquanto Centro de Referência das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo. Também recebem certificado de agradecimento pelos serviços prestados à cultural brasileira, especialmente ao samba carioca, a Associação da Velha Guarda das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e os 26 membros do Conselho do Samba do Rio de Janeiro. A cerimônia de entrega do certificado aconteceu no dia 13 de janeiro, no Museu do Samba, no Rio de Janeiro.
O museu teve origem no Centro Cultural Cartola, instituição responsável pelo pedido oficial de registro do bem como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, com o apoio da Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Nilcemar Nogueira, neta do compositor Angenor de Oliveira, o Cartola, e na época presidente do Centro e hoje secretária municipal de Cultura do Rio de Janeiro, foi autora do requerimento ao Iphan. Na ocasião do pedido, ela explicou que era possível observar um enfraquecimento das raízes do samba do Rio. “A massificação deu ao samba um formato que está distante dos principais elementos que compõe suas matrizes. Não é uma proposta de engessamento ou saudosismo. O samba é vivo, dinâmico. Nossa intenção é de valorizar e preservar as matrizes do samba carioca: samba de partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo”, explicou.
O reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil se deu no ano de 2007, com a inscrição das matrizes do samba no Livro das Formas de Expressão. Entre os objetivos do registro está situar o valor patrimonial do samba no Rio, mostrando seu papel fundamental na tradição cultural da cidade e como referência da cultura nacional, assim como levantar as ações e políticas necessárias para a valorização e salvaguarda dessa expressiva manifestação da cultura brasileira.
O pedido do Centro Cultural Cartola, hoje Museu do Samba, levou o Iphan a realizar a pesquisa que resultou no dossiê para registro do samba de terreiro, partido-alto e samba-enredo. Seguindo a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), os estudos buscaram explicitar aspectos das dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas, bem como caracterizar seus contextos de prática e revelar os principais personagens.
A pesquisa reuniu um conjunto de referências históricas: monografias, teses, livros, vídeos, reportagens, discografia da época e o testemunho de sambistas da velha guarda, como Monarco, Xangô da Mangueira, Nelson Sargento. Desde as reuniões em casa de Tia Ciata, no início do século 20, a pesquisa identifica o samba nos blocos, nos morros, nas ruas e quintais.
Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o samba é um componente da identidade nacional e um instrumento de coesão que tem ajudado a derrubar barreiras e eliminar preconceitos. “Valorizar o samba e as práticas culturais que o rodeiam é também uma maneira de minimizar as diferenças sociais”, afirma.
Em 2017, o carnaval da Mangueira levará para a Sapucaí elementos do Patrimônio Cultural, abordando a fé nacional com a temática Só com a Ajuda do Santo. A ação é uma das atividades que celebrarão os 80 anos, criado em 13 de janeiro de 1937.

Centros de Referência
No âmbito das ações de salvaguarda – que buscam, além da produção de inventários e registros, conceder apoio e fomento visando garantir a realização de atividades e práticas de valorização e promoção do Patrimônio Imaterial Brasileiro –, o Iphan recomenda o incentivo junto aos detentores para a estruturação de Centros de Referência de Bens Registrados. Esses centros, como é o caso do Museu do Samba, são compreendidos como espaços físicos de uso coletivo para abrigar acervos relativos ao bem cultural registrado, realizar ações diversas e ser um espaço para a socialização dos detentores e divulgação do bem cultural para a sociedade mais ampla. O intuito do Centro de Referência é estabelecer um espaço “neutro” para a união dos diversos grupos e segmentos relacionados ao bem cultural.

Salvaguarda
O Museu do Samba, desde o registro do bem, e como Centro de Referência das Matrizes do Samba Carioca, desenvolveu inúmeras ações por meio do Projeto Memória do Samba Carioca, uma parceria com Iphan e Ministério da Cultural (MinC) realizada entre 2009 e 2011. Além disso, a organização atua por meio de outras parcerias estabelecidas com instituições públicas e privadas para desenvolvimento das ações do plano de salvaguarda do bem registrado.
Nesse sentido, foi instituído em 2009 o Conselho do Samba do Rio de Janeiro, composto por representantes com reconhecida atuação na transmissão dos saberes valorização e promoção da continuidade das matrizes do samba. O conselho tem a missão de implementar a gestão participativa da salvaguarda deste bem registrado nas linhas de ação que conformam o plano de salvaguarda do samba. São elas: estímulo à transmissão dos saberes e difusão das manifestações culturais dos sambas de partido alto, samba de terreiro e samba-enredo; valorização dos indivíduos que mantém vivas as tradições culturais das matrizes do samba; promoção do registro documental e circulação da produção dos grupos e segmentos praticantes das tradições musicais; apoio às ações para formação de público; apoio à pesquisa, produção, sistematização, e disponibilização de conhecimentos, documentos e acervos sobre as matrizes do samba no Rio de Janeiro.

Matrizes do samba
O samba de terreiro faz referência aos espaços de encontro e celebração dos sambistas, que ali dançam um samba livre com as marcas de sua ancestralidade. Nos terreiros, pátios das escolas de samba, são cantadas as experiências da vida, o amor, as lutas, as festas, a natureza e a exaltação das escolas e da própria música.
Já o partido-alto é marcado pelos versos de improviso. Nasceu das rodas de batucada, onde o grupo marca o compasso, batendo com a palma da mão, repetindo o refrão e inventando estrofes segundo um tema proposto. O refrão serve de estímulo para que um participante vá ao centro da roda sambar e, com um gesto ou ginga de corpo, convide outro componente da roda.
Com a criação das primeiras escolas , no final da década de 1920, o samba se adaptou às necessidades do desfile. Criou-se uma nova estética e uma nova modalidade: o samba-enredo. O compositor elabora seus versos com base no tema (enredo) a ser apresentado pela escola, descrevendo uma história, de maneira melódica e poética. De sua animação e cadência depende todo o conjunto da agremiação, tanto em termos de evolução como de envolvimento harmônico.
A partir do material pesquisado, o Iphan produziu, além do dossiê, um vídeo-documentário disponível também no canal do Youtube do Instituto.

Iphan 80 anos
Criado em 13 de janeiro de 1937, por meio da Lei nº 378, o Iphan comemora em 2017 80 anos. Nessas oito décadas, as políticas públicas executadas pela instituição foram fundamentais para a construção de uma identidade nacional e a proteção de um expressivo universo de bens materiais e imateriais. A autarquia vinculada ao MinC teve como grandes desafios a consolidação dos marcos regulatórios para o setor e a descentralização do Instituto que, atualmente, está presente em todas as unidades da Federação.



Membros do Conselho do Samba que foram homenageados na cerimônia:
 Nilcemar Nogueira Janaina Reis   Ivonete Pereira
 Leci Brandão   Marcia Moura   Selma Candeia - Selma Teixeira Candeia
 Pituka Nirobe - Ivanir Guimarães  Rachel Valença  PQD da Portela - Sandoval Mattos
 Manoel Dionísio - Manoel dos Anjos Dionísio  Zeca da Cuíca - José de Oliveira  Tia Surica - Iranette Ferreira Barcellos
 Mestre Odilon - Odilon Costa  Zé Luiz do Império -  José Luiz Costa Ferreira      Tantinho da Mangueira - Devani Ferreria
 Careca do Império - Arandi Cardoso dos Santos  Aluisio Machado - Alcides Aluízio Machado  Martinho da Vila - Martinho José Fereira
 Lygia Santos  Tiãozinho da Mocidade - Neuzo Sebastião de Amorim Tavares  Noca da Portela - Osvaldo Alves Pereira
 Wanderley Caramba - Wanderley Jorge Euzébio da Silva  Zé Katimba - José Inácio dos Santos   Nelson Sargento - Nelson Mattos
 Hildmar Diniz - Monarco da Portela Rubem dos Santos - Rubem Confete
 
Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3951/museu-do-samba-recebe-homenagem-do-iphan